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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 483

O jantar seguiu leve, entre provocações e olhares que diziam mais do que qualquer palavra. Para quem observasse de fora, eles pareciam exatamente o que tentavam negar ser: um casal.

Quando a noite chegou ao fim, Heitor e Lais deixaram o restaurante. O manobrista entregou a chave, e ele, como sempre, abriu a porta do carro para ela.

— Obrigada — disse Lais, entrando.

Heitor contornou o veículo e se acomodou no banco do motorista.

E, no instante em que a porta se fechou…

o ar dentro do carro pareceu mudar.

Mais denso.

Mais carregado.

— Posso te levar em casa... ou é muita safadeza querer te levar para a minha? — Ele perguntou, a voz descendo uma oitava, os olhos fixos nela enquanto ligava o motor.

Laís sustentou o olhar, deixando um sorriso cínico brincar em seus lábios.

— Se minha casa não fosse tão longe, eu não aceitaria ir para a sua — respondeu, mas o brilho em seus olhos dizia exatamente o contrário.

Heitor soltou uma risada curta, carregada de intenção.

— Eu entendo. Por falar nisso, vou providenciar um carro da empresa para você. Isso, claro, se aceitar minha proposta — ele piscou, e o carro deslizou pelo asfalto.

A mão dele não demorou a encontrar a coxa de Laís. O toque era firme, possessivo. Ela o olhou, e Heitor viu o desejo bruto queimando ali. No primeiro sinal vermelho, ele não hesitou.

— Ainda bem que parou no vermelho — murmurou, antes de se apossar da boca dela.

O beijo foi faminto, uma colisão de línguas e dentes. A mão de Heitor subiu da cintura para os seios dela, apertando com urgência, ignorando que estavam em plena avenida. O som de uma buzina estridente atrás deles o trouxe de volta à realidade. Ele voltou a conduzir, mas a tensão era palpável. Laís respirou fundo, sentindo o fogo do desejo consumi-la por dentro.

Laís decidiu que não seria a única a sofrer com a espera. Enquanto ele dirigia, sua mão começou a explorar o corpo dele. Seus dedos brincaram perigosamente sobre o volume evidente entre as pernas de Heitor, sentindo a rigidez sob o tecido da calça.

— Laís... não provoque tanto — ele avisou, os nós dos dedos brancos de tanto apertar o volante.

Ela soltou uma risada sexy, passando a ponta da língua nos lábios, deliciando-se com o poder que tinha sobre ele. Os cinco minutos até a garagem pareceram uma eternidade.

Assim que estacionou, Heitor saiu do carro quase em um salto. Abriu a porta dela, puxou-a pela cintura e a guiou com pressa para o elevador. Ali, o pudor que ele raramente tinha desapareceu por completo.

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