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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 503

Em um movimento lento e calculado, ela puxou a cadeira.

O som arrastando pelo chão ecoou no silêncio carregado da boate, chamando ainda mais atenção. Sem pressa, subiu novamente ao palco, posicionando a cadeira no centro, como se aquilo fizesse parte de um ritual já ensaiado.

E talvez fizesse.

A luz vermelha pulsava ao redor, refletindo na máscara, destacando cada contorno do corpo dela enquanto a música crescia.

— I see red, red, oh red…

— Gun to your head, head, to your head… oh…

A voz dela não era apenas cantada.

Era sentida.

Cada palavra carregava uma intensidade diferente, mais sombria, mais profunda, mais envolvente.

— Executioner style, and there won’t be no trial…

— Don’tcha know that you’re better off dead…

Ela se moveu ao redor da cadeira, o corpo acompanhando o ritmo com precisão, sem exageros, sem pressa — apenas o suficiente para prender todos os olhares. Não era sobre exposição. Era sobre controle.

E ela tinha.

Completamente.

— All I see red, red, oh red…

— Now all I see is…

Ela deslizou a mão pela cadeira, girou, sentou-se com firmeza e se levantou novamente, transformando cada movimento em parte da performance, como se o palco fosse uma extensão dela.

A reação veio na hora.

O público foi à loucura.

Os olhares se fixaram nela, enquanto algumas respirações pareciam presas no ar e comentários baixos surgiam, carregados de fascínio.

Entre eles… o homem misterioso.

Diferente dos outros, ele não reagia com entusiasmo.

Ele observava.

Tentando atravessar a máscara.

Ler os gestos.

Entender o que estava por trás daquela construção perfeita.

Mas, pela primeira vez…

ele não estava no controle da situação.

Ela estava.

— Run… hide… you’re so… done…

— Better sleep with one eye open tonight…

A música crescia.

E com ela… a tensão.

Heitor já não estava mais onde estava antes.

Sem perceber, ele se aproximou.

Mais perto.

Mais envolvido.

Os olhos presos nela como se qualquer desvio significasse perder algo importante.

Quando ela deslizou o robe preto pelos ombros e o lançou para a plateia, o movimento foi natural, parte da performance.

Mas o destino fez o resto.

O tecido caiu.

E foi ele quem pegou.

— I see red, red, oh red…

— Gun to your head, head, to your head… oh…

Heitor segurou o tecido por um segundo a mais do que deveria.

O cheiro ainda estava ali.

Sutil.

Mas presente.

E aquilo…

mexeu com ele.

No palco, Lais não parava.

Agora mais intensa.

Mais segura.

Mais perigosa.

Cada movimento parecia calculado para confundir, seduzir e, ao mesmo tempo, manter distância.

— Executioner style, and there won’t be no trial…

— Don’tcha know that you’re better off dead…

Ela subiu novamente na cadeira, dominando o espaço com presença, sem esforço, como se já soubesse exatamente o efeito que causava.

E sabia.

— All I see red, red, oh red…

— Now all I see is…

A música foi diminuindo.

O corpo desacelerando junto.

Até parar.

Ela se sentou.

A cabeça baixa.

Imóvel.

Silenciosa.

Enquanto o último eco da música desaparecia no ambiente.

E, por alguns segundos…

ninguém respirou.

Heitor não pensou duas vezes.

Assim que a apresentação terminou, ele atravessou a boate em linha reta, ignorando os olhares, os chamados, o barulho ao redor. O foco era um só.

Ela.

Ou pelo menos… entender quem ela era.

Chegou até a entrada dos bastidores e tentou passar.

Mas não conseguiu.

O segurança bloqueou o caminho sem esforço.

— Só pessoal autorizado.

Heitor estreitou os olhos, irritado.

— Eu só quero falar com ela.

— Todo mundo quer — respondeu o homem, sem mudar a expressão.

Heitor soltou o ar, passando a mão pelo rosto, tentando controlar a impaciência que já começava a subir.

— Então chama ela.

O segurança não se moveu.

— Não funciona assim.

O silêncio entre os dois ficou pesado por um segundo.

E então—

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