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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 453

Quatro dias depois, o universo decidiu sorrir.

O sol iluminava o céu de um azul limpo.

Um vento frio atravessava o estacionamento do hospital, fazendo as árvores balançarem suavemente.

As folhas dançavam.

Era um dia bonito.

Dentro do quarto, Emma terminava de se arrumar para ir embora.

Ou pelo menos tentava.

— Aff… — resmungou, ajeitando o casaco. — Eu não aguentava mais ficar presa aqui.

Thiago, encostado na janela, sorriu.

— Você sabe que vai ter que seguir algumas regras.

Emma estreitou os olhos.

— Não.

— Sim.

Ele cruzou os braços.

A porta do quarto se abriu.

Ricardo entrou.

— Regras que, aliás, você definitivamente deveria respeitar.

Emma abriu um sorriso imediato.

— Papai!

Ela se levantou devagar e o abraçou.

Ricardo segurou a filha com cuidado, mas firme.

— Bom ver você em pé.

Emma voltou para a cama.

— Nem parece que eu quase fui desmontada e remontada.

Ricardo riu.

— As meninas ficaram em dúvida se traziam café da manhã ou não.

Emma arqueou a sobrancelha.

— Ou não?

— Ou não.

Ele deu de ombros.

— Então decidiram resolver um problema maior.

Thiago franziu a testa.

— Que problema?

Ricardo respondeu com naturalidade:

— O apartamento de vocês.

Emma arregalou os olhos.

— O quê?

— Elas estão lá agora.

Ele levantou as mãos.

— Limpeza.

Comida.

Organização.

Thiago olhou para Emma rapidamente.

Antes que ela pudesse protestar, ele levantou o dedo.

— Nenhuma regra quebrada.

Emma cruzou os braços.

— Como assim?

Thiago sorriu.

— Não tem nada nas suas regras que proíba alguém de limpar a sua casa.

Ricardo riu.

Emma suspirou.

— Ok.

Ela pegou o celular.

— Vou precisar atualizar essa lista.

Ricardo se aproximou e segurou a mão dela.

— Como você está?

Emma respirou fundo.

Olhou para os dois.

— Melhor, pai.

Ela sorriu pequeno.

— A gente venceu a primeira etapa.

Ricardo assentiu.

Mas o olhar dele ficou um pouco mais sério.

— Filha…

Emma já sabia o que vinha.

— A quimioterapia pode ser a parte mais difícil.

Ele apertou a mão dela.

— Você lembra um pouco de como foi com sua mãe.

O silêncio ficou no quarto por um momento.

Ricardo continuou:

— Mas você não vai passar por isso sozinha.

Ele apontou para Thiago.

— Eu.

Depois para o corredor.

— Seu quase marido.

Emma riu.

— Ele já é meu marido.

Ricardo deu de ombros.

— Estou me acostumando.

Ele continuou:

— E todos os seus amigos.

Emma levantou-se devagar e abraçou o pai novamente.

— Obrigada, papai.

Ricardo beijou a testa dela.

— A batalha ainda não acabou.

Emma sorriu.

— Eu sei.

Ela olhou para a janela.

Para o sol.

Para o vento movendo as árvores.

— Mas hoje…

Ela respirou fundo.

— Hoje eu vou para casa.

Emma ainda conversava com Ricardo e Thiago quando alguém bateu na porta.

Três toques leves.

— Posso entrar? — perguntou a voz conhecida.

Dra. Clara apareceu logo em seguida, com o prontuário nas mãos.

— Bom dia, sobrevivente.

Emma sorriu.

— Esse é oficialmente o melhor apelido que já recebi.

Clara se aproximou da cama.

— Então vamos falar de coisas importantes antes da sua fuga oficial daqui.

Ela abriu o prontuário.

— A cirurgia foi muito bem. Conseguimos remover o tumor completamente.

Thiago e Ricardo trocaram um olhar silencioso de alívio.

Clara continuou:

— Agora o próximo passo é a recuperação dessas primeiras semanas.

Ela começou a explicar com calma.

— Nada de esforço físico.

— Caminhadas leves apenas.

— Alimentação regular.

— E descanso.

Emma levantou a mão.

— Descanso eu aceito.

Clara arqueou uma sobrancelha.

— Eu espero que aceite.

Ela virou uma página.

— Dentro de algumas semanas vamos iniciar a quimioterapia.

O quarto ficou silencioso por um instante.

Emma respirou fundo.

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