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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 519

César apareceu no prédio de Heitor antes mesmo de o dia clarear por completo. O céu ainda carregava o cinza da madrugada, as ruas estavam quase vazias e até o silêncio da portaria parecia irritá-lo mais do que deveria. Saiu do carro sem esperar que o motorista abrisse a porta, atravessou o hall em passos duros e parou diante do balcão.

O porteiro ergueu os olhos, reconhecendo de imediato que aquele homem não estava ali para uma visita cordial.

— Senhor, me desculpe… mas só posso interfonar a partir das oito da manhã.

César o encarou incrédulo.

— Isso não existe. Eu preciso falar com esse canalha agora.

O homem manteve a postura profissional, embora claramente desconfortável.

— São ordens do morador, senhor. Se for urgente, o ideal é ligar diretamente para ele.

César travou a mandíbula. Por um instante, pareceu pronto para explodir. Mas apenas respirou fundo, virou as costas e voltou para o carro.

Entrou batendo a porta com força.

Olhou o relógio no painel.

Cinco da manhã.

— Que porra…

A raiva queimava por dentro. Não sabia se estava mais irritado com Heitor, com Lais, com a situação… ou consigo mesmo por ter chegado tarde demais.

Ficou esperando.

Cada minuto parecia ofensa pessoal.

No apartamento, Heitor já estava acordado muito antes do interfone tocar. Dormira mal, em intervalos curtos, atento a qualquer ruído vindo do quarto onde Lais descansava. Quando desistiu de voltar ao sofá, foi para a cozinha preparar café da manhã com uma concentração quase cômica para alguém que mal sabia lidar com panelas.

Separou frutas.

Colocou pão para aquecer.

Preparou café.

Organizou tudo duas vezes.

Às oito em ponto, o interfone tocou.

Heitor olhou para o aparelho e atendeu.

— César? — a voz saiu carregada de desprezo. — Que cara de pau…

Ouviu a confirmação do porteiro do outro lado.

Um sorriso lento surgiu em seus lábios.

— Pode mandar subir.

Desligou.

Olhou ao redor da sala e, num reflexo rápido, recolheu os lençóis amarrotados do sofá. Jogou tudo no armário mais próximo e ajeitou a almofada. Depois observou a própria roupa.

Samba-canção listrada.

Nada mais.

Pensou por meio segundo.

E decidiu manter exatamente assim.

O tecido baixo no quadril, o torso nu, músculos marcados, cabelo bagunçado de propósito. A imagem perfeita para irritar qualquer homem apaixonado.

Quando a campainha tocou, Heitor abriu a porta sem pressa.

César entrou antes mesmo de ser convidado. Parou e o analisou de cima a baixo por alguns segundos. O olhar desceu para a roupa. Subiu de novo para o rosto.

Nojo.

Raiva.

Ciúme.

Misturados.

— Tira essa samba-canção ridícula antes de falar comigo. — César disparou.

Heitor nem piscou.

— E você tira essa gravata de viúvo abandonado antes de entrar na minha casa.

No instante seguinte, César avançou e agarrou Heitor pelo pescoço da camiseta inexistente… percebendo tarde demais que ele estava sem camisa. Acabou fechando a mão no ombro dele.

Heitor foi mais rápido, deu um passo para trás e deixou a porta se abrir por completo.

César invadiu o apartamento com um braço estendido, procurando além dele.

— Onde ela está? — gritou.

Heitor ajeitou a postura e respondeu com calma irritante:

— Primeiro: bom dia.

César virou para ele com o olhar assassino.

Heitor continuou:

— Segundo: não é assim que se entra no apartamento dos outros.

Deu uma pausa curta, aproveitando cada segundo.

— Principalmente quando tem uma mulher grávida dormindo, descansando da noite exaustiva que teve.

A última frase saiu venenosa.

César cerrou os punhos.

— Eu vou te matar se você fez alguma coisa com ela.

Heitor soltou uma risada curta.

— Engraçado. Você é quem precisa explicar o que fizeram com ela ontem, seu otário.

César avançou um passo.

— Otário é você por perder uma mulher como Lais.

O golpe acertou.

Heitor assentiu devagar.

— Fui mesmo babaca.

A sinceridade inesperada durou pouco.

Logo os olhos endureceram.

— Mas eu amo ela. E vou lutar por ela… e pelo meu filho.

Destacou a última parte com prazer cruel.

— E quer saber? Ela me ama também, seu idiota.

César partiu para cima dele no mesmo instante.

Heitor também.

Os dois colidiram no meio da sala, derrubando uma cadeira lateral e quase levando junto uma luminária cara demais para aquela cena ridícula.

Foi então que uma voz cortou o caos.

— O que está acontecendo aqui?

Os dois congelaram.

Lais estava parada no corredor.

Vestindo uma camisa larga de Heitor.

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