Ao fim daqueles quatro dias, eles voltaram à vida real.
Mas nada era igual.
Agora eram marido e mulher.
A rotina parecia a mesma — compromissos, trabalho, horários —, mas tudo tinha outro peso. Outro sentido. Outra luz.
Nathália começava a se preparar para deixar o posto de secretária.
Ricardo, por sua vez, contava as horas para o fim do expediente todos os dias, ansioso, inquieto, como se algo grande estivesse sempre prestes a acontecer.
E estava.
A barriga de Nathália começava a despontar, discreta, mas presente.
E aquele seria o dia da primeira consulta oficial.
A sala da clínica estava cheia.
Cheia demais.
Renata, médica — e cunhada — precisou trocar o equipamento para uma sala maior, porque ninguém aceitava ficar de fora daquele momento.
Augusto.
Eloise.
Sofia.
Thomas.
Lais.
Heitor.
Alana.
Enzo.
As três irmãs.
E Jorge.
Até quem não tinha sido convidado oficialmente… apareceu.
Só Emma e Thiago não estavam presentes fisicamente.
Participavam por chamada de vídeo, direto da viagem que tinham feito — e ainda assim, pareciam tão envolvidos quanto se estivessem ali.
— Calma, pessoal. — Renata pediu, rindo. — Vai ser só um pouquinho gelado.
Ela aplicou o gel na barriga de Nathália.
Ricardo estava ao lado dela, segurando sua mão com força.
Não por nervosismo.
Por reverência.
Renata posicionou o aparelho, ajustou a imagem… e franziu a testa.
— Hm… espera…
Ricardo gelou.
— O quê? — perguntou rápido. — Tem alguma coisa errada?
Renata moveu o equipamento de novo, analisando melhor.
Então sorriu.
— Não. Pelo contrário. — disse. — Temos dois sacos gestacionais.
Nathália arregalou os olhos.
Ricardo abriu um sorriso enorme.
— Aí… — riu. — Era o nosso plano.
Renata continuou observando a tela.
— Só que… — acrescentou, ainda sorrindo — nesse primeiro saco, tem dois bebês.
O sorriso de Ricardo congelou por meio segundo… e voltou ainda maior.
Renata mexeu o aparelho mais uma vez.
Silêncio.
— Espera… — murmurou.
Todos se inclinaram para frente ao mesmo tempo.
— Nesse outro saco aqui… — ela respirou fundo — também tem dois.
A sala explodiu.
— QUATRO?!
— Meu Deus!
— Eu não acredito!
Pelo telefone, Emma levou a mão à testa.
— Enzo… pode esquecer a herança. — disse, rindo e chorando ao mesmo tempo.
Ricardo empalideceu.
— Eu… — levou a mão ao peito — eu preciso de ar.
Todos riram.
Augusto foi rápido, segurou-o pelo braço e o levou para fora da sala.
— Respira. — disse, entregando um copo de água. — Você tá vivo. Ainda.
Ricardo sentou, passou a mão pelo rosto.
— Meu Deus… — murmurou. — Quatro, Augusto. Quatro…
Augusto riu alto.
— Você ganhou. — respondeu. — Eu só acertei três.
Foi ali que a ficha caiu de verdade.
Ricardo levantou-se de repente e puxou Augusto para um abraço forte.
Não disse nada.
Mas os olhos marejados diziam tudo.
Alegria.
Espanto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...