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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 415

As irmãs chegaram à mansão de Jorge sem anunciar.

Foram direto para o escritório.

Agatha ia à frente.

Nathália vinha logo atrás.

Nervosa.

Os dedos entrelaçados.

O coração acelerado.

Agatha bateu na porta.

Forte.

— Papai, abre agora.

Do lado de dentro, ouviu-se um suspiro pesado.

Alguns segundos depois, a porta se abriu.

— De novo, Agatha… você pode me deixar quieto por um dia?

A frase morreu no meio.

O olhar de Jorge congelou ao ver Nathália atrás da filha.

— O que você faz aqui? — perguntou, seco. — Pensei que tinha me dito para esquecer da sua existência.

Agatha entrou na frente antes que Nathália respondesse.

— Eu trouxe ela.

Anabela completou:

— Na verdade… nós trouxemos. Tem assuntos que precisam ser esclarecidos.

Ana fechou a porta atrás delas.

— E vocês dois têm que estar cara a cara.

Nathália encarou Jorge.

O rosto dele denunciava noites sem dormir.

As olheiras fundas.

O olhar cansado.

O corpo rígido.

Ela respirou fundo.

— Vamos direto ao assunto. — disse firme. — Eu recebi um áudio onde você está me insultando.

Fez uma pausa curta.

— Suas filhas estão convencidas de que não é o senhor.

Jorge franziu a testa.

— Áudio? Eu te insultando?

Deu um passo à frente.

— Fui eu que recebi um áudio onde você estava explicando seu plano.

Nathália soltou uma risada incrédula.

— Que plano?

Jorge apontou para dentro do escritório.

— Então temos muito a conversar.

Jorge caminhou até a mesa sem dizer nada.

Pegou o celular.

A tela ainda estava aberta no áudio.

O mesmo.

O que ele tinha escutado dezenas de vezes.

Talvez centenas.

O que tinha destruído qualquer esperança antes mesmo de sentar àquela mesa.

Ele respirou fundo.

Apertou o play.

A voz de Nathália saiu abafada.

Distante.

Quase casual.

> " É simples… vou usar o nome dele e o dinheiro, lógico…"

Uma risada baixa.

Cínica.

> "Carlota vai ter que me engolir porque eu sou uma Lemann. Vou me casar com Ricardo, virar senhora Rocha… e a filhinha perdida daquele velho besta que está disposto a mimar muito sua filhinha."

A garganta de Nathália fechou.

O áudio continuou.

> "Depois disso é só aproveitar. Terra, empresa, herança… tudo meu. Nasci pobre, mas não vou morrer assim. Nunca mais piso naquele escritório."

Silêncio.

O tipo de silêncio que dói nos ouvidos.

Nathália levantou-se de supetão.

A cadeira raspou no chão.

— Isso não sou eu! — a voz saiu trêmula de raiva. — Eu nunca falei isso! Nunca!

Deu dois passos à frente.

— Ricardo me aceita do jeito que eu sou. Ele não preciso da aprovação da mãe dele. Nem de ninguém!

Jorge a encarou.

O rosto fechado.

Mas agora…

diferente.

— Me mostra o áudio que você recebeu.

Nathália pegou o celular com dedos rígidos.

Abriu.

Apertou play.

A voz masculina saiu firme.

Cruel.

> "Ela é só uma pobre sem ter onde cair morta.

Tá me olhando como se eu fosse um bilhete premiado.

Quer virar herdeira.

Nathália só quer dinheiro..."

Jorge levantou a mão.

— Basta.

O áudio foi cortado no meio.

O silêncio voltou.

Mas agora…

pesado de outro jeito.

Jorge passou a mão pelo rosto.

Andou até a janela enorme do escritório.

Ficou olhando para fora.

Os campos verdes ao longe.

As árvores.

O céu limpo demais para aquele caos.

— Então alguém armou isso.

Nathália respirava rápido.

— Quem? Poucas pessoas sabiam desse encontro.

Jorge virou-se.

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