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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 450

As meninas estavam almoçando quando o celular de Nathália vibrou sobre a mesa.

Uma mensagem no grupo.

Emma.

Nathália abriu.

Leu em silêncio.

Depois arregalou os olhos.

— Meninas… — murmurou.

Todas olharam para ela.

Eloise estendeu a mão.

— Lê.

Nathália limpou a garganta e começou:

— “Como eu sei que vocês provavelmente estão juntas fazendo exatamente as coisas que estão proibidas nesse P*F…”

As meninas se entreolharam.

Outra mensagem apareceu logo abaixo.

— “Estou enviando um plano com 8 regras oficialmente proibidas durante o tempo que enfrentarei essa batalha.”

Em seguida veio o arquivo.

P*F: Regras do câncer

Mesmo aquele nome ainda causava um aperto estranho no peito.

Logo depois, a última mensagem chegou.

— “Às 6h da manhã estarei no hospital São Gabriel para a cirurgia.

Vejo vocês no quarto depois.

Beijo. Amo todas.”

Por alguns segundos, ninguém falou.

Foi Eloise quem quebrou o silêncio primeiro.

— Muito bem… — disse, pegando o celular. — Todas prontas para descobrir quais absurdos estamos oficialmente proibidas de fazer por amor à dona Emma?

Sofia riu.

— Se ela não fizesse regras… não seria Emma.

Nathália cruzou os braços.

— Tenho certeza de que existe uma regra exclusiva para mim.

Eloise abriu o P*F.

Começou a ler.

— Regra número 1

“Se eu pegar alguém me olhando como se eu fosse morrer amanhã, essa pessoa será banida da minha presença por três a seis meses.

O tempo da punição depende exclusivamente do meu humor.”

A mesa inteira explodiu em risadas.

Laís pegou o celular em seguida.

— Presta atenção na segunda.

Ela leu em voz alta.

— Regra número 2

“Nada de frases motivacionais de internet.

Tipo: ‘Deus dá batalhas para seus melhores soldados.’

Eu já estou lutando.

Não preciso de slogan.”

Sofia entrou na brincadeira.

— Minha vez.

Ela limpou a garganta dramaticamente.

— Regra número 3

“Ninguém vai me tratar como inválida.

Se eu quiser levantar, eu levanto.

Se eu quiser sair, eu saio.

Se eu quiser reclamar… eu reclamo.”

Alana apontou para Eloise.

— Essa aqui é claramente para você.

Ela leu.

— Regra número 4

“Abraços são permitidos.

Mas não aquele abraço triste de velório.

Abraço normal.

Com vida.”

Eloise ergueu as mãos.

— Ei! Abraços nunca fizeram mal a ninguém.

Mais risadas.

Laís empurrou o celular para Nathália.

— Vai. Essa é sua.

Nathália leu já rindo.

— Regra número 5

“Ninguém vai falar comigo como se eu fosse uma criança.

Especialmente você, Nathália.”

A mesa explodiu novamente.

— Emma vai ver só! — Nathália protestou, rindo.

Eloise pegou o celular outra vez.

— Regra número 6

“Piadas são bem-vindas.

Silêncio constrangedor não.”

Ela levantou os olhos.

— Vamos precisar ser fortes, meninas. Mas juntas a gente consegue.

Nathália respirou fundo e continuou.

— Regra número 7

“Se alguém disser ‘Vai dar tudo certo’, eu vou aceitar.

Mas se disser ‘Você precisa ser forte’, eu provavelmente vou chorar.

E isso estará sujeito a multa:

de dois a quatro meses sem me ver.

O prazo da punição depende exclusivamente do meu humor.”

Laís balançou a cabeça.

— Estamos ferradas. Se depender do humor da princesa do cacau, ninguém vai poder visitá-la.

Mais risadas.

Sofia levantou o celular.

— Essa é a mais importante.

Ela leu com a voz mais suave.

— Regra número 8

“Continuem falando comigo sobre a vida.

Trabalho.

Casamento.

Fofoques.

Problemas idiotas.

Eu ainda faço parte do mundo.”

O silêncio voltou à mesa.

Mas agora era um silêncio diferente.

Alana suspirou.

— Eu não sei se consigo ser forte vendo o Enzo daquele jeito…

Nem sei como vou olhar para ela.

Eloise apoiou os cotovelos na mesa.

— Como ela pediu.

Todas olharam para ela.

— Sem piedade.

Isso não é o fim do mundo… e muito menos o fim da Emma.

Nathália assentiu.

— Exatamente.

Descobriram cedo. As chances são muito boas.

Ela respirou fundo.

— Ela só precisa de apoio… e de risadas.

Sofia hesitou.

— Eu queria dividir uma coisa com vocês…

As outras olharam curiosas.

Ela respirou fundo.

— Eu estou grávida.

Por um segundo, ninguém reagiu.

— Mas eu não quero contar nada para a Emma ainda. Pelo menos não até ela melhorar.

Eloise arregalou os olhos.

— Sofia!

Ela sorriu.

— Vocês vão ser papais logo logo… cadê a esperança de vocês?

Nathália pegou a mão dela.

— Eu sou totalmente a favor de contar.

Sofia franziu a testa.

— Mas—

— Emma não vai ficar triste — Nathália continuou. — Ela vai ficar feliz.

Ela sorriu.

— Eu conheço aquela mulher.

Fez uma pausa.

— Emma descobriu da minha gravidez quando já estava passando por tudo isso… sozinha.

As outras ficaram em silêncio.

— E ela ficou radiante com a ideia dos novos irmãos.

Eloise assentiu.

— Nathália tem razão.

Laís levantou a taça.

— Gente… a creche desse grupo está crescendo, hein?

A mesa explodiu em risadas novamente.

Todas levantaram suas taças.

— Pela mamãe Sofia.

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