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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 425

Ricardo voltava para a mesa depois de mais uma reunião interminável quando passou pela recepção.

Ingrid levantou os olhos na mesma hora.

— Senhor Rocha… chegou esse envelope pro senhor. — estendeu o pacote pardo. — Foi falha minha. Com todos os compromissos do baile, acabei deixando passar. Me desculpa.

Ricardo pegou o envelope.

— Tudo bem, Ingrid. Só tenta não repetir.

— Claro. Obrigada.

Ele seguiu direto para a própria sala.

Fechou a porta.

Rasgou a lateral do envelope sem sentar.

As fotos escorregaram para a mesa.

Impressas.

Coloridas.

Bem enquadradas demais.

À primeira vista… perfeitas.

Boas o suficiente para enganar qualquer um.

Mas não ele.

Ricardo encarou cada imagem com atenção cirúrgica.

Um homem.

Nathália.

Um beijo.

Sombras bem posicionadas.

Um “acaso” perfeito demais.

E então… o detalhe.

A pequena marca no pescoço dela — a que ele conhecia melhor do que qualquer um.

Não estava ali.

O peito dele endureceu.

Bastava.

Montagem.

Armadilha.

O tipo de foto que parecia espontânea…

mas cheirava a roteiro.

E alguém…

tinha se esforçado muito para parecer convincente demais

O maxilar dele se contraiu.

— E eu vou estrangular a Joyce com as minhas próprias mãos.

Empurrou as imagens de lado.

Pegou o celular.

— Porra… isso não vai ficar assim.

Discou.

No segundo toque, ela atendeu.

— Amor?

A voz dele saiu baixa.

Controlada.

Mas carregada de coisa demais.

As fotos abertas sobre a mesa.

Como uma provocação.

Como um aviso.

O jogo…

estava ficando mais sujo.

Na sala da mansão Lemann.

Jorge percebeu o desconforto de Nathália na hora.

O jeito como ela apertava o celular.

Fez um gesto discreto em direção ao corredor.

— Usa o escritório. Lá você fica mais à vontade.

Ela levantou devagar.

— Ah… muito obrigada.

Entrou.

Fechou a porta atrás de si.

Apoiou a mão na mesa por um segundo antes de volta a ligação.

— Amor… ainda bem que você ligou. Meu Deus… eu tô na casa do Jorge.

Do outro lado da linha, Ricardo franziu a testa.

— Na casa do Jorge? Fazendo o quê?

Nathália respirou fundo.

— Ele me chamou pra conversar… eu nem imaginava sobre o que era. Mas quando cheguei aqui… ele quer me dar o sobrenome dele. E me colocar no testamento. Eu… eu não sei o que fazer, amor.

A voz saiu falha.

Quase desmoronando.

Ricardo percebeu na hora.

Sempre percebia.

— Amor… calma. Respira. — falou baixo, firme. — Você quer o nome dele?

— Eu… eu não sei. Eu nunca pensei nisso. É tudo muito rápido… eu…

— Ei. — interrompeu com suavidade. — Se você não estiver pronta, tudo bem. Você não deve nada a ninguém. Ele vai entender, tenho certeza.

Ela fechou os olhos.

— Mas… e se eu quisesse? Será que eu estaria traindo minha mãe?

Ricardo respondeu sem hesitar.

— Não, amor. De jeito nenhum. Ela não sabia tudo o que você sabe agora. Não sabia que ele tinha te procurado. Que queria fazer parte da sua vida. Que queria você perto. Isso muda tudo.

Nathália engoliu seco.

— Eu ainda não sei…

— E você não precisa decidir hoje. — completou. — Pode ser agora… depois… ou nunca. E tudo bem. A escolha é sua.

Ela soltou o ar devagar.

— Obrigada… eu tava sem reação. Sua ligação salvou.

Houve um breve silêncio.

Ricardo limpou a garganta.

— Amor… eu liguei também porque aconteceu outra coisa.

Ela franziu a testa.

— O quê?

— A Joyce me mandou uma foto sua… agarrada com um homem. Beijando.

Nathália ficou imóvel.

— O quê?!

— Eu sei que não é verdade. — respondeu de imediato. — Nem por um segundo eu duvidei.

— Isso nunca aconteceu!

— Eu sei.

Ela cerrou os dentes.

— Essa mulher…

— Então já aviso… agora é comigo.

— Não. — Nathália cortou rápido. — Liga pra ela. Marca de vocês se encontrarem no seu escritório.

Ricardo suspirou.

— Nathália Guimarães…

— Escuta. — insistiu. — Você tem câmera na sua sala. Vamos acabar com essa farsa em minutos. Ela vai se incriminar tentando se explicar.

Nathália encarou o nada, respirou fundo.

— Se ela perguntar pra quê… diz que é pra ajudar nesse momento difícil que a família dela tá passando. — completou. — Ela não vai desconfiar.

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