Quatro dias depois, o universo decidiu sorrir.
O sol iluminava o céu de um azul limpo.
Um vento frio atravessava o estacionamento do hospital, fazendo as árvores balançarem suavemente.
As folhas dançavam.
Era um dia bonito.
Dentro do quarto, Emma terminava de se arrumar para ir embora.
Ou pelo menos tentava.
— Aff… — resmungou, ajeitando o casaco. — Eu não aguentava mais ficar presa aqui.
Thiago, encostado na janela, sorriu.
— Você sabe que vai ter que seguir algumas regras.
Emma estreitou os olhos.
— Não.
— Sim.
Ele cruzou os braços.
A porta do quarto se abriu.
Ricardo entrou.
— Regras que, aliás, você definitivamente deveria respeitar.
Emma abriu um sorriso imediato.
— Papai!
Ela se levantou devagar e o abraçou.
Ricardo segurou a filha com cuidado, mas firme.
— Bom ver você em pé.
Emma voltou para a cama.
— Nem parece que eu quase fui desmontada e remontada.
Ricardo riu.
— As meninas ficaram em dúvida se traziam café da manhã ou não.
Emma arqueou a sobrancelha.
— Ou não?
— Ou não.
Ele deu de ombros.
— Então decidiram resolver um problema maior.
Thiago franziu a testa.
— Que problema?
Ricardo respondeu com naturalidade:
— O apartamento de vocês.
Emma arregalou os olhos.
— O quê?
— Elas estão lá agora.
Ele levantou as mãos.
— Limpeza.
Comida.
Organização.
Thiago olhou para Emma rapidamente.
Antes que ela pudesse protestar, ele levantou o dedo.
— Nenhuma regra quebrada.
Emma cruzou os braços.
— Como assim?
Thiago sorriu.
— Não tem nada nas suas regras que proíba alguém de limpar a sua casa.
Ricardo riu.
Emma suspirou.
— Ok.
Ela pegou o celular.
— Vou precisar atualizar essa lista.
Ricardo se aproximou e segurou a mão dela.
— Como você está?
Emma respirou fundo.
Olhou para os dois.
— Melhor, pai.
Ela sorriu pequeno.
— A gente venceu a primeira etapa.
Ricardo assentiu.
Mas o olhar dele ficou um pouco mais sério.
— Filha…
Emma já sabia o que vinha.
— A quimioterapia pode ser a parte mais difícil.
Ele apertou a mão dela.
— Você lembra um pouco de como foi com sua mãe.
O silêncio ficou no quarto por um momento.
Ricardo continuou:
— Mas você não vai passar por isso sozinha.
Ele apontou para Thiago.
— Eu.
Depois para o corredor.
— Seu quase marido.
Emma riu.
— Ele já é meu marido.
Ricardo deu de ombros.
— Estou me acostumando.
Ele continuou:
— E todos os seus amigos.
Emma levantou-se devagar e abraçou o pai novamente.
— Obrigada, papai.
Ricardo beijou a testa dela.
— A batalha ainda não acabou.
Emma sorriu.
— Eu sei.
Ela olhou para a janela.
Para o sol.
Para o vento movendo as árvores.
— Mas hoje…
Ela respirou fundo.
— Hoje eu vou para casa.
Emma ainda conversava com Ricardo e Thiago quando alguém bateu na porta.
Três toques leves.
— Posso entrar? — perguntou a voz conhecida.
Dra. Clara apareceu logo em seguida, com o prontuário nas mãos.
— Bom dia, sobrevivente.
Emma sorriu.
— Esse é oficialmente o melhor apelido que já recebi.
Clara se aproximou da cama.
— Então vamos falar de coisas importantes antes da sua fuga oficial daqui.
Ela abriu o prontuário.
— A cirurgia foi muito bem. Conseguimos remover o tumor completamente.
Thiago e Ricardo trocaram um olhar silencioso de alívio.
Clara continuou:
— Agora o próximo passo é a recuperação dessas primeiras semanas.
Ela começou a explicar com calma.
— Nada de esforço físico.
— Caminhadas leves apenas.
— Alimentação regular.
— E descanso.
Emma levantou a mão.
— Descanso eu aceito.
Clara arqueou uma sobrancelha.
— Eu espero que aceite.
Ela virou uma página.
— Dentro de algumas semanas vamos iniciar a quimioterapia.
O quarto ficou silencioso por um instante.
Emma respirou fundo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...