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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 508

A sala de jogos da mansão de Nathalia estava cheia, iluminada por uma luz quente e confortável que contrastava com o clima que começava a se formar ali dentro. Eloise estava deitada no sofá, relaxada na aparência, mas com o olhar distante, perdida em pensamentos. No chão, sobre um tapete fofo que ocupava boa parte do espaço, Emma e Sofia estavam sentadas próximas uma da outra, distraídas em uma conversa leve que, aos poucos, ia perdendo força. Alana estava mais ao lado, deitada, observando.

Nathalia entrou carregando uma bandeja de bebidas, quebrando o silêncio que começava a se instalar.

— Trouxe álcool — disse, rindo, tentando manter o clima leve.

Colocou a bandeja na pequena mesa de centro, e cada uma pegou sua taça. Por alguns segundos, parecia apenas mais uma noite comum entre amigas, daquelas que sempre terminavam em risadas e histórias compartilhadas.

— Um brinde a nós — disse Nathalia, erguendo o copo.

— Um brinde a gente estar cumprindo o combinado — completou Eloise, com um meio sorriso.

— Aaaee — responderam todas juntas, em um coro espontâneo.

Os copos se encontraram no ar.

O som leve do brinde ecoou.

E, por um instante, tudo pareceu normal.

Mas não ficou.

Assim que voltaram a se acomodar, a conversa perdeu o tom descontraído e começou a caminhar para algo mais sério. Nathalia girava o líquido na taça, visivelmente inquieta, até que soltou o que já estava guardando há dias.

— Meninas… vocês não acham estranho a Lais ter sumido assim?

O silêncio que se seguiu foi imediato.

Ela continuou, agora mais direta:

— Ela sempre tem uma desculpa, quase não aparece mais no grupo… se mudou e nem passou o endereço. Isso não é normal.

Eloise soltou o ar, passando a mão pelo rosto.

— Ufa… eu achei que era coisa da minha cabeça — confessou. — Fiquei tentando me convencer de que ela só queria um tempo, mas… também tô achando estranho demais.

Sofia concordou com um movimento leve de cabeça.

— Ela quase não fala mais com a gente. Pelo menos comigo, praticamente nada.

O clima mudou de vez.

— E o Heitor me ligou — continuou Eloise, agora mais séria. — Pediu o endereço dela. Mas não foi só isso… tinha alguma coisa no jeito dele. Como se estivesse tentando descobrir algo além.

Nathalia revirou os olhos, cruzando os braços.

— Ele me ligou também. Cortei na hora. Nem quis ouvir.

Emma franziu a testa, pensativa.

— Ela chegou a falar onde estava trabalhando?

Todas negaram quase ao mesmo tempo.

Alana se ajeitou no lugar antes de falar:

— A irmã dela me adicionou no I*******m esses dias. A gente pode falar com ela.

Nathalia levantou o olhar na mesma hora.

— Eu tenho o número dela — disse, já pegando o celular. — A gente pode ligar… e fazer uma surpresa.

Olhou ao redor.

— Ir lá.

Por um segundo, ninguém respondeu.

E então veio tudo junto.

— Eu topo.

— Eu também.

— Só vamos.

Eloise foi a última a falar, com mais firmeza:

— Se uma de nós está passando por algo difícil… todas estamos.

Não havia mais dúvida.

Era decisão.

Mas, antes de simplesmente aparecerem, elas precisavam de uma coisa essencial: o endereço. E pedir diretamente para Lais não era uma opção. Então, sem dizer nada, ela pegou o celular e discou para Laila.

A ligação chamou algumas vezes antes de ser atendida.

— Oi, Laila. Tudo bem?

Do outro lado, a resposta veio leve, despreocupada.

— Oi, Nathalia… tudo sim. E você?

Nathalia colocou o celular no viva-voz, permitindo que todas ouvissem.

— Estou bem — respondeu, trocando um olhar rápido com as outras. — Vocês sumiram, hein. A Lais quase não aparece mais.

Laila riu de leve.

— Ah, ela tá trabalhando muito… e eu tô na correria com a faculdade. Semana de prova, você sabe como é.

Nathalia assentiu, mesmo sabendo que a outra não podia ver.

— Imagino… o importante é que está tudo bem com vocês.

Houve uma pequena pausa.

E então ela continuou, com naturalidade:

— Na verdade, eu liguei porque eu e as meninas queremos fazer uma surpresa pra sua irmã.

— Surpresa? — Laila perguntou, curiosa.

— A gente tava pensando em mandar uma cesta de café da manhã amanhã. Ela anda meio sumida, meio pra baixo… e achamos que ela tem motivos pra comemorar.

Do outro lado da linha, houve um breve silêncio.

Um detalhe pequeno.

Mas suficiente.

Porque, naquele instante, Laila entendeu errado.

Achou que Lais já tinha contado.

— Sim… muitos motivos pra comemorar — respondeu, sem perceber o que acabava de confirmar. — Eu falei isso pra ela.

As meninas trocaram olhares imediatos.

Aquilo não era só impressão.

Tinha alguma coisa.

Nathalia manteve o tom calmo, mesmo com a atenção agora totalmente redobrada.

— Pois é… então queremos fazer algo especial. Mas tem um problema — continuou. — A gente não tem o endereço novo. A Lais ficou de passar, mas nunca manda. E, se a gente pedir agora, ela pode desconfiar.

Mais uma pequena pausa.

— Você pode mandar pra gente?

Laila não hesitou.

— Claro, sim. Pode anotar.

Nathalia já estava de pé.

— Um segundo… deixa eu pegar uma caneta.

Pegou rápido o que precisava, voltou e anotou cada detalhe com atenção, repetindo o endereço para confirmar. Quando desligou, o silêncio que ficou na sala era completamente diferente do anterior.

Mais denso.

Mais carregado.

Com o endereço nas mãos e uma decisão tomada, elas estavam prestes a ajudar a amiga, sem fazer ideia do que realmente estavam enfrentando.

O caminho até o endereço foi mais silencioso do que o esperado. Nenhuma delas dizia em voz alta o que estava pensando, mas todas sentiam a mesma coisa: algo não estava certo, e estavam prestes a descobrir.

Quando chegaram, Nathalia foi a primeira a descer.

Subiram juntas.

Sem avisar.

Sem mensagem.

Sem dar tempo para desculpas.

Bateram na campainha.

Nada.

Eloise bateu na porta, com um pouco mais de insistência, mas o silêncio do outro lado continuou absoluto, como se o apartamento estivesse vazio.

Cruzou os braços, já decidida.

— Não vou sair daqui enquanto não ver ela.

Nathalia deu um passo à frente, encostando-se na parede.

— Também não.

Sofia soltou um suspiro, mas acabou sorrindo.

— Tamo juntas.

Emma levantou a mão, como se estivesse confirmando presença.

— Igualmente.

Alana completou, sem pensar duas vezes:

— Tô com vocês.

E ali ficaram.

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