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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 439

Thiago ficou ali segurando ela em um abraço.

Sem dizer nada.

Não porque não sentisse.

Mas porque sentia demais.

A palavra ainda ecoava dentro dele — câncer — pesada, estranha, fora de lugar quando associada à Emma.

Ele encarava o vazio por um segundo, como se o cérebro estivesse tentando reorganizar tudo às pressas.

Planos.

Medos que ele nunca tinha ensaiado.

O peito apertou.

Mas, no mesmo instante em que percebeu o próprio nó na garganta, algo ficou claro.

Aquilo não era sobre ele.

Não era o medo dele.

Não era a dor dele.

Era ela.

Emma estava ali. Tremendo. Frágil. Tentando ser forte quando não precisava.

Thiago piscou, respirou fundo…

e voltou para ela.

O olhar dele mudou — saiu do vazio e pousou em Emma com cuidado, como se ela fosse algo precioso demais para ser quebrado por palavras erradas.

Ele segurou o rosto dela com delicadeza.

— Amor… — disse baixo, firme. — Vai ficar tudo bem.

Ela tentou balançar a cabeça, mas ele continuou antes que o medo falasse mais alto.

— Eu estou aqui. — repetiu. — Do seu lado. Sempre. E eu nunca vou sair daqui.

Emma respirou fundo, como se aquelas palavras fossem oxigênio.

Thiago a puxou para outro abraço forte. Não sufocante.

Protetor.

Daqueles que dizem “eu seguro” sem precisar explicar como.

Eles ficaram assim por um tempo.

Sem pressa.

Sem frases prontas.

Até que, aos poucos, o choro dela foi diminuindo.

O corpo relaxando.

A respiração encontrando ritmo.

A lembrança das palavras do médico veio — estágio inicial, chances boas, tratamento possível.

Ela precisava ser otimista.

Mesmo cansada.

Mesmo com medo.

Emma se afastou devagar e enxugou o rosto.

— Vai… — respirou fundo — vai tomar um banho pra gente jantar.

Fez uma pausa, insegura.

— E, amor… eu não quero contar pra ninguém agora. — disse com cuidado. — Eu não quero ser um peso. Pra ninguém. Nem pra você.

Thiago franziu a testa na mesma hora.

— Ei. — disse firme. — Você não é. Nunca foi. Nunca vai ser um peso.

Segurou a mão dela.

— Eu te amo, Emma. Você é minha mulher. — falou com convicção. — E não é uma doença que vai mudar isso.

Ela engoliu em seco.

— Eu tô com você. — ele continuou. — Não só quando tudo é leve. Mas agora também.

O silêncio ficou mais confortável.

Menos pesado.

Thiago então inclinou a cabeça, tentando puxar um sorriso.

— Inclusive… — disse — acho que a gente precisa casar logo.

Emma arqueou a sobrancelha.

— Pra quê?

— Pra eu poder fazer o juramento oficialmente. — respondeu, sério demais pra ser sério. — Você precisa parar de me enrolar.

Ela soltou uma risada fraca, mas verdadeira.

— Olha você… — murmurou.

Emma se levantou e caminhou em direção à cozinha.

Antes de sair do cômodo, virou-se.

— Vou pensar no seu caso. — disse, apontando para ele. — Você ainda está em período de teste Thiago Albuquerque.

Ele sorriu.

Daquele jeito tranquilo de quem já tinha decidido tudo.

Porque, mesmo com medo…

mesmo sem respostas…

ele sabia.

Não ia embora.

Nunca.

Depois do jantar, não demorou.

O cansaço tinha vencido antes mesmo que o sono chegasse.

O dia tinha sido pesado demais para conversas longas, decisões ou tentativas de normalidade.

Na cama, Thiago deitou de lado e puxou Emma para perto, encaixando o corpo dela no dele como se aquele gesto fosse automático — e, ao mesmo tempo, necessário.

O quarto estava silencioso.

Só o som da respiração dos dois.

Por alguns minutos, Thiago não disse nada.

A mão dele fazia um carinho lento nas costas dela, subindo e descendo, como se estivesse dizendo “estou aqui” sem palavras.

Até que ele falou, baixo, cuidadoso:

— Amor… eu quero saber mais.

Emma ficou imóvel por um instante.

— Sobre o quê? — perguntou, mesmo sabendo.

— Sobre tudo. — respondeu. — Onde é exatamente. Em que estágio está. O que o médico falou. Como vai ser o tratamento.

Ela respirou fundo antes de responder.

— Calma… — disse, quase pedindo. — É câncer de ovário. Estágio inicial.

Sentiu o braço dele se apertar levemente ao redor dela.

— O médico falou que talvez seja necessária uma cirurgia. — continuou. — Amanhã eu faço mais exames… e na quinta tenho outra consulta.

Antes que ela terminasse a frase, Thiago falou, sem hesitar:

— Me diz a hora. Eu vou com você.

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