A porta do quarto se abriu novamente.
Dra. Clara entrou com o prontuário nas mãos e um sorriso profissional no rosto.
Ela parou no meio do quarto e olhou para a multidão.
— Bom dia. — disse, arqueando uma sobrancelha. — Vejo que não deixaram muito espaço para a minha paciência hoje.
Algumas risadas surgiram no quarto.
Eloise levantou as mãos.
— Não mesmo.
Clara aproximou-se da cama de Emma.
— Então vamos revisar rapidamente.
Ela explicou o procedimento com calma.
A cirurgia.
O tempo aproximado.
O que aconteceria depois.
Emma ouviu tudo em silêncio.
Thiago segurava sua mão.
Quando Clara terminou, fechou o prontuário.
— Então… pronta?
Emma respirou fundo.
Olhou ao redor.
Para cada rosto.
Para cada pessoa ali.
Então assentiu.
— Sim.
Fez uma pequena pausa.
— Eu tenho um batalhão forte para enfrentar essa guerra.
Clara sorriu.
— Isso é bom.
Ela olhou para o relógio.
— As enfermeiras já vão buscá-la.
Fez um gesto leve.
— Com licença. Vou me preparar.
A médica saiu.
O quarto ficou silencioso por alguns segundos.
Ricardo foi o primeiro a se aproximar.
Segurou o rosto da filha entre as mãos.
Deu um beijo na testa dela.
— Eu te amo, filha.
Emma segurou a mão dele.
— Eu também te amo, papai.
Ricardo respirou fundo e olhou para o resto do grupo.
— Vamos.
Ele fez um gesto com a cabeça.
— Deixem eles sozinhos um pouco.
Um por um, todos se aproximaram para abraçar Emma.
Palavras curtas.
Promessas silenciosas.
E então começaram a sair do quarto.
A porta se fechou.
O silêncio finalmente tomou conta do espaço.
Thiago soltou um suspiro longo.
Ele gostava de todos ali.
Mas aquele momento…
aquele momento precisava ser só deles.
Emma observava o rosto dele.
— Você está com medo.
Thiago tentou sorrir.
— Um pouco.
Ela apertou a mão dele.
— Eu também.
Silêncio.
Ele passou a mão pelos cabelos dela.
Devagar.
Como se quisesse guardar cada detalhe.
— Quando você acordar… — ele começou.
A voz falhou por um segundo.
— Eu vou estar aqui.
Emma inclinou a cabeça.
— Eu sei.
Ela puxou a mão dele.
Fez com que ele se aproximasse mais.
— Thiago…
Ele olhou para ela.
— Se eu demorar…
Ele imediatamente balançou a cabeça.
— Não.
Emma sorriu pequeno.
— Eu não terminei.
Ele respirou fundo.
— Então termina.
Ela segurou o rosto dele entre as mãos.
— Se eu demorar…
— não deixa ninguém quebrar minhas regras.
Thiago riu.
Uma risada fraca.
Mas verdadeira.
Ele beijou a testa dela.
— Eu não deixo.
Nesse momento, duas enfermeiras apareceram na porta com a maca.
— Está na hora.
Thiago segurou a mão dela uma última vez enquanto a ajudavam a se deitar.
A maca começou a se mover.
Emma olhou para trás.
Para ele.
— Ei…
Thiago deu um passo à frente.
— Oi.
Ela sorriu.
— Eu já volto.
Ele não respondeu.
Apenas assentiu.
Porque algumas promessas são grandes demais para serem ditas em voz alta.
A porta da sala cirúrgica se fechou.
E Thiago ficou ali.
Parado no corredor.
Esperando.
A porta da sala de cirurgia se fechou.
E o mundo ficou do lado de fora.
O corredor parecia longo demais.
Silencioso demais.
Thiago estava sentado com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos entrelaçadas, olhando para o chão como se ali pudesse encontrar alguma resposta.
As meninas estavam espalhadas pela sala.
Ninguém falava muito.
Nathália caminhava de um lado para o outro.
Eloise mexia no celular sem realmente ver nada.
Laís observava a porta do centro cirúrgico como se pudesse atravessá-la com o olhar.
Enzo estava encostado na parede.
Os braços cruzados.
A mandíbula travada.
Ricardo era o único aparentemente tranquilo.
Mas quem o conhecia bem sabia que aquilo era apenas controle.
Ele se aproximou de Thiago.
Sentou-se ao lado dele.
Por alguns segundos, nenhum dos dois falou.
Então Ricardo colocou a mão sobre o ombro dele.
— Ela é forte.
Thiago assentiu devagar.
— Eu sei.
A equipe se movimentava em silêncio.
Concentrada.
Lembrança
Emma estava na cozinha com a Nathália.
As duas seguravam um teste de gravidez.
— Eu não acredito!
Emma pulava de alegria.
— Eu vou ser mãe!
Nathália a abraçava forte.
Sala de espera
Thiago estava olhando para as próprias mãos.
O silêncio parecia pesado.
Ricardo levantou-se.
Foi até a máquina de café.
Pegou dois copos.
Entregou um a Thiago.
— Você precisa beber alguma coisa.
Thiago aceitou.
— Obrigado.
Ricardo ficou em pé ao lado dele.
— Eu sei que você acha que precisa ser forte agora.
Thiago olhou para ele.
Ricardo deu um pequeno sorriso.
— Mas às vezes ser forte é só… esperar.
Sala de cirurgia
— Estamos quase terminando.
Dra. Clara respirou fundo.
— Muito bem.
A equipe continuou trabalhando.
Lembrança
Emma estava no sofá do apartamento.
A cabeça apoiada no ombro de Thiago.
— Você acha que a gente vai conseguir?
Thiago beijou a testa dela.
— A gente consegue tudo.
Juntos.
Sala de espera
A porta da cirurgia finalmente se abriu.
Todos se levantaram ao mesmo tempo.
O coração de Thiago disparou.
Dra. Clara tirou a máscara.
E caminhou até eles.
O corredor inteiro parecia prender a respiração.
— Doutora… — Thiago disse.
Clara olhou para todos.
Fez uma pequena pausa.
Então sorriu.
— A cirurgia foi um sucesso.
O ar voltou aos pulmões de todos ao mesmo tempo.
Thiago fechou os olhos.
As pernas quase cederam.
Ricardo segurou o braço dele.
— Eu disse.
Thiago soltou um riso nervoso.
— Obrigado.
Mas Clara levantou a mão.
— Ainda precisamos aguardar o resultado completo da biópsia.
Ela olhou diretamente para Thiago.
— Mas, por agora…
— sua esposa está bem.
Thiago respirou fundo.
E pela primeira vez naquele dia…
o medo diminuiu um pouco.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...