Capítulo 52
Quando ele a deitou na cama, as mãos começaram a explorar cada curva, mas Eloise virou o rosto por um instante, tentando puxar ar. O peito subia e descia rápido, não só pelo desejo, mas pela consciência que começava a gritar lá no fundo. Num lampejo de lucidez, tocou o peito dele para afastá-lo,
— Augusto… — a voz saiu quase um sussurro, trêmula. — Isso… isso não é certo… você é o meu chefe… e eu… nós não deveríamos…
A frase morreu no ar quando ele aproximou o rosto, os olhos verdes queimando contra os dela. A mão dele segurou o rosto dela com firmeza, fazendo-a encará-lo sem escapatória.
— Foda-se tudo isso, Eloise. — A voz saiu baixa, rouca, carregada de desejo. — Eu quero você… agora.
Foi como se aquelas palavras derrubassem qualquer barreira que ainda restava. O corpo dela cedeu antes que a mente pudesse reagir. Ele a puxou para um beijo voraz, desses que roubam o ar, enquanto as mãos deslizavam por sua pele quente, marcando territórios que jamais seriam esquecidos.
O corpo de Eloise queimava. A respiração se tornava irregular, o coração batia em um compasso acelerado e o mundo inteiro se reduzia àquele toque. As pernas dela continuavam entrelaçadas na cintura dele, prendendo-o como se tivesse medo de que ele escapasse..
As mãos dele eram firmes, seguras, mas sabiam ser suaves quando precisavam. Exploravam cada linha, cada contorno, provocando suspiros que escapavam sem controle. Os lábios dele percorriam o pescoço dela, subindo até a orelha, onde mordeu de leve, arrancando um gemido abafado.
A chuva batia forte na janela, mas dentro daquele quarto o ar era pesado, quente, carregado.
— Você não tem ideia do que faz comigo… — sussurrou contra a pele dela, e um arrepio percorreu sua espinha.
Augusto a posicionou, pressionando seu corpo contra o dele, e o encaixe a fez soltar um som carregado de desejo. O ritmo começou lento, provocante, mas logo ganhou urgência. Ele guiava e Eloise se entregava ao mesmo tempo, o provocava, arranhando levemente suas costas, arrancando dele um gruninho baixo e grave que a fez sorrir entre um beijo e outro.
O mundo sumiu. Não havia mais empresa, escândalo, ameaças. Apenas dois corpos que se encontravam como se tivessem esperado a vida inteira por aquilo.
Ele a olhou como se pudesse atravessa-lá.
— Goza pra mim, goza— pediu, num tom que soava como ordem e súplica ao mesmo tempo. Fazendo o corpo dela estremecer.
O mundo pareceu desaparecer quando ela se entregou por completo, o corpo inteiro reagindo em arrepios, uma mistura arrebatadora de prazer e segurança. Ela fechou os olhos, ainda sentindo o peso dele, o calor, o cheiro. Ele manteve a mão firme em sua cintura, como se quisesse gravar cada segundo daquela entrega.
Ainda ofegante, Augusto a puxou para se deitar junto a ele, sem soltar sua cintura. Arrastou-a para mais perto, os corpos colados, o peito dele subindo e descendo pesadamente.
Por alguns segundos, não houve palavras, como se o mundo tivesse desacelerado para assistir ao que restava daquele instante — apenas o som da chuva na janela e o calor dos corpos entrelaçados. Ele manteve os olhos fixos nos dela, intensos, quase selvagens.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...