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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 522

A campainha tocou no meio da tarde, arrancando Lais do cochilo leve que tentava tirar no sofá. Ela abriu os olhos devagar, ainda sonolenta, e franziu a testa ao perceber um detalhe estranho: o interfone não tinha tocado.

Aquilo significava apenas uma coisa.

O porteiro já conhecia demais as visitas.

Lais sorriu antes mesmo de se levantar.

Já sabia exatamente quem era.

Caminhou até a porta e abriu ainda rindo.

— Surpresa!

As vozes vieram juntas, altas e desorganizadas, no mesmo instante em que as cinco praticamente invadiram o apartamento.

Eloise entrou na frente segurando uma caixa grande de bolo. Sofia vinha logo atrás com uma sacola cheia de embalagens. Nathalia equilibrava uma bandeja de pão de queijo recém-comprado. Emma trazia refrigerantes e sucos. Alana apareceu por último, segurando dois potes e reclamando de ninguém ter ajudado no elevador.

— Viemos visitar nossa grávidinha preferida! — anunciou Nathalia, já entrando como se morasse ali.

Eloise soltou uma risada.

— Que falsa, Nathalia.

Emma fechou a porta atrás delas e completou:

— Até parece que foi só pra isso que você veio.

Nathalia colocou a mão no peito, ofendida de mentira.

— Claro que foi. Eu sou uma amiga pura.

— Interesseira e curiosa — corrigiu Sofia, tirando os sapatos na entrada.

As seis se abraçaram entre risadas e comentários atravessados. Em poucos minutos, a cozinha foi tomada por caixas abertas, pratos improvisados e o cheiro maravilhoso de bolo de chocolate misturado ao de bolo de cenoura ainda morno.

Lais pegou copos, organizou guardanapos e tentou impor alguma ordem, mas desistiu ao perceber que era inútil.

Quando tudo enfim parecia minimamente arrumado, sentaram-se à mesa grande.

O apartamento encheu de conversa, piadas sem sentido e aquela bagunça confortável que só amizades antigas conseguiam criar.

Alana foi a primeira a perguntar de verdade:

— E você, Lais? Como tá?

Lais apoiou a mão na barriga e deu de ombros.

— Tô bem. Só preciso de repouso agora.

Sofia levou a xícara à boca e perguntou logo em seguida:

— Já decidiu o nome? Porque eu já tô morrendo de ansiedade.

Lais riu.

— Ainda não.

Eloise balançou a cabeça dramaticamente.

— Nesse ritmo, esse menino vai nascer e sair da maternidade sem nome.

Emma completou:

— Vai chamar “bebê” até os quinze anos.

Todas riram.

Lais aproveitou o clima leve e tratou de mudar de assunto antes que começassem uma votação coletiva.

— Mas vamos ao que interessa. Eu fiquei curiosa… não foi só pra me ver que vocês vieram.

As cinco se entreolharam.

Depois começaram a rir ao mesmo tempo.

— Não — admitiu Eloise, sem vergonha alguma.

— Heitor marcou uma reunião com todos os nossos homens — contou Emma, inclinando-se na mesa.

— E a gente tem certeza absoluta que isso tem a ver com você — acrescentou Sofia.

Nathalia bateu palmas animada.

— Eu disse! Eu sabia que esse homem ia surtar.

Alana arregalou os olhos.

— Então desembucha logo. O que aconteceu? Ele já sabe? Vocês conversaram? Você perdoou?

Lais pegou um pedaço de bolo para ganhar tempo.

— Vocês são muito fofoqueiras.

— Somos preocupadas — corrigiu Eloise.

— Curiosas com afeto — completou Emma.

— Fofoqueiras premium — resumiu Nathalia.

Antes que Lais respondesse, a porta da entrada se abriu.

Laila surgiu carregando livros nas mãos, congelou ao ver a sala tomada por mulheres, pratos e migalhas.

Olhou para as meninas.

Depois para Lais.

Depois de volta para as meninas.

Ergueu as duas mãos imediatamente.

— Juro que não falei nada.

Lais começou a rir.

Nathalia estreitou os olhos.

— Falou o quê?

Laila percebeu tarde demais que tinha se entregado.

— Que… ela dormiu na casa do Heitor ontem.

Terminou a frase e levou a mão à boca.

Tarde demais.

Cinco rostos se viraram lentamente para Lais.

Chocados.

Famintos por detalhes.

Eloise foi a primeira a falar.

— Você fez o QUÊ?

Quando Lais terminou de contar tudo, absolutamente tudo, a sala mergulhou em alguns segundos de silêncio. Não por falta de assunto, mas porque as cinco tentavam processar a quantidade de informação recebida de uma vez só.

Heitor descobrindo a verdade.

O desmaio.

A noite no apartamento dele.

A consulta.

O coração do bebê.

Os chocolates.

A frase da futura esposa.

Depois do choque inicial, o caos começou.

Nathalia foi a primeira a se pronunciar, cruzando os braços com indignação dramática.

— Eu não sou a favor de você perdoar aquele cachorro.

Eloise ergueu a mão, pedindo a palavra como se estivessem em tribunal.

— Eu não posso julgar. Se você quiser voltar, eu apoio. Mas uma coisa é obrigatória.

Lais já sabia o que vinha.

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