Depois de quase uma hora ao telefone, Nathália se apoiou no balcão da cozinha.
— Tudo bem… então fica tudo combinado assim.
Desligou.
Virou-se para Ricardo.
— Jorge aceitou meu plano.
Ricardo arqueou a sobrancelha.
— E posso saber que plano é esse?
Nathália respirou fundo.
— Não tudo ainda. Mas é importante você fazer ela acreditar que a gente terminou… e que você acredita nela. Que vocês passaram a noite juntos.
Ricardo ficou sério na hora.
— Nathália…
— Tenho certeza que ela vai te procurar. — completou. — E quer apostar que sua mãe tá no meio?
Ele soltou um suspiro curto.
— Não duvido.
Pegou um prato, serviu.
Virou se para o balcão.
— Vamos almoçar.
Nathália sorriu de canto.
— Uuh… parece bom.
Depois completou:
— E a parte das ações da empresa Nunes despencarem… Jorge já fez isso.
Ricardo nem piscou.
— Era lógico. Ou ele fazia… ou eu faria com as minhas próprias mãos.
Nathália assentiu.
— Agora ele tá investigando umas ilegalidades que encontrou na empresa.
Ricardo pensou por dois segundos.
— Posso ligar pro Jorge depois? O Thomas é bom nisso… na mão de alguém que a gente conhece e confia é melhor.
Nathália concordou com a cabeça.
Ricardo se sentou ao lado dela no balcão.
Apoiou o braço.
— Mas mudando de assunto… quero falar da gente.
Ela estreitou os olhos, desconfiada.
— E de onde vai ser o casamento.
Nathália riu.
— Calma, senhor Ricardo.
A noite terminou com planos sussurrados…
e promessas que ainda não podiam ser ditas em voz alta.
O dia amanheceu claro.
Era o primeiro dia da primavera.
O sol iluminava o céu.
Nathália chegou ao trabalho diferente dos outros dias.
Dessa vez, veio a pé.
Respirando fundo.
Tentando organizar a cabeça.
Assim que se sentou à mesa, o celular vibrou.
Ricardo:
"Não gostei de dormir sozinho."
Ela sorriu de leve antes de responder.
Nathália:
"Vai ter que se acostumar por algumas semanas."
No carro, Ricardo suspirou.
E digitou de volta:
Ricardo:
"Não quero me acostumar. Quero você ao meu lado. Sempre."
Ele guardou o celular e desceu diante da Royal.
Entrou pelo hall imponente.
Parou no meio do caminho quando avistou Joyce.
Ela se levantou na hora e caminhou até ele.
— Ricardo… — disse com a voz baixa. — Eu vim pedir desculpas. Eu sei que você estava bebendo… e mesmo assim, quando você me puxou pra cama…
Ricardo sentiu nojo imediatamente.
Mas lembrou do que Nathália tinha pedido.
Respirou fundo.
— Joyce… eu não me lembro de nada.
Ela fingiu um choro contido.
O olhar tremido.
A voz embargada.
Ricardo percebeu.
Mas se aproximou mesmo assim.
— Não precisa chorar. — falou, num tom controlado. — Já aconteceu isso entre nós.
Joyce pareceu se animar com aquilo.
— Mas agora é diferente… eu…
— Preciso trabalhar. — cortou. — Com licença, Joyce.
Ele já não aguentava mais aquela cena patética.
Mas ela não desistiu.
— Ricardo… — disse rápido. — Eu posso estar grávida. Parei com os remédios.
Por dentro, Ricardo quase riu.
Manteve o rosto sério.
— Se estiver… não se preocupe. Não vou fugir. Vou assumir minhas responsabilidades.
Joyce arregalou os olhos.
— Você se casaria comigo? — disse, aflita… e esperançosa demais.
— Joyce… eu vou assumir tudo que for relacionado ao filho. — respondeu com frieza controlada. — Acabei de terminar um namoro. Não tenho cabeça pra mais nada agora.
Ele estava jogando exatamente o jogo que ela queria.
— Com licença.
Saiu andando sem olhar para trás.
Joyce também saiu.
Postura elegante.
Coluna ereta.
Passos calculados.
Mas assim que entrou no carro…
começou a rir.
— Eu falei, secretáriazinha… ninguém troca o que é meu. — murmurou para si.
Pegou o celular.
Na terceira chamada, Carlota atendeu.
— Tenho boas notícias. — Joyce falou, sorrindo. — Eles não estão mais juntos. Ele me confirmou.
Do outro lado da linha, houve uma breve reação satisfeita.
Joyce continuou:
— Falei pra ele da gravidez.
A resposta veio rápida:
— Muito bom. Você é uma boa garota.
Joyce sorriu ainda mais.
— Espero que logo isso se torne realidade… e é bom saber que tenho seu apoio.
Joyce não sabia.
Mas era apenas uma peça descartável.
Carta fora do baralho agora que cumpriu seu papel.
Carlota já tinha visto na televisão as notícias envolvendo a família dela.
E não deixou de dar aquele toque venenoso.
— Sim… mas agora se concentre na sua família. Imagino que esteja precisando do seu apoio. Depois nos falamos.
Sem esperar resposta, a ligação foi encerrada.
Joyce encarou a tela.
Confusa.
— Me concentrar na minha família? Precisando de apoio? — murmurou. — Não entendi.
Ela não ia ser descartada assim.
Pegou o celular reserva no porta-luvas e digitou rápido.
“Joyce Nunes e Ricardo Rocha são flagrados em momento íntimo.
O viúvo está perdidamente apaixonado por Joyce.
Já fala em casamento.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...