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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 50

Ele ergueu o olhar, finalmente percebendo sua presença. Um canto da boca se curvou num sorriso rápido.

— Surpresa?

— Bastante. Achei que o Augusto Monteiro só sabia mandar e… dar ordens.

— E quem disse que isso aqui não é uma ordem? — provocou, mexendo a frigideira antes de desligar o fogo. — Vai provar algo que só muito pouca gente já teve o privilégio.

Ela se aproximou devagar, os braços cruzados.

— Privilegiada… eu? Achei que nosso “contrato” não incluía chef particular.

— Nosso contrato inclui o que eu quiser incluir — ele rebateu, com aquela calma perigosa

— Que desperdício… — Eloise disse, se apoiando no batente da porta. — Um homem desses, que sabe cozinhar, e esconde o talento?

— Eu não escondo — respondeu, voltando a atenção para a panela. — Só reservo para ocasiões específicas. Não se acostume. É exceção.

Ela arqueou uma sobrancelha.

— E essa… é uma ocasião específica?

Ele parou por um segundo, como se avaliasse a pergunta, depois sorriu de lado.

— Digamos que… você sobreviveu a um dia de merda. Isso merece um prato decente.

Eloise deu uma risada curta, mas os olhos não deixaram de observar cada movimento dele.

— Então é um almoço de sobrevivência?

— Algo assim — disse, servindo a massa fumegante em dois pratos. — Mas cuidado… sobreviveu a hoje, agora precisa sobreviver à minha culinária.

Ela se aproximou, sentou-se na bancada, mas não tirou os olhos dele. O movimento das mãos, o jeito como o avental marcava o tronco, o aroma quente que se espalhava pelo ar… era impossível não reparar.

— Depois de hoje, Monteiro… eu enfrento qualquer coisa. Até você.

O olhar dele encontrou o dela. Um segundo a mais e o ar pareceu mudar de densidade. Então, com aquele tom controlado que só ele sabia usar, respondeu:

— Quero ver até onde vai essa coragem, Eloise.

Os dois se sentaram à mesa da suíte. A chuva batia contra os vidros, criando uma trilha sonora suave para o jantar improvisado.

Eloise provou a primeira garfada e não conseguiu esconder o sorriso.

— Isso está… absurdamente bom.

Augusto arqueou uma sobrancelha, bebendo um gole de vinho.

— Surpresa?

— Vai continuar me olhando assim? — ela perguntou, arqueando uma sobrancelha.

— Estou só aproveitando a vista — disse, sem disfarçar. — A comida é boa… mas a companhia é melhor.

O resto da refeição foi regado a silêncios carregados e pequenas trocas de olhar que diziam mais do que qualquer palavra.

Quando terminaram, Eloise se levantou para recolher os pratos.

— Deixa que eu lavo… — começou, estendendo a mão para o primeiro.

Mas antes que pudesse pegá-lo, Augusto já estava em pé. Ele se aproximou e, em um movimento calculado, posicionou o corpo entre ela e a mesa, impedindo-a de se afastar.

Eloise sentiu o coração bater contra as costelas. Parte dela queria recuar. Outra… queria ver até onde aquilo iria.

Ele se inclinou mais um pouco, apenas o suficiente para que o roçar de sua respiração fosse sentido na pele dela.

— Deixa que eu cuido disso depois — murmurou, a voz grave e baixa, enquanto o olhar se fixava no dela.

— Augusto… — sua voz saiu mais baixa do que pretendia.

— Shhh… — o olhar dele desceu até os lábios dela, e um sorriso lento se formou. — Você não vai a lugar nenhum agora.

Por um segundo, ficaram imóveis, a respiração de um misturando-se à do outro.

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