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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 436

O cerimonialista fez um gesto suave com a mão.

— Nathália… agora é você.

Ela respirou fundo.

Sentiu o calor do jardim, o peso bom do vestido, o silêncio atento de todos.

Mas, acima de tudo, sentiu Ricardo.

Ali.

Diante dela.

Inteiro.

Nathália segurou as mãos dele com firmeza.

Os olhos brilhavam — não de nervosismo, mas de verdade.

— Eu não ensaiei essas palavras. — começou, com um sorriso leve. — Porque o nosso amor nunca seguiu roteiro.

Algumas pessoas sorriram.

— Você entrou na minha vida quando eu já tinha aprendido a ser forte sozinha… — continuou. — E me mostrou que dividir não me enfraquecia. Me somava.

Ricardo engoliu em seco.

— Nosso amor não apagou quem eu era. — disse. — Ele me ampliou. Me deu raiz. Me deu casa.

Ela respirou mais fundo.

— Você me escolhe todos os dias. Mesmo quando é difícil. Mesmo quando o mundo pesa. E eu prometo te escolher do mesmo jeito.

Fez uma pausa curta.

A mão de Nathália, instintivamente, deslizou até o próprio ventre.

— Hoje… nosso amor não é mais só nosso. — disse, com a voz embargada. — Ele cresceu.

Um murmúrio atravessou o jardim.

Ricardo franziu a testa, confuso por um segundo.

Então entendeu.

— Amor… — ele sussurrou.

Nathália sorriu, com lágrimas nos olhos.

— Nós estamos esperando um bebê.

O silêncio foi absoluto.

Depois… o mundo explodiu.

— MEU DEUS!

— EU SABIA!

— NÃO ACREDITO!

Ricardo caiu de joelhos sem pensar.

Ali.

Diante de todos.

Com as mãos trêmulas, beijou a barriga dela com reverência, como se aquele gesto fosse uma oração.

— Obrigado… — murmurou, a voz quebrada. — Obrigado por esse milagre.

Nathália chorava e ria ao mesmo tempo.

No banco da frente, Jorge levou a mão ao peito.

Os olhos marejaram.

— Eu vou ser… — ele sussurrou, sem conseguir terminar.

— Vovô. — alguém completou, emocionado.

Jorge sorriu como nunca antes.

Não como empresário.

Não como sobrenome.

Mas como homem.

Como pai.

Como avô.

As amigas se abraçavam.

As irmãs choravam sem disfarçar.

Havia alegria verdadeira — daquela que não se explica, só se sente.

A música mudou de tom.

Mais leve.

Mais alegre.

Os convidados se levantaram quase ao mesmo tempo, como se soubessem que aquele momento também era deles.

Nathália e Ricardo se entreolharam.

Sorriram.

E então caminharam.

Entre risos, palmas e vozes felizes, os convidados ergueram pequenas varinhas de luz, criando um corredor iluminado que se acendia aos poucos, como estrelas nascendo uma a uma.

O jardim ganhou outro brilho.

Não era grandioso.

Era íntimo.

Cheio de afeto.

Crianças riam, correndo entre os adultos.

Taças se erguiam em brindes improvisados.

Alguém gritou “viva os noivos”, e o coro veio logo depois.

Nathália apertou a mão de Ricardo.

— Olha isso… — murmurou, emocionada.

Ele inclinou-se, beijou-lhe o rosto.

— É assim que começa. — respondeu. — Cercados de luz… e de quem importa.

De mãos dadas, atravessaram o caminho iluminado.

Não como quem se despede.

Mas como quem segue.

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