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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 414

De longe, a mulher observava.

Ricardo conversava com um investidor.

Ria baixo.

Postura relaxada.

Seguro demais.

Ela virou-se para o garçom e falou com naturalidade ensaiada:

— É que somos casados… — mostrou a aliança no dedo. — E eu queria fazer uma surpresa.

O garçom hesitou.

— Senhora… isso pode me causar problemas.

Ela inclinou a cabeça, aproximando-se um pouco mais.

— Não vai.

Com movimentos rápidos, deslizou um envelope no bolso do avental dele.

— Considere um presentinho pela sua ajuda… no nosso joguinho de casal.

O homem engoliu em seco.

Olhou em volta.

Baixou a voz.

— Tá bom… é só colocar na bebida e deixar dissolver?

A mulher sustentou o olhar por dois segundos.

Depois balançou a cabeça em confirmação.

Sem sorrir.

Sem piscar.

Na Cidade Sul, a tacada final estava em andamento.

Mas, na Cidade Norte, outras peças começavam a se mover — movidas por puro instinto de proteção.

Nathália estava sentada em um restaurante elegante, tomando café.

Nervosa.

Mexia distraidamente a colher dentro da xícara quando percebeu movimento pelo reflexo do vidro.

Três mulheres vinham em sua direção.

Agatha.

Anabela.

Ana.

Ela ergueu o olhar.

Piscou uma vez.

— Achei que só vinha você.

Agatha puxou a cadeira.

— Elas insistiram em vir.

Nathália deu de ombros.

— Certo… então vamos ser diretas, o que você quer?

As três se sentaram.

O clima fechou imediatamente.

Agatha não perdeu tempo.

— Por que você deu esperança ao meu pai… e depois o tratou daquele jeito?

Nathália soltou uma risada curta.

Sem humor.

— Eu tratei ele mal?

Anabela se inclinou um pouco.

— Sim. Nosso tio João contou.

Nathália cruzou os braços.

— Eu só cortei laços. Coisa que deveria ter feito desde o começo.

Agatha respirou fundo.

— Eu até tento entender… deve ser difícil crescer sem pai e, de repente, ele aparece. Mas tenta entender o lado dele também. Antes de sair julgando e tratando ele mal, você podia ter dado uma chance.

Nathália inclinou a cabeça.

Os olhos endureceram.

— Vocês estão de brincadeira, né?

As três se entreolharam.

— Não… — responderam quase juntas.

Nathália apoiou as mãos na mesa.

— Vocês fazem ideia do que o pai de vocês falou de mim?

Silêncio.

Agatha franziu o cenho.

Anabela apertou os lábios.

Ana balançou a cabeça.

— Não.

As três disseram ao mesmo tempo.

Agatha respirou fundo antes de falar.

Os braços cruzados.

A postura rígida.

— Desde que eu entendo as coisas… eu escuto falar de uma irmã.

Nathália piscou.

Agatha continuou:

— Toda vez que aparecia uma suposta filha, era a mesma coisa. Festa. Esperança. Sorrisos. Papai se abria de novo.

A voz endureceu.

— E depois vinha a verdade.

Fez um gesto curto com a mão.

— Ele se trancava no escritório por dias. Sem falar com ninguém. Eu vi isso acontecer inúmeras vezes.

Anabela desviou o olhar.

Ana mordeu o lábio.

— Exames de DNA… sempre negativos. — Agatha completou. — Mesmo assim ele passava dias fechado. Depois de inúmeras tentativas, parou de comemorar. Virou protocolo. Frio. Sem se permitir sentir.

Ela encarou Nathália.

— Com você… eu achei que seria diferente.

Nathália abriu a boca para falar.

Agatha levantou a mão.

— Não.

A voz saiu mais dura.

— Me deixa terminar.

Respirou fundo.

— Porque dessa vez era real. Você é a verdadeira. E mesmo assim…

Engoliu seco.

— Eu queria que você nunca tivesse aparecido.

O silêncio caiu pesado sobre a mesa.

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