O relógio na parede marcava pouco mais de 18h. O escritório estava mergulhado em um silêncio raro, quebrado apenas pelo som frenético das teclas sob os dedos de Laís. Ela revisava os últimos relatórios; a ansiedade para sua primeira viagem oficial como executiva corria por suas veias.
Foi quando o som da porta se abrindo interrompeu seus pensamentos. Heitor entrou com aquela postura de dono do mundo, a gravata já levemente frouxa.
— Trabalhando até tarde? — perguntou ele, o tom de voz carregado de uma familiaridade perigosa.
Laís se afastou da mesa, recostando-se na cadeira com um sorriso de lado.
— É o jeito. Tenho um chefe muito rígido, sabe como é.
Heitor soltou uma risada grave, os olhos escurecendo.
— E você? O que faz aqui essa hora? — ela questionou.
— Estava de saída, mas sua secretária mencionou que você ainda estava aqui. Já mandei ela para casa — ele respondeu, dando passos lentos até ela. — Vim cobrar minha dívida.
Laís franziu o cenho, divertida. — Que dívida, Heitor?
— Você se recusou a me levar para dormir na sua casa, usando sua irmã adulta como desculpa. — Ele parou atrás da cadeira dela, as mãos grandes descendo para a cintura de Laís. Em um movimento firme e repentino, ele a levantou da cadeira, colando o corpo dela ao seu. — Já que não foi na sua casa, agora vai ser aqui mesmo, na sua sala.
— Você é um cachorro safado, Heitor — ela sussurrou, sentindo o calor dele incendiar sua pele.
— Sim. E sou o seu cachorro — ele rosnou, antes de tomar a boca dela em um beijo quente, úmido e faminto.
Heitor a conduziu em direção ao sofá de couro no canto da sala, mas não a deixou sentar. Ele a manteve em pé, as mãos subindo pelo vestido dela até encontrar o fecho. Com uma agilidade impaciente, ele a livrou da peça. O vestido caiu aos pés de Laís, deixando-a apenas de lingerie fina diante dele.
Ele se afastou um passo, os olhos devorando cada centímetro da pele dela, desde o colo pulsante até as pernas torneadas.
— Você é deslumbrante, Laís. Uma obra de arte que eu quero destruir — ele confessou, a voz rouca.
Laís riu, um som carregado de luxúria, e avançou para ele. Seus dedos ágeis abriram os botões da camisa social de Heitor, revelando o peito largo e definido. Ele se livrou da calça e do cinto com pressa, ficando apenas de cueca, onde o volume rígido já não podia mais ser ignorado.
Com um olhar desafiador, Laís espalmou as mãos no peito dele e o empurrou com força. Heitor caiu sentado no sofá, surpreso e excitado pela audácia dela.
Sem desviar o olhar, ela se ajoelhou entre as pernas dele. Laís o libertou da última peça de roupa, sentindo a pulsação do membro dele contra seu rosto. Ela começou com carícias lentas, usando a ponta da língua para traçar o contorno, antes de envolvê-lo completamente.
Heitor jogou a cabeça para trás, as mãos cravando-se no encosto do sofá enquanto soltava um gemido baixo e gutural. O calor da boca de Laís era o paraíso e o inferno ao mesmo tempo. Ela trabalhava com vontade, alternando a pressão e o ritmo, deliciando-se com o controle que tinha sobre o prazer dele.
Após alguns minutos de uma entrega intensa, Laís se levantou lentamente. Ela passou o polegar pelos lábios, limpando o rastro da lubrificação dele com um sorriso vitorioso. Sem dizer uma palavra, ela montou no colo dele, as pernas abertas sobre o quadril firme de Heitor.
Ele segurou o quadril dela com força, ajudando-a a descer sobre ele. O encaixe foi perfeito, arrancando um arquejo simultâneo de ambos. Laís começou a se mover, um ritmo selvagem que fazia o couro do sofá ranger sob o peso dos corpos.
As mãos de Heitor subiam e desciam pelas costas dela, ora apertando sua bunda, ora puxando seu cabelo para que ela o beijasse. O escritório, que antes era um local de negócios, agora era um santuário de prazer bruto.
A tensão no baixo ventre de Laís tornou-se insuportável. Ela apertou os músculos ao redor dele, sentindo Heitor atingir o limite junto com ela. O orgasmo veio como uma descarga elétrica, avassalador e ruidoso. Eles se mantiveram abraçados por longos minutos, os corações batendo contra as costelas, enquanto o suor esfriava no ar condicionado da sala.
O dia da viagem de trabalho finalmente chegou.
E, ainda assim, acabou se tornando mais do que deveria.
Dias fora da rotina, longe da pressão constante… e, principalmente, longe dele. Entre reuniões e compromissos, sobravam pequenos intervalos — momentos leves, risadas fáceis, noites que se estendiam um pouco além do planejado. Por algumas horas, Lais conseguia desligar.
Ou pelo menos… fingir que conseguia
Naquela noite, depois de um dia de trabalho intenso, Lais decidiu passar pelo bar do hotel. O ambiente estava cheio, o som alto, luzes baixas… e uma atmosfera perfeita para esquecer, ainda que por algumas horas, todas as responsabilidades.
Ela estava sentada em uma mesa próxima ao balcão, uma taça na mão, rindo de algo que o rapaz à sua frente acabara de dizer.
— Você continua igual — ele comentou, divertido. — Sempre rindo das minhas piadas ruins.
Ela balançou a cabeça, sorrindo.
— Você continua fazendo as mesmas piadas.
— E você continua gostando.
Ela deu um gole na bebida, apoiando o cotovelo na mesa.
— Talvez eu só tenha nostalgia da época da faculdade.
Ele inclinou levemente a cabeça.
— Ou talvez você sinta falta de mim.
Lais riu.
— Não se empolga.
Mas não afastou.
Do outro lado do ambiente… Heitor observava.
Imóvel.
O olhar fixo na cena.
Ele não estava ali por acaso. Na verdade, nem deveria estar ali. Mas, ao saber da viagem, algo nele simplesmente não conseguiu ignorar. Não era preocupação. Não era curiosidade.
Era… outra coisa.
Algo que ele ainda não queria nomear.
E então viu.
Ela.
Rindo.
Solta.
Confortável.
Com outro homem.
O maxilar travou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...