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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 492

O clube estava movimentado naquela noite.

Luzes baixas, música ambiente, o som seco das bolas de sinuca se chocando ao fundo. Em uma das salas privadas, longe do restante das pessoas, eles estavam reunidos como sempre.

Augusto, Ricardo, Thomas, Thiago, Enzo… e Heitor.

Bebidas espalhadas sobre a mesa.

Conversas soltas.

Risos.

Thomas, Thiago e Enzo disputavam uma partida de sinuca, enquanto Augusto e Ricardo observavam, comentando de vez em quando.

Heitor estava mais quieto.

Encostado na poltrona, girando o copo de whisky entre os dedos, olhando o líquido como se buscasse ali alguma resposta.

Mas não encontrou.

Porque, no fundo…

ele já sabia.

Sem aviso, se levantou.

— Vou pedir a Lais em namoro.

A frase saiu alta.

Direta.

Sem preparação.

O impacto foi imediato.

O som da sinuca parou.

Os olhares se voltaram para ele na mesma hora.

Até quem estava prestes a jogar… congelou.

Heitor passou a mão pelo rosto, soltando um pequeno suspiro, como se só então percebesse o que tinha acabado de dizer.

— Mas… — continuou, agora mais baixo — não sei se ela vai aceitar.

O silêncio durou um segundo.

Dois.

E então Augusto foi o primeiro a falar.

— Vai aceitar.

Simples.

Direto.

Ricardo concordou, dando um leve sorriso.

— Vocês praticamente já são um casal, Heitor. Só falta oficializar.

Heitor soltou uma risada curta, sem humor.

— É aí que tá o problema.

Passou a mão pela nuca, inquieto.

— A gente tem um acordo… sem DR, sem cobrança, sem peso de relacionamento.

Olhou para eles.

— E quando vira namoro… vem tudo isso junto.

Thomas apoiou o taco no chão, cruzando os braços.

— Isso não é regra.

Heitor franziu a testa.

— Não?

— Não — respondeu Thomas, firme. — Relacionamento não precisa vir com peso. Isso é escolha.

Deu um passo à frente.

— Diálogo evita isso. E vocês dois têm isso, não têm?

Heitor hesitou.

Mas assentiu.

— Temos…

Soltou o ar devagar.

— Mas ela sempre deixou claro que não quer se envolver. Que não tá pronta.

Olhou para o copo novamente.

— Ela diz que tem a irmã pra cuidar… que não pode se dar ao luxo de complicar a vida.

Fez uma pausa.

— E agora que a gente tá mais próximo… eu não sei.

O incômodo estava ali.

Claro.

— Talvez ela só… não queira mesmo.

O silêncio voltou.

Dessa vez mais denso.

Thiago foi quem quebrou.

— Você não vai saber enquanto não perguntar.

Simples assim.

Heitor ergueu o olhar.

— E se ela disser não?

Enzo entrou na conversa, encostando o taco na mesa.

— Então você fala que vai esperar.

Todos olharam para ele.

— Esperar? — repetiu Heitor, arqueando a sobrancelha.

— É — continuou Enzo, confiante. — Fala que entende, que respeita… mas que vai estar ali quando ela estiver pronta.

Deu de ombros.

— Isso quebra qualquer argumento.

Thiago soltou uma risada.

— Enzo claramente nunca lidou com uma mulher de verdade.

O grupo riu na mesma hora.

— Qual foi? — rebateu Enzo, indignado. — Tô falando sério!

— Tá falando merda — respondeu Thiago, ainda rindo.

Thomas balançou a cabeça, divertido.

Ricardo só observava.

E Augusto…

Augusto não ria.

Apenas encarava Heitor.

Como se soubesse.

Como se já tivesse visto aquele tipo de situação antes.

Heitor passou a mão no rosto mais uma vez.

Mas, dessa vez, algo dentro dele já estava decidido.

Entre dúvidas.

Medos.

E possibilidades… ele já tinha escolhido o próximo passo.

Sutil.

Mas mudou.

Ela ajustou o aparelho, mexeu em alguns comandos, inclinou a cabeça levemente.

Lais percebeu.

Na hora.

— Tá tudo bem? — perguntou, franzindo a testa.

Beatriz não respondeu imediatamente.

Olhou para Lais.

Depois para o monitor.

E então desligou o aparelho.

— Terminamos — disse, afastando-se. — Pode se trocar que eu já falo com você.

Lais se apoiou nos cotovelos, confusa.

— Beatriz… pode falar agora.

O tom veio mais direto.

Mais sério.

Beatriz hesitou por um segundo.

Mas não desviou.

— Lais…

Fez uma pequena pausa.

— Você está grávida.

— Aproximadamente… sete semanas.

O silêncio que se seguiu foi absoluto, como se o mundo tivesse simplesmente pausado ao redor dela.

Lais piscou uma vez.

Duas.

Tentando processar.

Tentando entender.

Mas a única coisa que saiu foi automática.

Crua.

— Que merda…

A frase escapou antes mesmo que ela pudesse pensar.

Sem filtro.

Sem controle.

Era surpresa.

Era choque.

Era tudo ao mesmo tempo.

Porque aquilo…não estava nos planos.

Ela não tinha um relacionamento.

Não tinha estabilidade emocional.

Não tinha espaço pra aquilo.

E, ainda assim, estava ali.

Real.

Incontestável.

Irreversível.

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