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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 49

Capítulo 49

A tensão havia baixado, mas o corpo de Eloise ainda não tinha entendido isso. O medo continuava correndo por suas veias como um veneno lento, impossível de ignorar.

As imagens da cena voltavam sem pedir licença: o braço de Gabriel em volta de seu pescoço, o frio metálico da arma pressionando contra a têmpora, a respiração acelerada, o pânico gritando em sua mente enquanto ela tentava manter a calma.

E então… o instante em que tudo acabou.

O momento em que Augusto a puxou para si com tanta força, como se precisasse sentir que ela estava viva para acreditar. O calor dele, o cheiro, a firmeza no abraço. Pela primeira vez em muito tempo, ela se sentiu completamente segura.

Mas… o que estava acontecendo?

Por que ele parecia tão preocupado com ela?

Eloise se ajeitou no sofá, a caneca de chocolate quente ainda entre as mãos, e passou a observá-lo. Sentado à mesa, postura impecável, a voz firme guiando a reunião, comandando Cláudia, César, Thiago e Marcelo como se cada palavra dele tivesse o peso exato para manter tudo sob controle.

Ele não era apenas um homem bonito ou um chefe exigente.

Ali, na frente dela, estava um líder nato.

O coração dela deu um salto inesperado.

No meio de uma fala sobre entrevistas para o cargo de RH, Augusto levantou os olhos por cima do notebook e os encontrou com os dela. Por um segundo, tudo ao redor pareceu se calar.

O estômago dela revirou. O peito apertou.

Eloise desviou o olhar rápido demais, quase como se tivesse sido pega fazendo algo errado.

O que está acontecendo aqui? — ela se perguntou.

Será que ele… tinha sentimentos por ela?

Ou… pior.

Será que ela estava começando a gostar do próprio chefe?

Não, impossível.

Augusto permaneceu alguns segundos apenas olhando. Não era um olhar de simples observação, mas de alguém que se certificava, a cada piscada, de que ela estava ali, segura.

O som da campainha o fez se levantar. Pegou a sacola das mãos do segurança com um agradecimento breve e fechou a porta, mantendo o ambiente silencioso para não acordá-la.

Colocou as compras sobre a bancada da cozinha. Respirou fundo.

Ia fazer algo que não fazia havia muito tempo: cozinhar para uma mulher.

O aroma foi a primeira coisa que Eloise percebeu. Algo quente, levemente adocicado, com notas de alho dourando na manteiga e vinho branco evaporando.

Ela piscou algumas vezes, ainda sonolenta, e se deu conta de que estava deitada no sofá. Lentamente, levantou-se, seguindo o cheiro que parecia puxá-la pela curiosidade.

Augusto Monteiro estava ali. Camisa branca de mangas dobradas até os cotovelos, avental preto improvisado, concentrado enquanto mexia a frigideira. A luz lateral marcava os ombros largos e o movimento firme das mãos.

Eloise piscou de novo, incrédula.

— Eu… devo estar sonhando. Augusto Monteiro… cozinhando? — murmurou, meio rindo.

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