Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 482

Heitor já a esperava do lado de fora quando Lais saiu do prédio.

E, por um instante…

ele ficou em silêncio.

Observando.

O vestido marcava cada curva com precisão, o movimento do corpo dela era natural — mas, ainda assim, impossível de ignorar.

Ela não estava apenas bonita.

Ela estava…

irritantemente linda.

— Você sempre está muito bonita… — disse, finalmente, abrindo um leve sorriso. — Mas hoje… você se superou.

Lais sustentou o olhar por um segundo.

— Obrigada, Heitor.

Ele se aproximou, abrindo a porta do carro para ela.

— Agora me diz… como eu vou conseguir me concentrar na conversa com uma deusa dessas na minha frente?

Lais deixou escapar um pequeno sorriso, mas logo disfarçou, revirando os olhos antes de entrar no carro.

— Problema seu.

Heitor riu baixo, contornando o veículo e entrando no banco do motorista.

Ligou o carro e deu partida, ainda com um leve sorriso nos lábios.

— Então, linda mulher… você se arrumou toda assim só pra mim?

Lais virou o rosto na direção dele, com aquele olhar provocador que ele já conhecia bem.

— Não. Vai que o meu príncipe encantado esteja no restaurante.

Ele soltou uma risada curta.

— Engraçada você.

Deu uma rápida olhada para ela.

— E quem disse que eu não posso ser esse príncipe?

Lais arqueou uma sobrancelha.

— Você? — soltou, sem segurar o deboche. — Tá mais pra um cavalo.

Heitor riu.

Mas, dessa vez, não desviou.

— Pode até ser… — respondeu, agora mais sério. — Mas não qualquer cavalo.

Ela olhou de canto.

Curiosa.

— Ah, não?

Ele inclinou levemente a cabeça, mantendo o olhar nela por um segundo a mais do que deveria.

— Um cavalo grande. De raça. Daqueles caros… difíceis de domar.

O silêncio que veio depois não foi desconfortável.

Foi carregado.

Lais riu, balançando a cabeça.

— Convencido.

— Realista.

Ele respondeu, simples.

E então voltou a atenção para a estrada.

Minutos depois, o carro desacelerou.

As luzes do restaurante chinês iluminavam a entrada, criando um contraste suave com a noite que já tinha tomado conta da cidade.

Heitor estacionou.

E, antes mesmo de sair…

olhou para ela novamente.

Como se aquela noite fosse mais do que um simples jantar.

E, no fundo…

os dois sabiam que era.

O restaurante estava cheio, mas, ainda assim, parecia silencioso demais para os dois.

Eles se sentaram um de frente para o outro. O clima leve do carro havia ficado do lado de fora, substituído por algo mais denso… mais sério.

O garçom se aproximou, anotou o pedido e se afastou.

E então…

não havia mais distrações.

Lais apoiou os braços sobre a mesa, olhando diretamente para ele.

— Então… qual é a proposta?

Heitor soltou um leve suspiro, passando a mão pelo queixo.

— Calma, senhora… — disse, tentando suavizar. — Posso me explicar primeiro?

Ela inclinou levemente a cabeça.

— Pode tentar.

Ele assentiu, ficando sério.

— Lais… aquela mulher… — começou, escolhendo as palavras. — A gente tinha um caso. De vez em quando. Nunca foi nada sério… e já fazia tempo que não nos víamos.

Fez uma pausa.

— Eu não fazia ideia de que ela estaria lá.

Lais sustentou o olhar, sem reação.

— Ok. Explicado.

Simples.

Direto.

Mas não significava que estava tudo resolvido.

Heitor respirou fundo.

— Eu sempre fui sincero com você.

Os olhos dele ficaram fixos nela.

Diferentes.

Mais intensos.

— Lais… eu gosto de você. Gosto do seu jeito, de como você ri das minhas piadas, mesmo quando não têm graça. Gosto quando você j**a o cabelo no meu rosto sem perceber.

Fez uma pausa, os olhos presos nos dela.

— O seu cheiro me deixa completamente perdido.

Ela piscou, surpresa.

Nunca tinha ouvido ele falar assim.

Nunca.

Mas ele não parou.

— Eu poderia continuar aqui falando tudo que eu amo em você… — disse, mais baixo. — Mas a verdade é que… eu não estou pronto para um relacionamento.

Fez uma pequena pausa.

— E você também já deixou isso claro.

Lais desviou o olhar por um segundo.

— Hm… vou pensar.

Deu de ombros.

— Te respondo depois.

Heitor assentiu, aceitando.

— Justo.

Fez uma pausa.

E então sorriu.

— Agora… posso falar da proposta de verdade?

Lais franziu a testa.

— Essa não era?

Ele negou com a cabeça.

— Não.

Se inclinou levemente sobre a mesa.

— A filial de Rio Verde ficou sem alguém de confiança em Relações Internacionais. Tivemos que transferir quem estava aqui… e eu fiquei sem ninguém na matriz.

Os olhos dele brilharam de leve.

— E aí eu lembrei de alguém.

Lais já estava atenta.

— De quem?

Ele sorriu.

— De uma mulher incrível… e gostosa, formada em Relações Internacionais… inteligente, determinada… e que, por acaso, eu confio muito.

Fez uma pausa.

— Você.

Lais abriu a boca, surpresa.

Ele continuou, tranquilo:

— Eu quero você trabalhando comigo. Diretamente comigo.

O silêncio agora era outro.

Surpresa.

— O salário… — ele completou — é três vezes maior do que você ganha hoje. Plano de saúde pra você e até dois membros da sua família… e alguns outros bônus extra.

Os olhos dele se fixaram nos dela.

— Então… você aceita?

— Posso pensar?

Heitor inclinou levemente a cabeça, sem desviar os olhos.

— Vinte e quatro horas, Lais. Nem um minuto a mais.

O garçom voltou com os pratos, acomodando tudo sobre a mesa com cuidado. Serviu mais vinho e, em silêncio, se retirou.

Heitor apoiou o braço na mesa, o olhar fixo nela.

— Agora podemos aproveitar o jantar… — disse, com um leve sorriso. — Quero aproveitar a companhia dessa linda mulher à minha frente.

Lais desviou o olhar para o prato, mas não por desinteresse.

Muito pelo contrário.

O jantar seguiu entre conversas leves, quase normais… mas nada ali era realmente simples.

Porque, por dentro, tudo estava longe de estar calmo.

O coração dela batia rápido demais, os pensamentos se atropelavam, e manter a expressão tranquila começava a exigir mais esforço do que deveria.

Lais não sabia se estava mais mexida com a proposta… ou com ele.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário