Capítulo 45
O silêncio foi rompido por Cláudia, que posicionou o tablet sobre a mesa, conectando-o à tela na parede. Uma imagem se acendeu: uma planilha com números exorbitantes, datas, nomes e códigos de movimentações bancárias.
— Vamos direto ao ponto — disse ela, em um tom que não permitia interrupções. — O que vocês verão aqui são registros oficiais. Todos os dados foram auditados e cruzados com extratos bancários, logs de sistema, conversas gravadas, e-mails internos e movimentações suspeitas.
Henrique, o diretor de marketing, franziu o cenho.
— Isso é uma brincadeira? Que tipo de reunião é essa?
— Uma que vai mudar a vida de vocês — respondeu Augusto, sem alterar o tom.
Cláudia deslizou para a próxima tela. Áudios começaram a ser reproduzidos.
“...tem que entrar pelo contrato falso da consultoria, entende? A nota já tá emitida. A Luciana assina o resto amanhã.”
Era a voz de Gabriel. Clara. Inegável.
Gabriel, até então descontraído, descruzou as pernas lentamente.
Luciana arregalou os olhos.
— Isso... Isso pode ser manipulado — tentou argumentar, já pálida.
— Nada aqui é manipulado — cortou Cláudia. — Todas as gravações foram feitas com autorização judicial. Inclusive por policiais infiltrados. Temos vídeos também, se preferirem.
Ela passou para a próxima pasta. Extratos de contas em bancos internacionais, documentos assinados, comprovantes de desvio de verba, assinaturas digitais.
Aos poucos, os “chefões” trocavam olhares nervosos. Henrique levantou as mãos.
— Espera. Eu não sabia que estavam fazendo isso. Me chamaram para aprovar orçamento! Só isso!
— Você assinou notas fiscais de empresas fantasmas, Henrique — retrucou Cláudia. — Várias vezes. E temos sua conversa com o financeiro pedindo que "não enchessem seu saco com detalhes".
Denise tentou manter a postura, mas a testa suava.
— Eu só seguia ordens. Jamais participei de nada criminoso...
Gabriel, por sua vez, se inclinou para frente, observando a tela como se estivesse assistindo a um filme qualquer. Depois sorriu. Um riso sarcástico, quase debochado.
— Você não só traiu a empresa. Traiu a mim. A confiança que eu depositei em você. E tudo por inveja?
— Inveja? — Gabriel bufou. — Você é só um moleque mimado tentando bancar o CEO. Eu sou o cérebro aqui. Sempre fui. Mas você nunca enxergou isso.
Cláudia fez um sinal sutil com a cabeça. As duas portas da sala se abriram ao mesmo tempo.
Três policiais federais entraram.
— Gabriel Menezes. Luciana Prado. Henrique Valadares. Carla Montenegro. Denise Rangel. Vocês estão presos. As acusações incluem: fraude fiscal, desvio de recursos, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
As algemas começaram a ser colocadas.
Gabriel ainda tentou se levantar bruscamente, mas foi contido por um dos agentes.
— Isso não vai ficar assim, Augusto. Eu juro!
— Já ficou — respondeu ele, com a voz fria como gelo.
Cláudia apenas observava. César estava de braços cruzados ao fundo. Eloise, parada à porta, mantinha a respiração controlada. Era o fim... ou talvez o começo de algo muito maior.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...