Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 509

Já fazia duas semanas.

Quatorze dias inteiros desde a última vez que ele apareceu.

E, naquele tempo, muita coisa tinha mudado — não no ambiente, não na rotina, não no ritmo da boate… mas nela.

O palco continuava o mesmo. As luzes, a música, os olhares da plateia, tudo seguia exatamente como antes. Os homens ainda reagiam, os aplausos ainda vinham no momento certo, o jogo de sedução continuava funcionando como sempre funcionou. Nada havia perdido a intensidade.

Ainda assim… algo estava diferente.

Faltava alguma coisa.

Lais percebeu isso sem precisar pensar muito. Era uma ausência silenciosa, quase imperceptível para qualquer outra pessoa, mas clara demais para ser ignorada por quem sentia. Não havia mais aquele olhar fixo entre tantos outros, aquele tipo de atenção que atravessava o ambiente e se prendia nela de um jeito incômodo, insistente, difícil de ignorar.

Não havia mais ele.

E isso deveria ser bom.

Era o que ela dizia a si mesma.

Sem risco, sem tensão, sem aquela sensação constante de estar sendo observada de perto demais.

Tudo parecia mais fácil, mais seguro… mais controlado.

Mas não era.

Porque, em meio àquilo tudo, havia um desconforto que ela não conseguia explicar. Não era medo. Não era alívio. Era outra coisa. Um vazio estranho, como se alguma parte da dinâmica tivesse sido arrancada sem aviso, deixando um espaço que não deveria estar ali.

Lais tentou ignorar.

Focar no que realmente importava.

No trabalho.

No dinheiro.

No bebê.

Principalmente no bebê.

Levou a mão até a barriga de forma automática, em um gesto que já não precisava de pensamento. O toque vinha carregado de proteção, de cuidado, de uma conexão que crescia a cada dia, mesmo no meio de toda a confusão que ainda cercava sua vida.

Aquilo era real.

Aquilo importava.

O resto… não deveria importar.

Ainda assim, o incômodo persistia.

Porque não era só sobre ele ter sumido.

Era sobre a forma.

Sem aviso.

Sem tentativa.

Sem insistência.

Nada.

Como se tivesse simplesmente desistido.

E essa ideia… incomodou mais do que deveria.

Lais soltou o ar devagar, afastando o pensamento antes que ele ganhasse força demais.

— Isso é bom… — murmurou, quase em um sussurro.

A frase soou correta.

Lógica.

Coerente.

Mas não foi suficiente para convencer.

Porque, no fundo…

o que ela sentia não acompanhava o que tentava aceitar.

E, por mais que não quisesse admitir…

aquele silêncio começava a incomodar mais do que a presença dele jamais tinha incomodado.

Quando o carro parou em frente ao prédio, Lais demorou alguns segundos antes de abrir a porta. O corpo já sentia o peso do dia, da noite, das últimas semanas inteiras carregando mais do que deveria — e não era só a barriga que começava a pesar.

César virou para ela.

— Quer que eu suba com você?

A voz dele saiu suave, sem pressão, como sempre.

Lais negou com um pequeno movimento de cabeça, já puxando o ar com mais cansaço do que gostaria de demonstrar.

— Não… eu só quero um banho e dormir.

Ele assentiu, respeitando.

— Qualquer coisa, me liga.

Ela apenas concordou, saindo do carro com cuidado. Ajustou a bolsa no ombro e levou a mão até a barriga de forma automática, como se aquele gesto já fosse parte dela. O cansaço estava ali, pesado, se espalhando pelo corpo inteiro, e tudo o que ela queria naquele momento era silêncio.

Entrou no prédio.

Caminhou até o elevador.

A porta se abriu.

E, por um instante…

o mundo pareceu parar.

Elas estavam ali.

As cinco.

De pé.

Esperando.

O impacto foi imediato.

O corpo travou antes mesmo da mente conseguir reagir.

O olhar de Lais passou por cada uma delas, tentando entender, tentando encontrar alguma lógica naquela cena… mas não havia.

Só realidade.

E verdade.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário