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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 430

Nathália chegou ao baile como quem não pedia licença ao luxo.

O vestido preto, ombro a ombro, moldava o corpo com elegância silenciosa.

O colar destacava o busto na medida exata — sem exagero, sem timidez.

O cabelo preso em um coque despojado, mas calculadamente elegante, deixava o colo livre, exposto… confiante.

E como se tivesse sido combinado.

Na verdade, tinha sido.

Jorge tinha dado o seu jeitinho.

Eles chegaram juntos.

E ele não escondeu.

Fez questão de chamá-la para as fotos.

Jorge, Marta, Agatha, Ana, Anabela… e Nathália.

Os flashes dispararam.

Os cochichos começaram na mesma velocidade.

— Quem é ela?

— Parente?

— Namorada?

— Filha?

— Nora?

As especulações se espalharam antes mesmo de entrarem no salão.

Ao atravessar a porta principal, Nathália avistou as amigas mais ao fundo.

Virou-se para Jorge com um sorriso leve.

— Com licença… vou cumprimentar minhas amigas.

Fez uma pausa curta, avaliando-o.

— A propósito… o senhor está bonitão. Gostei do novo corte de cabelo.

Jorge riu, genuíno.

— Pelo menos alguém notou.

Ela riu de volta e seguiu em direção as meninas.

A noite avançava.

Conversas.

Taças.

Música baixa.

Mas Nathália ainda não tinha visto Ricardo.

E, claro… não fazia ideia de que um jantar com ele estava prestes a ser leiloado.

Quando chegou a hora do leilão, as luzes do salão se ajustaram.

O palco foi iluminado.

Funcionários circularam com precisão, orientando os convidados a se acomodarem.

A mesa de Nathália estava estrategicamente posicionada.

Com ela estavam:

Eloise e Augusto.

Sofia e Thomas.

Emma e Thiago.

Laís e Heitor.

Alana e Enzo.

E logo ao lado — mais perto do que o padrão entre as mesas — estava a mesa de Jorge Lemann.

Nathália sentou-se… e riu sozinha.

Dali, conseguia conversar, observar e interagir com as duas mesas sem esforço.

Nada ali era coincidência.

— Ricardo Rocha… — murmurou para si mesma, divertida.

As plaquinhas do leilão foram distribuídas.

Carlota subiu ao palco com o microfone em mãos.

Antes que Nathália pudesse reagir, Ricardo surgiu ao seu lado.

Rápido.

Seguro.

Discreto.

Colocou um cartão em sua mão.

— Meu amor... aqui tem dez milhões. — murmurou. — Use como achar melhor.

Deu-lhe um sorriso perigoso.

Sexy.

E se afastou antes que ela dissesse qualquer coisa.

No mesmo instante, Carlota anunciou no palco:

— Boa noite a todos. — sorriu. — Vamos iniciar o leilão com um dos itens mais disputados da noite.

Fez uma pausa teatral.

— Meu filho.

Nathália congelou.

Ergueu os olhos para o palco.

Carlota continuou, satisfeita com a atenção.

— Iniciaremos com um jantar romântico com Ricardo Rocha. — riu. — Convido Ricardo ao palco.

Mesmo com as luzes do salão mais baixas, foi impossível não notar a silhueta dele cruzando entre as mesas.

Confiante.

Elegante.

Subindo ao palco sob olhares atentos.

Nathália olhou novamente para o cartão em sua mão.

E riu.

Emma, sentada ao lado, inclinou-se e murmurou:

— Espero que tenha entendido.

O leilão começou.

— Lance inicial: cem mil. — anunciou Carlota. — Quem dá mais?

Uma placa se ergueu no meio do salão.

Número 60.

Nathália sabia exatamente quem era.

E sorriu.

Porque, naquele jogo…

ela não tinha vindo apenas para assistir — tinha vindo para vencer.

O leilão começou a ficar acirrado.

A placa número 60 se erguia com frequência.

Joyce.

Certa de que o jogo era dela.

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