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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 488

A mensagem chegou no meio da tarde.

Curta. Direta. Típica de Nathalia.

-> “Amiga, passa no clube hoje à noite. Precisamos falar sobre o contrato do apartamento.”

Lais leu duas vezes, achando estranho o tom formal vindo dela, mas não questionou. Respondeu confirmando e, mais tarde, avisou Laila, que aceitou na mesma hora — principalmente depois de ouvir a palavra “clube”.

A noite caiu rápida, e, quando chegaram ao local, o ambiente já estava movimentado. Luzes suaves, música ao fundo, gente bem vestida circulando com naturalidade. Lais caminhou ao lado da irmã, procurando Nathalia com o olhar, ainda tentando entender por que aquilo não parecia uma simples conversa sobre contrato.

E então—

— SURPRESA!

A voz veio em coro.

Lais parou no meio do salão, completamente pega de surpresa enquanto as meninas surgiam, rindo, animadas, algumas já com taças na mão. Nathalia apareceu no meio delas, sorrindo largo.

— Você achou mesmo que eu ia resolver contrato em clube?

Lais levou a mão ao peito, rindo, ainda processando.

— Eu… achei.

— Ingênua — Nathalia provocou, abraçando-a. — Isso aqui é pra você. Novo cargo, vida nova… a gente tinha que comemorar.

Lais olhou ao redor, encontrando amiga, cada sorriso sincero, e, por um instante, sentiu algo diferente.

Pertencimento.

— Obrigada… — murmurou, mais emocionada do que esperava.

— Ainda não acabou — Nathalia disse, piscando. — Agora vem a melhor parte.

E, como se fosse ensaiado, os comentários começaram.

— Então… — Sofia cruzou os braços, olhando com um sorriso de canto. — já pode assumir que vocês estão namorando?

Lais revirou os olhos na hora.

— Não.

— Ah, claro… — Emma riu. — trabalham juntos, saem juntos, se olham daquele jeito…

— Não estamos namorando — repetiu Lais, firme.

— Tá bom — Eloise ergueu as mãos em rendição falsa. — vocês não estão namorando…

Fez uma pausa dramática.

— …só estão praticamente casados.

As risadas vieram.

Lais tentou manter a postura, mas acabou rindo junto, balançando a cabeça.

— Vocês são impossíveis.

Mas, no fundo…

aquela ideia não parecia tão absurda quanto antes.

Os dias passaram rápido depois disso.

E, antes que percebesse, o grande dia chegou.

O casamento de Nathalia e Ricardo.

O ambiente estava impecável. Elegante. Emocionante na medida certa. Lais ajustava o vestido enquanto observava tudo ao redor, sentindo aquela mistura estranha de felicidade e algo mais difícil de nomear.

— Nervosa?

A voz veio ao lado.

Ela virou o rosto.

Heitor.

Impecável, como sempre.

— Não é meu casamento — respondeu, com um meio sorriso.

Ele inclinou levemente a cabeça.

— Ainda.

Lais arqueou a sobrancelha.

— Confiante demais.

— Realista.

O olhar entre os dois se sustentou por um segundo a mais do que deveria.

E então foram chamados.

Entraram juntos.

Lado a lado.

E, por alguns instantes, parecia natural demais.

Como se sempre tivesse sido assim.

Durante a cerimônia, trocaram olhares discretos. Pequenos sorrisos. Nada exagerado. Mas o suficiente para ser percebido… por quem prestasse atenção.

Na recepção, a música começou, e as pessoas foram se soltando aos poucos. Conversas, risadas, brindes.

Heitor se aproximou.

— Vai dançar ou vai fingir que não sabe?

Lais riu.

— Eu sei dançar.

— Então prova.

Ele estendeu a mão.

E ela aceitou.

A dança começou leve, mas a proximidade… não.

As mãos dele na cintura dela eram firmes, seguras. O corpo dela se encaixava naturalmente ao dele, como se já conhecesse aquele espaço.

