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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 451

A porta do quarto se abriu novamente.

Dra. Clara entrou com o prontuário nas mãos e um sorriso profissional no rosto.

Ela parou no meio do quarto e olhou para a multidão.

— Bom dia. — disse, arqueando uma sobrancelha. — Vejo que não deixaram muito espaço para a minha paciência hoje.

Algumas risadas surgiram no quarto.

Eloise levantou as mãos.

— Não mesmo.

Clara aproximou-se da cama de Emma.

— Então vamos revisar rapidamente.

Ela explicou o procedimento com calma.

A cirurgia.

O tempo aproximado.

O que aconteceria depois.

Emma ouviu tudo em silêncio.

Thiago segurava sua mão.

Quando Clara terminou, fechou o prontuário.

— Então… pronta?

Emma respirou fundo.

Olhou ao redor.

Para cada rosto.

Para cada pessoa ali.

Então assentiu.

— Sim.

Fez uma pequena pausa.

— Eu tenho um batalhão forte para enfrentar essa guerra.

Clara sorriu.

— Isso é bom.

Ela olhou para o relógio.

— As enfermeiras já vão buscá-la.

Fez um gesto leve.

— Com licença. Vou me preparar.

A médica saiu.

O quarto ficou silencioso por alguns segundos.

Ricardo foi o primeiro a se aproximar.

Segurou o rosto da filha entre as mãos.

Deu um beijo na testa dela.

— Eu te amo, filha.

Emma segurou a mão dele.

— Eu também te amo, papai.

Ricardo respirou fundo e olhou para o resto do grupo.

— Vamos.

Ele fez um gesto com a cabeça.

— Deixem eles sozinhos um pouco.

Um por um, todos se aproximaram para abraçar Emma.

Palavras curtas.

Promessas silenciosas.

E então começaram a sair do quarto.

A porta se fechou.

O silêncio finalmente tomou conta do espaço.

Thiago soltou um suspiro longo.

Ele gostava de todos ali.

Mas aquele momento…

aquele momento precisava ser só deles.

Emma observava o rosto dele.

— Você está com medo.

Thiago tentou sorrir.

— Um pouco.

Ela apertou a mão dele.

— Eu também.

Silêncio.

Ele passou a mão pelos cabelos dela.

Devagar.

Como se quisesse guardar cada detalhe.

— Quando você acordar… — ele começou.

A voz falhou por um segundo.

— Eu vou estar aqui.

Emma inclinou a cabeça.

— Eu sei.

Ela puxou a mão dele.

Fez com que ele se aproximasse mais.

— Thiago…

Ele olhou para ela.

— Se eu demorar…

Ele imediatamente balançou a cabeça.

— Não.

Emma sorriu pequeno.

— Eu não terminei.

Ele respirou fundo.

— Então termina.

Ela segurou o rosto dele entre as mãos.

— Se eu demorar…

— não deixa ninguém quebrar minhas regras.

Thiago riu.

Uma risada fraca.

Mas verdadeira.

Ele beijou a testa dela.

— Eu não deixo.

Nesse momento, duas enfermeiras apareceram na porta com a maca.

— Está na hora.

Thiago segurou a mão dela uma última vez enquanto a ajudavam a se deitar.

A maca começou a se mover.

Emma olhou para trás.

Para ele.

— Ei…

Thiago deu um passo à frente.

— Oi.

Ela sorriu.

— Eu já volto.

Ele não respondeu.

Apenas assentiu.

Porque algumas promessas são grandes demais para serem ditas em voz alta.

A porta da sala cirúrgica se fechou.

E Thiago ficou ali.

Parado no corredor.

Esperando.

A porta da sala de cirurgia se fechou.

E o mundo ficou do lado de fora.

O corredor parecia longo demais.

Silencioso demais.

Thiago estava sentado com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos entrelaçadas, olhando para o chão como se ali pudesse encontrar alguma resposta.

As meninas estavam espalhadas pela sala.

Ninguém falava muito.

Nathália caminhava de um lado para o outro.

Eloise mexia no celular sem realmente ver nada.

Laís observava a porta do centro cirúrgico como se pudesse atravessá-la com o olhar.

Enzo estava encostado na parede.

Os braços cruzados.

A mandíbula travada.

Ricardo era o único aparentemente tranquilo.

Mas quem o conhecia bem sabia que aquilo era apenas controle.

Ele se aproximou de Thiago.

Sentou-se ao lado dele.

Por alguns segundos, nenhum dos dois falou.

Então Ricardo colocou a mão sobre o ombro dele.

— Ela é forte.

Thiago assentiu devagar.

— Eu sei.

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