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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 426

Nathália ainda ficou para o almoço e logo depois foi embora.

Antes de sair, Agatha avisou:

— Às quatro da tarde a gente passa no seu trabalho.

Nathália franziu a testa.

— Pra quê?

Agatha sorriu.

— Surpresa.

Anabela e Ana trocaram um olhar cúmplice.

— Coisa de irmã.

Jorge se recolheu ao escritório logo depois da saída dela.

Parou diante da janela.

O campo verde se estendia até onde a vista alcançava… mas ele não via nada daquilo.

A preocupação o atingiu em cheio.

Claro que respeitaria o tempo dela.

Mas havia demorado tantos anos para encontrá-la.

Tantos.

E agora só queria poder estar perto.

Nathália era a prova viva de que existira amor entre ele e Emília.

Mas também…

a prova da própria covardia.

Durante anos, Jorge sonhara com o que diria se voltasse a encontrá-la.

Ensaiara discursos.

Pedidos de perdão.

Explicações.

Mas agora que sabia a verdade…

agora que a realidade pesava…

permitiu que a dor finalmente o alcançasse.

As lágrimas vieram.

Silenciosas.

Pesadas.

Culpa.

Arrependimento.

Ele era Jorge Lemann.

O homem mais rico de Serra Alta.

Mas naquele instante…

era apenas um homem que perdeu alguém.

Quebrando por dentro.

A porta se abriu atrás dele.

Antes que pudesse dizer qualquer coisa, ouviu a chave girar.

Marta.

Sem dúvida.

Continuou de costas, encarando a paisagem.

Ela entrou e fechou devagar.

— Jorge… — chamou baixo.

Ele não respondeu.

Marta se aproximou alguns passos.

— Nunca fomos bons nessas conversas. — disse com suavidade. — Mas não se preocupe… agora é a hora de lutar como você fez esses anos todos.

Ele engoliu seco.

— Só que agora não é pra procurar. — ela continuou. — É pra conquistar. E isso… só acontece com tempo.

Jorge fechou os olhos.

— E se eu não tiver tempo suficiente?

Marta chegou mais perto.

Colocou a mão sobre o ombro dele.

Trinta anos juntos.

Mesmo depois do divórcio, permaneceram aliados.

Ela o conhecia como ninguém.

— Você vai ter tempo, querido. — disse firme. — Ainda vai ver seus netos correndo nesse campo… e, quem sabe… até bisnetos.

Ele soltou um sopro quase risonho.

— Bisnetos? Não tão querendo nem me dar netos.

Marta sorriu.

— Não seja dramático. O mais difícil você já fez.

— E o que foi?

— Encontrou ela.

Jorge respirou fundo.

— Mas… e se isso não for suficiente?

Marta inclinou a cabeça.

— Nathália puxou você. — disse com calma. — Você também não aceita coisas grandes sem entender. Lembra quanto tempo levou pra aceitar o casamento da Agatha com o André? E aquilo era amor. Imagina um sobrenome desses… do nada.

Ele franziu a testa.

— São coisas diferentes.

— Talvez. — concedeu. — Mas tenta enxergar pelos olhos dela. Esse sobrenome vem com história. Com peso. Com ferida.

Jorge passou a mão pelo rosto.

Marta suspirou.

— Eu sei que você queria ter vivido tudo diferente com a Emília. — disse baixo. — Mas a vida raramente segue o roteiro que a gente escreve.

Fez uma pausa.

— Se martirizar agora não muda o passado. E forçar um vínculo… também não cria amor.

Ele permaneceu em silêncio.

— Calma. — completou. — Deixa a vida andar.

Jorge soltou um suspiro longo.

— Senta aí, senhora conselheira.

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