A campainha tocou no meio da tarde, arrancando Lais do cochilo leve que tentava tirar no sofá. Ela abriu os olhos devagar, ainda sonolenta, e franziu a testa ao perceber um detalhe estranho: o interfone não tinha tocado.
Aquilo significava apenas uma coisa.
O porteiro já conhecia demais as visitas.
Lais sorriu antes mesmo de se levantar.
Já sabia exatamente quem era.
Caminhou até a porta e abriu ainda rindo.
— Surpresa!
As vozes vieram juntas, altas e desorganizadas, no mesmo instante em que as cinco praticamente invadiram o apartamento.
Eloise entrou na frente segurando uma caixa grande de bolo. Sofia vinha logo atrás com uma sacola cheia de embalagens. Nathalia equilibrava uma bandeja de pão de queijo recém-comprado. Emma trazia refrigerantes e sucos. Alana apareceu por último, segurando dois potes e reclamando de ninguém ter ajudado no elevador.
— Viemos visitar nossa grávidinha preferida! — anunciou Nathalia, já entrando como se morasse ali.
Eloise soltou uma risada.
— Que falsa, Nathalia.
Emma fechou a porta atrás delas e completou:
— Até parece que foi só pra isso que você veio.
Nathalia colocou a mão no peito, ofendida de mentira.
— Claro que foi. Eu sou uma amiga pura.
— Interesseira e curiosa — corrigiu Sofia, tirando os sapatos na entrada.
As seis se abraçaram entre risadas e comentários atravessados. Em poucos minutos, a cozinha foi tomada por caixas abertas, pratos improvisados e o cheiro maravilhoso de bolo de chocolate misturado ao de bolo de cenoura ainda morno.
Lais pegou copos, organizou guardanapos e tentou impor alguma ordem, mas desistiu ao perceber que era inútil.
Quando tudo enfim parecia minimamente arrumado, sentaram-se à mesa grande.
O apartamento encheu de conversa, piadas sem sentido e aquela bagunça confortável que só amizades antigas conseguiam criar.
Alana foi a primeira a perguntar de verdade:
— E você, Lais? Como tá?
Lais apoiou a mão na barriga e deu de ombros.
— Tô bem. Só preciso de repouso agora.
Sofia levou a xícara à boca e perguntou logo em seguida:
— Já decidiu o nome? Porque eu já tô morrendo de ansiedade.
Lais riu.
— Ainda não.
Eloise balançou a cabeça dramaticamente.
— Nesse ritmo, esse menino vai nascer e sair da maternidade sem nome.
Emma completou:
— Vai chamar “bebê” até os quinze anos.
Todas riram.
Lais aproveitou o clima leve e tratou de mudar de assunto antes que começassem uma votação coletiva.
— Mas vamos ao que interessa. Eu fiquei curiosa… não foi só pra me ver que vocês vieram.
As cinco se entreolharam.
Depois começaram a rir ao mesmo tempo.
— Não — admitiu Eloise, sem vergonha alguma.
— Heitor marcou uma reunião com todos os nossos homens — contou Emma, inclinando-se na mesa.
— E a gente tem certeza absoluta que isso tem a ver com você — acrescentou Sofia.
Nathalia bateu palmas animada.
— Eu disse! Eu sabia que esse homem ia surtar.
Alana arregalou os olhos.
— Então desembucha logo. O que aconteceu? Ele já sabe? Vocês conversaram? Você perdoou?
Lais pegou um pedaço de bolo para ganhar tempo.
— Vocês são muito fofoqueiras.
— Somos preocupadas — corrigiu Eloise.
— Curiosas com afeto — completou Emma.
— Fofoqueiras premium — resumiu Nathalia.
Antes que Lais respondesse, a porta da entrada se abriu.
Laila surgiu carregando livros nas mãos, congelou ao ver a sala tomada por mulheres, pratos e migalhas.
Olhou para as meninas.
Depois para Lais.
Depois de volta para as meninas.
Ergueu as duas mãos imediatamente.
— Juro que não falei nada.
Lais começou a rir.
Nathalia estreitou os olhos.
— Falou o quê?
Laila percebeu tarde demais que tinha se entregado.
— Que… ela dormiu na casa do Heitor ontem.
Terminou a frase e levou a mão à boca.
Tarde demais.
Cinco rostos se viraram lentamente para Lais.
Chocados.
Famintos por detalhes.
Eloise foi a primeira a falar.
— Você fez o QUÊ?
Quando Lais terminou de contar tudo, absolutamente tudo, a sala mergulhou em alguns segundos de silêncio. Não por falta de assunto, mas porque as cinco tentavam processar a quantidade de informação recebida de uma vez só.
Heitor descobrindo a verdade.
O desmaio.
A noite no apartamento dele.
A consulta.
O coração do bebê.
Os chocolates.
A frase da futura esposa.
Depois do choque inicial, o caos começou.
Nathalia foi a primeira a se pronunciar, cruzando os braços com indignação dramática.
— Eu não sou a favor de você perdoar aquele cachorro.
Eloise ergueu a mão, pedindo a palavra como se estivessem em tribunal.
— Eu não posso julgar. Se você quiser voltar, eu apoio. Mas uma coisa é obrigatória.
Lais já sabia o que vinha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...