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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 53

Capítulo 53

O quarto estava mergulhado numa penumbra suave, iluminado apenas pela luz cinza que filtrava pelas cortinas. A chuva lá fora continuava firme, como se quisesse embalar o silêncio que se instalara.

Augusto ainda mantinha o braço firme ao redor da cintura dela, como se não tivesse intenção de soltá-la tão cedo. Eloise, ainda ofegante, sentia o calor dele colado ao seu corpo, o coração dele batendo num compasso que aos poucos ia desacelerando junto ao dela.

Por um instante, nenhum dos dois falou. Era como se a respiração mútua fosse suficiente para preencher o espaço.

Ele a olhou de lado, os olhos verdes agora menos intensos, mas carregados de algo difícil de decifrar. Passou os dedos levemente pelo rosto dela, afastando uma mecha de cabelo úmida de suor.

— Vem — disse, num tom mais baixo e suave do que ela estava acostumada a ouvir.

Eloise franziu levemente a testa, mas permitiu que ele a guiasse até o banheiro. A água quente já corria quando ela entrou, sentindo o vapor envolver seu corpo.

Augusto entrou logo atrás, sem pressa, e puxou-a para junto dele debaixo do jato quente. O contato da água com a pele trouxe um suspiro involuntário dela, como se lavasse não só o corpo, mas também a tensão que ainda restava.

Ele não falou nada por alguns minutos. Apenas passou as mãos por seus ombros, costas, quadris, com movimentos lentos, quase reverentes. Era um toque diferente daquele de minutos atrás — não havia pressa, não havia urgência. Apenas presença.

Eloise, inicialmente tensa, foi cedendo aos poucos. Encostou a testa no ombro dele, sentindo o cheiro dele se misturar ao vapor. O som da chuva lá fora e da água caindo ao redor criavam uma bolha onde nada mais importava.

Quando terminaram, ele pegou uma toalha e, num gesto inesperado, começou a secá-la com cuidado. Os olhos dele não fugiam dos dela, mas também não havia provocação agora — apenas algo calmo, quase protetor.

Ao saírem do banheiro, ela se acomodou na cama, os cabelos ainda úmidos espalhados pelo travesseiro. Augusto, vestindo apenas uma calça de moletom, passou a mão pelos fios de cabelo dela, num gesto breve.

— Quer o chocolate quente agora? — perguntou, como se fosse a coisa mais natural do mundo depois do que tinham acabado de viver.

O canto da boca dele se curvou de leve.

— Sei que sabe.

Ela desviou o olhar, soprando o líquido antes de tomar o primeiro gole. O calor se espalhou por sua boca e garganta, mas não foi suficiente para abafar o arrepio que sentiu quando ele se sentou na beira da cama, próximo demais.

— Não achei que fosse… o tipo de homem que faz chocolate quente — ela comentou, tentando quebrar o silêncio que, para ela, era quase ensurdecedor.

— Não sou. — Ele deu um gole devagar. — Mas achei que hoje você merecia.

A simplicidade da frase caiu sobre ela como um peso suave, mas impossível de ignorar.

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