O grande dia chegou.
Rápido demais — e carregado de uma ansiedade quase palpável.
Nas últimas duas semanas, os noivos não tinham se visto.
Uma ausência combinada, respeitada — e sentida.
Os dias pareceram longos.
As noites, inquietas.
A saudade misturada à expectativa fez os ânimos ficarem à flor da pele.
Agora, tudo convergia para aquele instante.
O encontro.
O sim.
O começo oficial de uma nova vida.
O jardim estava deslumbrante.
A primavera tinha tomado conta de tudo.
Lilás espalhado entre os arranjos suspensos.
Toques de laranja e amarelo surgindo entre as flores.
O verde vivo, pulsante, abraçando cada caminho.
Era impossível não se encantar.
O pergolado parecia flutuar sob as flores brancas, e o corredor central estava coberto por pétalas, como se alguém tivesse desenhado o caminho com cuidado — não para impressionar, mas para acolher.
Na mansão, o segundo andar tinha sido reservado só para elas.
Vestidos pendurados.
Risadas altas.
Perfume no ar.
Passos apressados.
A casa estava cheia.
No térreo, Jorge permanecia sentado na poltrona da sala.
Observava tudo em silêncio.
Crianças corriam pelo jardim.
Funcionários organizavam os últimos detalhes.
Gente entrando e saindo.
Vozes se misturando.
A casa não estava perfeita.
Estava viva.
Marta aproximou-se devagar, parando ao lado dele.
— Era assim que você imaginava a vida?
Jorge não respondeu de imediato.
Olhou mais uma vez ao redor.
Respirou fundo.
Então sorriu.
— Era exatamente assim.
Uma funcionária chamou ele.
Uma funcionária aproximou-se com cuidado.
— Senhor Jorge… — disse em tom respeitoso. — Está quase na hora. A noiva já está pronta.
Ele assentiu, ainda olhando ao redor, como quem tenta guardar aquele momento na memória.
E então…
Algumas horas depois, lá estava ela.
Nathália.
Simplesmente… deslumbrante.
O vestido era branco, de linhas limpas, minimalista e absolutamente sofisticado.
Tomara que caia, moldava o busto com delicadeza, sustentado por um colar curto e brilhante que iluminava o colo sem roubar a cena.
O tecido caía com fluidez pelo corpo, marcando a cintura e abrindo-se em uma fenda lateral elegante — o suficiente para revelar a perna a cada passo, acompanhando o movimento natural do caminhar.
Nada ali era excessivo.
Tudo era intenção.
O calor da tarde fazia a pele dela brilhar de leve, dourada, viva.
O vestido parecia ainda mais bonito sob a luz natural que entrava pelas janelas da mansão.
Nos pés, um salto fino branco, delicado, que alongava ainda mais a silhueta.
Feminino. Seguro. Confiante.
O cabelo estava preso em um coque baixo, polido, elegante, deixando o rosto livre.
Algumas mechas suaves emolduravam o rosto, trazendo leveza ao visual impecável.
Ela não parecia uma noiva tradicional.
Parecia uma mulher no auge da própria história.
Na sala, as amigas aguardavam em fila.
Todas vestidas em tons de verde claro — cada vestido diferente, cada corte refletindo perfeitamente a personalidade de quem o usava.
Agatha, agora oficialmente madrinha, mantinha a postura serena de quem já tinha passado por aquele momento, mas ainda assim estava emocionada.
Ana, a dama de honra, segurava o cestinho de flores, impaciente, pronta para entrar jogando pétalas pelo caminho.
Anabela, concentrada, ela entraria com as alianças.
O clima era de expectativa pura.
Eloise foi a primeira a quebrar o silêncio.
— Vamos logo. — disse, andando de um lado para o outro. — Eu não aguento mais esperar.
Foi então que Nathália começou a descer as escadas.
O silêncio tomou conta da sala por um segundo inteiro.
— Meu Deus…
— Ai… eu vou chorar.
— Você está maravilhosa.
— Não existiria vestido melhor pra você.
As vozes se misturaram enquanto elas se aproximavam.
Abraços apertados.
Beijos contidos.
Mãos tremendo de emoção.
Logo depois, Thiago e Jorge se aproximaram.
Jorge parou diante dela, os olhos marejados.
— Eu não tenho palavras… — disse com a voz baixa. — Você está maravilhosa, filha.
Nathália sorriu, emocionada.
Thiago deu um passo à frente.
— Faço minhas as palavras dele. — disse. — Você está perfeita.
Eles se abraçaram.
Um abraço forte.
Demorado.
Era Thiago quem precisava mais daquele gesto.
Ele encostou a testa no ombro dela e sussurrou:
— Obrigado… por tudo. Tudo mesmo.
Nathália apertou-o com carinho.
— Nós somos família, meu amigo. — respondeu, firme. — Família.
E naquele instante, antes da música, antes da entrada, antes do “sim”…
Nathália soube.
Ela não estava apenas prestes a se casar.
Ela estava exatamente onde deveria estar.
Emma pigarreou de leve, tentando não quebrar demais o clima.
— Desculpa interromper… — disse com um meio sorriso — mas… nós somos os primeiros a entrar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...