Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 434

Os dias passaram.

Depois, as semanas.

Nathália e Ricardo passaram a visitar casas, mansões, propriedades afastadas da cidade.

Algumas enormes demais.

Outras luxuosas demais.

Nenhuma… certa.

Eles tinham decidido.

Queriam comprar uma casa, sim.

Mas o casamento seria simples.

Na sala.

Com os mais próximos.

Nada de espetáculo.

Nada de provar amor para o mundo.

O amor deles seria dividido apenas com quem realmente merecia estar ali.

Foi Jorge quem quebrou o silêncio naquela tarde.

— Eu já falei… — disse, cruzando os braços, convicto. — Tem quartos suficientes. Você disse que seria só família. E você viu aquele jardim… o nascer do sol ali é lindo.

Nathália pensou por alguns segundos.

Ricardo foi o primeiro a sorrir.

— Olha… — disse. — Eu gosto da ideia. E se o senhor está cedendo a mansão, o jardim… eu super aceito.

Fez uma pausa dramática.

— Mas obedeço ordens. Confirmo qualquer decisão que a Nathália tomar.

Ela riu, balançando a cabeça.

Antes que respondesse, vozes altas se aproximaram do corredor.

A campainha tocou.

Jorge abriu um sorriso satisfeito.

— Meu reforço chegou.

Ricardo foi até a porta.

E, em segundos, um verdadeiro bonde de mulheres entrou na sala.

Risos altos.

Comentário por cima do outro.

Energia caótica.

— Meu Deus… — Nathália levou a mão ao rosto. — O que é isso?

Eloise surgiu na frente, decidida.

— Suas irmãs contaram a ideia do seu pai. — disse. — E como líder do grupo… eu super apoio.

Agatha cruzou os braços.

— Eu, como irmã mais velha—

— A Nathália é a mais velha. — Ana cortou, rindo.

— Sai, menina! — Agatha respondeu. — Vocês entenderam. A gente apoia. Muito.

Sofia assentiu.

— Tem tudo a ver com vocês dois.

Emma completou, tranquila.

— É real. Vocês sempre quiseram algo assim. Na fazenda… faz sentido.

Nathália suspirou, rendida.

— Aff vocês nem me deixam fazer suspense. — disse. — Minha preocupação era logística… mas eu aceito. De verdade.

Olhou para Jorge.

— Fico muito feliz que o senhor tenha nos oferecido um espaço tão especial.

Jorge se levantou.

O abraço veio.

Dessa vez, não era forçado.

Não era ensaiado.

Era natural.

Os olhos dele marejaram.

— Papai… — Ana brincou. — Por que o senhor está chorando?

Ele limpou a garganta, tentando disfarçar.

— Poeira.

Nathália riu… e falou sem pensar:

— Pai… não é pra tanto.

O silêncio caiu.

Pesado.

Imediato.

Ela congelou.

Tantas vezes tinha ensaiado aquela palavra.

Sozinha.

Em pensamento.

E agora tinha saído assim.

Sem aviso.

Sem defesa.

Os olhos de Jorge se encheram de lágrimas de verdade.

Ninguém soube o que dizer.

Até Ana, sempre rápida, quebrou o clima:

— E agora… a gente faz o quê?

As meninas se entreolharam.

E riram.

Ricardo puxou Nathália para um abraço, como se tudo estivesse exatamente onde devia estar.

Então anunciou, com a maior naturalidade do mundo:

— Então… em duas semanas a gente casa. Tudo bem pra todo mundo?

A sala explodiu.

— DUAS SEMANAS?! — Você enlouqueceu?! — Não dá tempo!

— Dá sim!

Nathália riu alto.

E naquele caos cheio de vozes, risadas e amor…

ela percebeu.

Não era só um casamento.

Era o começo de tudo.

A organização para o grande dia já tinha começado.

Algumas decisões eram óbvias.

As madrinhas, por exemplo, já estavam definidas desde o primeiro instante.

Mas nem tudo vinha com tanta facilidade.

Algo a incomodava.

Nathália suspirou, sentindo o peso daquela escolha específica.

— Eu não consigo escolher… — confessou. — Não seria justo com nenhum dos dois.

Respirou fundo e sentou-se.

— Jorge… nós estamos construindo uma relação bonita. — disse com cuidado. — E o Thiago… ele é meu parceiro de vida. Somos família. Somos irmãos.

Ricardo a observou por alguns segundos, com aquele olhar calmo que sempre a ancorava.

Então sorriu.

— Então chama os dois. — disse simplesmente.

Nathália piscou.

Pensou por alguns segundos.

E, de repente, tudo fez sentido.

Era a solução perfeita.

Era raro dar certo logo na primeira tentativa.

Renata foi clara, profissional, cuidadosa:

— Não cria expectativa demais. Mesmo sendo jovem e saudável, pode não acontecer agora.

Nathália concordou.

Mas o coração…

esse não obedecia conselhos médicos.

Agora, na sala de Eloise, o cenário era tudo, menos calmo.

Nathália andava de um lado para o outro, mãos entrelaçadas, respiração curta.

— Meu Deus, calma! — Emma falou, observando. — Vou ficar tonta desse jeito.

— Amiga… respira. — Eloise tentou ajudar.

Sofia cruzou os braços, meio rindo, meio tensa:

— Assim você não vai conseguir guardar segredo do Ricardo nem por cinco minutos.

— Vocês não entendem… — Nathália parou no meio da sala. — Falta três dias pro casamento. Se não for agora, não dá mais tempo de fazer essa surpresa do jeito que eu queria.

Alana se aproximou, colocando a mão no ombro dela.

— Ei… se não for agora, você pode fazer outra surpresa. Na lua de mel, por exemplo. Uma caixinha, uma carta… convidando ele a tentar com você.

— Gostei dessa ideia. — Eloise concordou rápido.

Laís, sentada no sofá, levantou a sobrancelha: — Agora senta, antes que você tenha um treco.

Pegou o teste de gravidez e estendeu para Nathália. — Vai. Resolve isso logo.

Nathália respirou fundo.

Foi até o banheiro.

Quando saiu, colocou o teste sobre a mesa de centro.

Três minutos.

Só três.

Mas pareceram três horas.

Ninguém falava.

Ninguém respirava direito.

Até que…

O sinal apareceu.

Positivo.

Grávida.

Por um segundo, Nathália ficou imóvel.

Depois levou a mão à boca.

Os olhos marejaram.

— Deu… — a voz saiu trêmula. — Deu positivo.

A sala explodiu.

— NÃO ACREDITO! — AMIGA! — MEU DEUS! — EU SABIA!

Abraços.

Choro.

Risos misturados.

Nathália foi envolvida por todas ao mesmo tempo, o coração acelerado, as pernas quase falhando.

Alívio.

Alegria.

Amor.

Ela fechou os olhos por um instante.

E pensou em Ricardo.

No sorriso dele.

Na surpresa.

Na família que estava começando ali.

Não era só um teste positivo.

Era o início de uma nova vida.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário