Emma chegou ao restaurante às 11h30.
Estava nervosa.
Preferiu marcar ali, em um lugar público, porque imaginava que isso diminuiria o drama.
Ou pelo menos era o que ela tentava acreditar.
Mas também sabia que não estava sendo totalmente justa com Ricardo.
Para ele, aquela conversa carregava um peso diferente.
Memórias voltariam.
Medos antigos também.
Ele tinha passado por aquilo.
E tinha perdido alguém para aquela batalha.
Quando Emma entrou no restaurante, procurou a mesa reservada.
E então congelou.
Ricardo estava ali.
Mas não estava sozinho.
Enzo estava sentado ao lado dele.
Emma soltou o ar devagar.
— Ótimo… — murmurou para si mesma.
Ricardo se levantou imediatamente quando a viu.
— Filha.
Emma forçou um sorriso e caminhou até ele.
Os dois se abraçaram.
Ricardo a segurou por alguns segundos a mais do que o normal.
Como se algo dentro dele já estivesse desconfiando.
Quando se afastou, Emma virou-se para Enzo.
Aproximou-se e o abraçou também.
Mas, no meio do abraço, deu um beliscão discreto na costela dele.
— Não era para você ter vindo — sussurrou entre dentes.
Enzo soltou um pequeno “ai”.
— Também senti saudade, irmã.
Ricardo fingiu não perceber.
Bateu palmas uma vez, animado.
— Vamos, vamos. Estou faminto.
Sentaram-se à mesa.
Ricardo pegou o cardápio com entusiasmo exagerado.
— E também estou curioso para saber quanto vai me custar esse almoço em família.
Emma tentou rir também.
Mas a tensão ainda estava ali.
O garçom veio.
Eles fizeram os pedidos.
Durante alguns minutos, conversaram sobre coisas triviais.
Trabalho.
Clima.
O trânsito da cidade.
Mas ninguém ali realmente estava interessado nesses assuntos.
Quando o garçom se afastou novamente, Ricardo cruzou as mãos sobre a mesa.
Olhou primeiro para Emma.
Depois para Enzo.
— Muito bem — disse, com calma.
— O que vocês têm para me contar?
Emma e Enzo trocaram um olhar rápido.
Emma suspirou.
Sabia que não dava mais para adiar.
Ela apoiou as mãos sobre a mesa.
— Pai…
A palavra saiu mais fraca do que ela queria.
Ricardo franziu a testa levemente.
— O que foi?
Emma respirou fundo.
— Eu fiz alguns exames nas últimas semanas.
Ele não disse nada.
Só esperou.
— E… — ela continuou — descobriram um tumor no meu ovário.
O silêncio que caiu sobre a mesa foi pesado.
Ricardo ficou completamente imóvel.
Como se o cérebro tivesse levado alguns segundos para entender o que ouviu.
— Um… o quê?
Emma engoliu em seco.
— Câncer.
A palavra saiu baixa.
Mas foi suficiente.
Ricardo balançou a cabeça devagar.
— Não.
Ele soltou uma pequena risada nervosa.
— Não… não pode ser.
Emma já sentia as lágrimas nos olhos.
— É estágio um.
Ricardo ainda negava com a cabeça.
— Não, não… isso não está certo.
Ele se levantou da cadeira abruptamente.
Algumas pessoas nas mesas ao redor olharam.
Mas ele não percebeu.
Caminhou até Emma e a puxou para um abraço forte.
Muito forte.
— Não… não, filha… — murmurou, com a voz quebrada.
Emma se levantou também e o abraçou de volta.
— Eu vou fazer uma cirurgia amanhã — disse, contra o ombro dele.
— As chances são muito boas.
Ricardo segurou o rosto dela entre as mãos.
Os olhos dele estavam marejados.
— Você tem certeza disso? Tem certeza que os médicos viram direito?
Emma assentiu.
— Os médicos disseram que descobriram cedo.
Enzo observava os dois em silêncio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...