O primeiro som que Emma percebeu foi um bip.
Regular.
Constante.
Bip…
bip…
bip…
Ela tentou abrir os olhos.
A luz parecia forte demais.
O corpo… pesado.
Como se cada músculo tivesse sido esquecido por horas.
Emma piscou devagar.
O teto branco apareceu primeiro.
Depois o cheiro.
Hospital.
Ela tentou mover a mão.
Uma fisgada atravessou seu abdômen.
— Ah…
O som saiu baixo.
Rouco.
A garganta seca.
Ela respirou fundo.
Ou tentou.
A dor veio de novo.
Não insuportável.
Mas presente.
Real.
Então uma voz chamou do corredor.
— Ela está acordando.
Passos.
A porta abriu.
Thiago entrou quase correndo.
Os olhos dele estavam vermelhos.
Cansados.
Mas quando viu Emma com os olhos abertos, algo dentro dele finalmente relaxou.
Ele parou ao lado da cama.
— Ei…
Emma virou o rosto devagar.
Levou alguns segundos para focar.
Quando conseguiu, sorriu pequeno.
— Você… está aqui.
Thiago segurou a mão dela imediatamente.
— Eu prometi.
A mão dele estava quente.
Firme.
Emma apertou de leve.
— Quanto tempo?
— Algumas horas.
Ele se inclinou um pouco mais perto.
— A cirurgia terminou bem.
Ela fechou os olhos por um segundo.
Como se aquelas palavras finalmente deixassem o corpo dela relaxar.
— Doeu? — Thiago perguntou.
Emma soltou um pequeno riso fraco.
— Eu sinto como se um caminhão tivesse estacionado na minha barriga.
Thiago sorriu.
— Os médicos disseram que é normal.
Ela abriu os olhos de novo.
— Eu sobrevivi então.
— Sobreviveu.
Emma observou o rosto dele.
Os olhos cansados.
A barba um pouco crescida.
— Você não saiu daqui… né?
Thiago deu de ombros.
— Não parecia uma boa hora para ir tomar café.
Emma riu baixo.
Mas a risada virou uma careta de dor.
Thiago apertou a mão dela.
— Ei, calma.
Ela respirou devagar.
Esperou a dor diminuir.
Depois voltou a olhar para ele.
— As regras…
Thiago arqueou a sobrancelha.
— O quê?
— Ninguém quebrou minhas regras?
Ele fingiu pensar.
— A Nathália tentou.
Emma franziu a testa.
— O quê ela fez?
— Tentou dar um abraço de velório.
Emma fez uma careta.
— Banida por quatro meses.
Thiago riu.
Um riso que parecia mais leve do que qualquer coisa nas últimas horas.
Emma observou.
— Você estava com medo.
Ele não negou.
— Muito.
Ela apertou a mão dele outra vez.
— Eu disse que voltava.
Thiago se inclinou e beijou a testa dela.
Com cuidado.
Como se ainda tivesse medo de quebrá-la.
— Eu sei.
A porta abriu novamente.
A enfermeira entrou devagar.
— Como está se sentindo?
Emma fez uma careta.
— Como alguém que claramente tomou decisões ruins na vida.
A enfermeira riu.
— Isso significa que a anestesia já passou.
Thiago olhou para Emma.
— Você assustou todo mundo.
Emma piscou devagar.
— Todo mundo ainda está aqui?
— Sim.
Ela respirou fundo.
Os olhos ficaram marejados.
— Eu não mereço eles.
Thiago balançou a cabeça imediatamente.
— Merece.
Ele segurou o rosto dela com delicadeza.
— Você merece tudo.
Emma fechou os olhos por um segundo.
A dor ainda estava ali.
O cansaço também.
Mas algo tinha mudado.
Ela ainda estava ali.
Respirando.
Viva.
E quando abriu os olhos novamente, a primeira coisa que viu foi Thiago.
Segurando sua mão.
Como prometeu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...