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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 44

Capítulo 44

A sala de reuniões da filial do Rio estava impecavelmente arrumada. Café fresco sobre a mesa, pastas pretas empilhadas, jarras de água e copos dispostos com precisão. O ambiente parecia pronto para uma reunião comum — exceto pela presença de dois homens discretos, posicionados próximos à porta, supostamente seguranças... mas que, na verdade, eram policiais federais à paisana.

Os convidados começaram a chegar pouco a pouco.

O primeiro a entrar foi Henrique Valadares, diretor de marketing. Usava um blazer azul claro e um sorriso automático, do tipo que nunca sabia exatamente por que foi chamado, mas sempre fazia parecer que estava no controle.

Depois, entrou Denise Rangel, vice-presidente de operações. Elegante, segura, os saltos altos ecoando pelo piso de mármore, o olhar perspicaz varrendo a sala como quem pressentia que havia algo errado — mas ainda não sabia o quê.

Márcia Montenegro, secretária executiva do presidente, veio logo em seguida. Estava com o celular na mão, digitando mensagens frenéticas, o rosto sério e ligeiramente pálido.

Os três se cumprimentaram com formalidade e se sentaram à mesa, trocando olhares de dúvida e frases curtas como:

— Você sabe por que essa reunião foi marcada tão em cima da hora?

— Nenhuma ideia. Talvez mais um corte orçamentário?

Enquanto isso, no andar inferior, os quatro funcionários de nível intermediário — os "laranjas" — também eram guiados a outra sala, sob a supervisão da equipe de Cláudia.

Eloise, que organizava a logística com o olhar atento e os passos rápidos, posicionava as pastas, enquanto Cláudia cruzava os braços diante da porta da sala principal, observando o relógio.

— Faltam dois — ela comentou, seca.

Augusto, parado próximo à janela da sala de reuniões, mantinha o semblante impenetrável. Estava calmo por fora, mas o sangue pulsava rápido por dentro.

— Gabriel e Luciana — disse ele, sem tirar os olhos da rua lá embaixo. — Sempre os últimos a chegar.

O palco estava armado.

Cláudia entrou por último, carregando um tablet em mãos e um semblante sério, acompanhada por César, que fechou a porta atrás de si com um estalo seco.

Augusto, então, se levantou e caminhou até a cabeceira da mesa.

Olhou para cada um deles. Um a um. Em silêncio.

Depois, ajeitou as mangas da camisa e disse, com a voz firme e sem rodeios:

— Obrigado por estarem aqui. Eu sei que todos foram chamados com motivos diferentes... Mas agora, a verdade será a mesma para todos.

Um breve silêncio se espalhou pela sala. Os olhares se cruzaram, alguns inquietos, outros carregados de desconfiança. Foi nesse instante que muitos entenderam que algo sério estava prestes a acontecer — e, para alguns, o medo subiu pela espinha como um arrepio inevitável.

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