Nathália chegou ao baile como quem não pedia licença ao luxo.
O vestido preto, ombro a ombro, moldava o corpo com elegância silenciosa.
O colar destacava o busto na medida exata — sem exagero, sem timidez.
O cabelo preso em um coque despojado, mas calculadamente elegante, deixava o colo livre, exposto… confiante.
E como se tivesse sido combinado.
Na verdade, tinha sido.
Jorge tinha dado o seu jeitinho.
Eles chegaram juntos.
E ele não escondeu.
Fez questão de chamá-la para as fotos.
Jorge, Marta, Agatha, Ana, Anabela… e Nathália.
Os flashes dispararam.
Os cochichos começaram na mesma velocidade.
— Quem é ela?
— Parente?
— Namorada?
— Filha?
— Nora?
As especulações se espalharam antes mesmo de entrarem no salão.
Ao atravessar a porta principal, Nathália avistou as amigas mais ao fundo.
Virou-se para Jorge com um sorriso leve.
— Com licença… vou cumprimentar minhas amigas.
Fez uma pausa curta, avaliando-o.
— A propósito… o senhor está bonitão. Gostei do novo corte de cabelo.
Jorge riu, genuíno.
— Pelo menos alguém notou.
Ela riu de volta e seguiu em direção as meninas.
A noite avançava.
Conversas.
Taças.
Música baixa.
Mas Nathália ainda não tinha visto Ricardo.
E, claro… não fazia ideia de que um jantar com ele estava prestes a ser leiloado.
Quando chegou a hora do leilão, as luzes do salão se ajustaram.
O palco foi iluminado.
Funcionários circularam com precisão, orientando os convidados a se acomodarem.
A mesa de Nathália estava estrategicamente posicionada.
Com ela estavam:
Eloise e Augusto.
Sofia e Thomas.
Emma e Thiago.
Laís e Heitor.
Alana e Enzo.
E logo ao lado — mais perto do que o padrão entre as mesas — estava a mesa de Jorge Lemann.
Nathália sentou-se… e riu sozinha.
Dali, conseguia conversar, observar e interagir com as duas mesas sem esforço.
Nada ali era coincidência.
— Ricardo Rocha… — murmurou para si mesma, divertida.
As plaquinhas do leilão foram distribuídas.
Carlota subiu ao palco com o microfone em mãos.
Antes que Nathália pudesse reagir, Ricardo surgiu ao seu lado.
Rápido.
Seguro.
Discreto.
Colocou um cartão em sua mão.
— Meu amor... aqui tem dez milhões. — murmurou. — Use como achar melhor.
Deu-lhe um sorriso perigoso.
Sexy.
E se afastou antes que ela dissesse qualquer coisa.
No mesmo instante, Carlota anunciou no palco:
— Boa noite a todos. — sorriu. — Vamos iniciar o leilão com um dos itens mais disputados da noite.
Fez uma pausa teatral.
— Meu filho.
Nathália congelou.
Ergueu os olhos para o palco.
Carlota continuou, satisfeita com a atenção.
— Iniciaremos com um jantar romântico com Ricardo Rocha. — riu. — Convido Ricardo ao palco.
Mesmo com as luzes do salão mais baixas, foi impossível não notar a silhueta dele cruzando entre as mesas.
Confiante.
Elegante.
Subindo ao palco sob olhares atentos.
Nathália olhou novamente para o cartão em sua mão.
E riu.
Emma, sentada ao lado, inclinou-se e murmurou:
— Espero que tenha entendido.
O leilão começou.
— Lance inicial: cem mil. — anunciou Carlota. — Quem dá mais?
Uma placa se ergueu no meio do salão.
Número 60.
Nathália sabia exatamente quem era.
E sorriu.
Porque, naquele jogo…
ela não tinha vindo apenas para assistir — tinha vindo para vencer.
O leilão começou a ficar acirrado.
A placa número 60 se erguia com frequência.
Joyce.
Certa de que o jogo era dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...