O jantar seguiu leve, entre provocações e olhares que diziam mais do que qualquer palavra. Para quem observasse de fora, eles pareciam exatamente o que tentavam negar ser: um casal.
Quando a noite chegou ao fim, Heitor e Lais deixaram o restaurante. O manobrista entregou a chave, e ele, como sempre, abriu a porta do carro para ela.
— Obrigada — disse Lais, entrando.
Heitor contornou o veículo e se acomodou no banco do motorista.
E, no instante em que a porta se fechou…
o ar dentro do carro pareceu mudar.
Mais denso.
Mais carregado.
— Posso te levar em casa... ou é muita safadeza querer te levar para a minha? — Ele perguntou, a voz descendo uma oitava, os olhos fixos nela enquanto ligava o motor.
Laís sustentou o olhar, deixando um sorriso cínico brincar em seus lábios.
— Se minha casa não fosse tão longe, eu não aceitaria ir para a sua — respondeu, mas o brilho em seus olhos dizia exatamente o contrário.
Heitor soltou uma risada curta, carregada de intenção.
— Eu entendo. Por falar nisso, vou providenciar um carro da empresa para você. Isso, claro, se aceitar minha proposta — ele piscou, e o carro deslizou pelo asfalto.
A mão dele não demorou a encontrar a coxa de Laís. O toque era firme, possessivo. Ela o olhou, e Heitor viu o desejo bruto queimando ali. No primeiro sinal vermelho, ele não hesitou.
— Ainda bem que parou no vermelho — murmurou, antes de se apossar da boca dela.
O beijo foi faminto, uma colisão de línguas e dentes. A mão de Heitor subiu da cintura para os seios dela, apertando com urgência, ignorando que estavam em plena avenida. O som de uma buzina estridente atrás deles o trouxe de volta à realidade. Ele voltou a conduzir, mas a tensão era palpável. Laís respirou fundo, sentindo o fogo do desejo consumi-la por dentro.
Laís decidiu que não seria a única a sofrer com a espera. Enquanto ele dirigia, sua mão começou a explorar o corpo dele. Seus dedos brincaram perigosamente sobre o volume evidente entre as pernas de Heitor, sentindo a rigidez sob o tecido da calça.
— Laís... não provoque tanto — ele avisou, os nós dos dedos brancos de tanto apertar o volante.
Ela soltou uma risada sexy, passando a ponta da língua nos lábios, deliciando-se com o poder que tinha sobre ele. Os cinco minutos até a garagem pareceram uma eternidade.
Assim que estacionou, Heitor saiu do carro quase em um salto. Abriu a porta dela, puxou-a pela cintura e a guiou com pressa para o elevador. Ali, o pudor que ele raramente tinha desapareceu por completo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...