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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 506

Lais caminhou até o pequeno freezer no canto do camarim, sentindo a garganta seca e o corpo pedindo algum tipo de alívio, nem que fosse apenas alguns segundos de silêncio interno. Pegou uma garrafa de água, abriu com certa pressa e levou aos lábios, bebendo em goles longos, tentando organizar os pensamentos que pareciam embaralhados demais para fazer sentido naquele momento. Do outro lado, César a observava com atenção, sem pressa, como alguém que não queria interromper, mas também não desviava o olhar.

Ela fechou a garrafa, respirou fundo e virou-se na direção dele, já mais firme.

— O que você quer?

A pergunta saiu direta, sem rodeios, carregada de um cansaço que não vinha apenas daquela noite.

César sustentou o olhar dela, sem hesitar.

— Sinceramente… uma chance de te conhecer. Mas eu sei que agora não é o momento.

Havia algo diferente no tom dele, algo que não parecia ensaiado. Ainda assim, Lais não suavizou.

— Não mesmo.

O silêncio que se seguiu não foi desconfortável para ele, mas para ela trouxe ainda mais peso. César observou por alguns segundos, como se estivesse avaliando até onde poderia ir, até que decidiu arriscar.

— Lais… o bebê é dele?

A pergunta atingiu direto.

Ela desviou o olhar imediatamente, conformando com a cabeça antes mesmo de pensar em responder. Falar sobre aquilo ainda era difícil demais, como se cada palavra exigisse mais força do que ela tinha naquele instante.

— Ele sabe?

Lais puxou o ar com mais intensidade, sentindo o peito apertar.

— Não. Ele acha que é de outro.

As palavras escaparam junto com um desabafo preso há tempo demais. Ela se sentou logo em seguida, os ombros finalmente cedendo ao peso que vinha sustentando, como se o corpo tivesse desistido de fingir força por alguns minutos.

César franziu levemente o cenho, absorvendo a informação, e ela percebeu a confusão no rosto dele. Antes que qualquer julgamento surgisse, começou a se explicar, mesmo sem entender exatamente por quê.

— Eu nunca dei motivo pra ele desconfiar de nada. Eu trabalhava na empresa dele… eu nunca o enganei.

A voz começou a falhar, mas ela continuou.

— Na verdade… fui enganada. Achei que o que a gente tinha… era uma história de amor.

As lágrimas vieram sem pedir permissão, descendo quentes pelo rosto.

César deu um passo mais próximo, com cuidado.

— Posso me aproximar?

Lais levantou o olhar rapidamente, tentando limpar o rosto, frustrada com a própria vulnerabilidade.

— Aff… odeio esses hormônios.

Ele se aproximou mais um pouco, agora com mais segurança, mas ainda respeitando o espaço dela.

— Calma… deixa eu te ajudar, Lais.

Ela negou com a cabeça, respirando fundo.

— Não precisa.

César assentiu, aceitando o limite, mas não recuou totalmente.

— Você tem outras opções. Eu tenho empresas… você pode trabalhar em qualquer uma delas. Não precisa continuar aqui, na noite. Nesse momento, você precisa de descanso, de tranquilidade.

Lais fechou os olhos por um segundo, reunindo forças.

— Eu tenho um acordo com o Jefão.

— Ele vai entender.

Ela abriu os olhos, firme outra vez.

— Não. Eu agradeço… de verdade. Mas eu cumpro com a minha palavra.

César a observou em silêncio, agora com um respeito ainda mais evidente.

— Lais… pensa nisso. Você precisa de paz agora.

Ela não respondeu. Não porque não tinha o que dizer, mas porque qualquer resposta naquele momento abriria espaço para algo que ela ainda não estava pronta para enfrentar.

César respirou fundo, então mudou levemente a postura.

— Vamos. Eu te deixo em casa.

Ela negou quase imediatamente.

— Não precisa. Não precisa ser legal.

Um sorriso leve surgiu no rosto dele, mais solto dessa vez.

— Não estou sendo legal… estou realizando um sonho.

A forma despreocupada com que ele disse aquilo arrancou dela um pequeno silêncio surpreso.

— Vou te esperar lá fora.

Sem insistir mais, ele deu um último olhar, suave, e saiu do camarim, deixando Lais sozinha com os próprios pensamentos — e com tudo aquilo que, até então, ela vinha tentando segurar dentro de si.

Heitor já não lidava mais com dúvidas vagas ou impressões confusas. Faltava pouco. Muito pouco. No meio de todas as peças que vinha juntando nos últimos dias, existia apenas uma lacuna — pequena, mas decisiva — que ainda o impedia de transformar suspeita em certeza. E era exatamente isso que ele precisava: uma prova concreta, algo que eliminasse qualquer margem para erro.

A sensação de que estava perto demais para recuar tornava tudo ainda mais intenso.

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