Capítulo 46
As algemas já começavam a ser colocadas, mas Gabriel deu um passo para trás. Um dos agentes avançou, porém ele foi mais rápido.
Num movimento ágil, puxou algo de dentro da mochila que havia levado para a reunião — uma arma. Oculta. Preparada.
Em um segundo que pareceu durar uma eternidade, agarrou Eloise pelas costas, prendendo-a com o braço em volta de seu pescoço. A arma foi posicionada rente à sua têmpora.
Um grito abafado ecoou na sala.
— Ninguém se mexe! — ele berrou, os olhos dilatados de ódio e adrenalina.
Eloise travou, o corpo rígido, a respiração curta.
Augusto congelou por um instante, mas seu olhar se tornou letal. Punhos cerrados, corpo pronto para agir, e o coração em guerra com o medo.
— Gabriel, solta ela agora — disse, com a voz gélida.
O ex-amigo riu.
— Sempre bancando o herói, né? Mas herói de verdade se prepara pra limpar a própria sujeira.
Ele pressionou a arma com mais força contra a cabeça de Eloise.
— Achou que podia me destruir com esses papelzinhos? Com esses palhaços infiltrados? Eu sou mais esperto do que isso, Monteiro!
Os policiais miravam, prontos para atirar, mas Cláudia ergueu a mão, sinalizando para aguardarem.
— Solta ela, Gabriel. Você ainda pode responder só pelo que já fez. Não precisa adicionar tentativa de homicídio à sua lista — disse, firme.
— Homicídio? — ele sorriu com desdém. — Isso aqui é só controle de danos.
Eloise tentava se manter calma, apesar do terror. O coração disparado, os olhos buscando qualquer saída. Mas o braço de Gabriel era sufocante.
Augusto deu um passo à frente.
— Leva a mim. Me ameaça, me destrói se quiser — disse, encarando-o. — Mas solta ela. Ela não tem nada a ver com o seu fracasso.
— E é por isso, Gabriel... que você nunca foi um líder.
Segurando Eloise junto ao peito, ele observou em silêncio enquanto os culpados eram levados, um a um, para fora da sala.
Era o fim de um império podre.
E o começo de uma nova era.
Enquanto todos assistiam os envolvidos sendo levados algemados, um burburinho começou a crescer do lado de fora da sala. Funcionários se amontoavam no corredor, cochichando, trocando olhares curiosos e, para alguns, aliviados.
No meio daquela confusão, Cláudia ficou em silêncio, apenas observando. Seus olhos não estavam nos criminosos sendo escoltados… mas em Augusto, que ainda mantinha Eloise protegida, como se qualquer mínima distância fosse perigosa.
O modo como ele a segurava, a postura, a tensão no olhar… aquilo não era apenas instinto de proteção — era algo mais profundo, que ela reconhecia muito bem.
Um sorriso discreto surgiu em seus lábios. O coração dela deu um salto silencioso.
Ele tinha encontrado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...