— A gente precisa parar de fazer isso em público — ela murmurou.

— Fazer o quê? — ele provocou.

— Parecer um casal. Isso era uma regra do contrato.

Ele sorriu de lado.

— A gente só parece?

O coração dela acelerou.

Mas ela não respondeu.

A música seguiu.

E, por alguns minutos…

foi fácil esquecer.

Depois, o momento chegou.

O buquê.

As mulheres se reuniram, rindo, disputando espaço, brincando entre si. Lais ficou um pouco mais atrás, sem muita intenção de participar de verdade.

— Vai lá — Nathalia gritou, já posicionada. — Isso é tradição!

— Eu tô bem aqui! — respondeu, rindo.

Mas foi puxada.

Empurrada.

E, quando percebeu—

o buquê já estava no ar.

O tempo pareceu desacelerar.

E então…

caiu.

Direto nas mãos dela.

O silêncio veio por um segundo.

E depois—

gritos, risadas, comemoração.

— EU FALEI! — Nathalia gritou, apontando.

Lais ficou parada, olhando para o buquê nas mãos.

Sem reação.

Sem saber se ria… ou se pensava.

Quando levantou o olhar…

encontrou o de Heitor.

Ele estava sorrindo.

Mas não era só humor.

Havia algo ali.

Mais profundo.

Mais perigoso.

Mais real.

A festa seguiu.

Mas, em algum momento, os dois acabaram se afastando do barulho. Um canto mais silencioso, mais íntimo, longe dos olhares curiosos.

— Você acredita nessas coisas? — ele perguntou, olhando para o buquê ainda nas mãos dela.

Lais deu de ombros.

— Não sei.

Fez uma pausa.

— Acho que depende.

— Do quê?

Ela olhou para ele.

Por um segundo mais longo do que deveria.

— Da pessoa.

O silêncio veio.

Mas não foi desconfortável.

Foi… carregado.

Heitor se aproximou um pouco mais, o suficiente para que ela sentisse a presença dele sem precisar tocar.

— E você acha que está com a pessoa certa?

A pergunta ficou no ar.

Perigosa.

Lais não respondeu de imediato.

Porque, pela primeira vez…

não tinha certeza se queria brincar com aquilo.

O olhar dela sustentou o dele.

Sem ironia.

Sem fuga.

— Eu acho… — começou, em voz baixa — que a gente está fingindo que isso é mais simples do que realmente é.

Ele não desviou.

Nem recuou.

— E você quer que seja mais complicado?

O coração dela acelerou.

Mas, dessa vez…

ela não fugiu.

— Eu não sei… — confessou, mais baixo. — E isso é o que mais me assusta.

A sinceridade veio crua.

Rara.

E suficiente.

Porque, naquele momento…

não era sobre desejo.

Era sobre algo que começava a crescer…

mesmo sem permissão.

Os dois sentiram.

Nos dias que se seguiram, a proximidade entre eles deixou de ser apenas física.

E foi assim que, quase sem perceber, Lais acabou atravessando uma linha que não tinha volta.

A casa era exatamente como Lais lembrava.

Aconchegante.

Cheia de vida.

Com aquele tipo de energia que não se compra — se constrói.

Diferente de tudo que envolvia Heitor no trabalho.

Ali não havia formalidade.

Não havia distância.

Havia risadas, vozes sobrepostas, o cheiro de comida vindo da cozinha…

e uma sensação perigosa de pertencimento.

— Finalmente você veio! — Dona Lurdes Reis apareceu na sala, abrindo os braços antes mesmo que Lais pudesse reagir.

Lais sorriu na hora.

— Eu também estava com saudade.

E foi puxada para um abraço apertado, verdadeiro.

— Já estou sentindo falta do nosso café com baralho… — completou Dona Lurdes, com um leve tom de reclamação.

Heitor, que vinha logo atrás, parou no meio do caminho.

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