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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 487

Lais parou diante do prédio por um breve instante, ajustando a bolsa no ombro antes de entrar. Desta vez, não havia hesitação. Não havia dúvida. Apenas decisão. O salto firme marcava cada passo enquanto atravessava a recepção, a postura ereta, o olhar direto.Ela já não era mais a mulher que aparecia sem aviso. Agora, ela fazia parte daquele lugar.

E isso mudava tudo.

Alguns olhares se voltaram na direção dela assim que entrou. Discretos… outros nem tanto. Curiosos. Avaliando. Julgando. Lais percebeu. Claro que percebeu. Mas não diminuiu o passo. Não desviou o olhar. Apenas seguiu em frente como se já estivesse ali há anos.

— Bom dia — cumprimentou a recepcionista, com um leve sorriso.

Dessa vez, não houve questionamento. Apenas um cumprimento respeitoso e o acesso liberado.

O elevador subiu em silêncio, e, por um segundo, Lais observou o próprio reflexo no espelho. A roupa impecável. O cabelo alinhado. A expressão firme. Por fora, tudo parecia exatamente como deveria ser.

Por dentro… nem tanto.

As portas se abriram.

E o ambiente mudou.

Mais sério. Mais técnico. Mais… profissional.

— Senhorita Lais? — uma voz chamou.

Ela virou o rosto e encontrou um dos assistentes.

— O senhor Heitor pediu para avisar que a reunião começa em cinco minutos.

Nada de “ele vai te receber”.

Nada de intimidade.

Lais assentiu, tranquila.

— Obrigada.

Seguiu pelo corredor, sentindo os olhares novamente. Alguns cochichos baixos. Nada direto. Mas o suficiente.

Ela já esperava.

Sala de reuniões.

Entrou.

E lá estava ele.

Heitor não levantou imediatamente. Não sorriu. Não fez nenhum gesto diferente do que faria com qualquer outro funcionário. Apenas ergueu os olhos por um breve segundo, avaliando, neutro.

Frio.

Profissional.

— Senhorita Lais — disse, em tom formal. — Pode se sentar.

Aquilo bateu.

Não forte.

Mas o suficiente.

Ela manteve a postura e se sentou, cruzando as pernas com elegância.

A reunião seguiu.

Números. Projetos. Estratégias.

Lais acompanhava tudo, participava quando necessário, respondia com segurança. E, aos poucos, o olhar dos outros começou a mudar. Já não era só curiosidade.

Era respeito.

Heitor observava.

Em silêncio.

E, no fundo… gostava do que via.

Quando a reunião terminou, todos começaram a sair, um a um, deixando a sala aos poucos.

Até restarem apenas os dois.

O silêncio voltou.

Mas não o mesmo de antes.

Esse… era mais perigoso.

Heitor se levantou devagar, apoiando as mãos na mesa, o olhar fixo nela.

— Então… — começou, a voz mais baixa agora. — senhorita Lais.

Ela arqueou levemente a sobrancelha.

— Senhor Reis.

O canto da boca dele se curvou.

— Gostou do primeiro dia?

Ela descruzou as pernas, inclinando-se levemente na cadeira.

— Mais do que eu esperava.

Ele deu alguns passos, contornando a mesa sem pressa.

— E o que exatamente você esperava?

Ela sustentou o olhar.

— Menos formalidade.

Ele parou bem próximo.

Perto demais para ser apenas profissional.

— Aqui dentro… — disse ele, baixo — as coisas funcionam de outro jeito.

— Eu percebi.

O silêncio se instalou por um segundo.

Carregado.

Os olhos dele desceram brevemente até os lábios dela… e voltaram.

— Mas não se acostuma — ele murmurou.

Ela inclinou levemente a cabeça.

— Com o quê?

Ele deu mais um passo.

Agora, não havia mais distância.

— Com essa distância.

O ar mudou.

De novo.

Ela não recuou.

Nem um centímetro.

— Talvez eu goste — provocou, em voz baixa.

O olhar dele escureceu.

E foi rápido.

Ele segurou o queixo dela com firmeza, inclinando levemente o rosto.

Quase.

Muito perto.

— Não gosta — murmurou.

O coração dela reagiu antes da razão — rápido demais, forte demais… como se já soubesse exatamente onde aquilo podia dar.

Mas o sorriso não desapareceu.

— Você parece bem confiante disso.

— Eu tenho certeza.

O silêncio ficou pesado.

O momento… perigoso.

E então—

TOC TOC

Os dois se afastaram no mesmo instante.

A porta se abriu sem esperar resposta.

— Senhor Heitor, o diretor está aguardando na sala—

O assistente parou ao perceber o clima.

Heitor já estava de volta ao seu lugar, completamente composto.

— Já estou indo — respondeu, frio.

O assistente assentiu e saiu.

O silêncio voltou.

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