A conversa seguia entre copos de whisky, risadas ocasionais e o prazer coletivo de ver Heitor pagar pelos próprios erros. Ele passou a mão no rosto, claramente impaciente com a falta de soluções práticas.
— Poxa, ajuda de verdade. Não me importo de sofrer… mas o que eu faço?
Thomas foi o primeiro a responder, tranquilo como sempre.
— Aceita tudo.
Heitor encarou.
— Isso não é conselho.
— É sobrevivência — Thomas rebateu, dando de ombros.
Heitor soltou o ar e se recostou na cadeira.
— Eu não entendo dessas coisas de amor… só sei que amo muito ela.
A frase arrancou alguns olhares menos debochados. Augusto girou o copo antes de falar.
— Sabe qual é o problema? Se te ajudamos, ficamos sujos com nossas mulheres.
Ricardo assentiu.
— Exato. E eu gosto muito da minha cama pra arriscar dormir no sofá. Então meu conselho é simples: aguenta tudo que elas fizerem.
Enzo riu alto.
— Meu Deus… nem parece que vocês são donos de impérios.
Thiago apontou para ele na mesma hora.
— Para, Enzo. A gente sabe que tu tá gamado na Alana.
Ricardo completou:
— É mesmo. Não desgruda dela.
Enzo tomou um gole sem se abalar.
— Vocês estão delirando.
Augusto ignorou a provocação e voltou ao assunto principal.
— Meu conselho real: elas vão querer prova da sua mudança. Palavra agora não vale nada. Então faz tudo que você sabe que deveria ter feito desde o começo.
Heitor ficou em silêncio por alguns segundos.
Porque sabia exatamente o que precisava resolver.
Pendências antigas.
Atitudes pequenas.
Presença constante.
Responsabilidade.
— Ok… entendi.
Thomas apoiou os braços na mesa.
— No mais, é suportar. E ir conquistando aos poucos. Pra tua sorte, tu tem uma desculpa perfeita pra ficar perto dela.
Ricardo sorriu.
— Se eu fosse você, inventava qualquer assunto sobre o bebê e chamava ela pra jantar.
Thiago aprovou na hora.
— Boa. Um jantar só vocês dois.
Augusto ergueu a sobrancelha.
— Jantar é bom. Mas melhor ainda: você quer ser pai e participar? Então participa de verdade. Pai não ajuda. Pai assume obrigação. Se inscreve em curso de troca de fralda, curso de parto, essas coisas… e chama ela pra ir.
Ricardo bateu palmas.
— Aí sim. Augusto mandou bem.
Augusto bebeu sem modéstia alguma.
— Eu sempre mando.
No mesmo instante, vários celulares apitaram quase juntos sobre a mesa.
Thiago pegou o dele primeiro e arregalou os olhos.
— Vixe. Minha mulher mandou mensagem. Preciso ir buscar ela.
Thomas olhou por cima do copo.
— Na casa da Lais, né?
Augusto já estava levantando.
— Vou buscar Eloise lá também.
Ricardo pegou a chave do carro rindo.
— Meu amigo… você tá lascado, Heitor. Elas reunidas? Já devem estar montando teu inferno.
Enzo foi o primeiro a ficar de pé.
Thiago apontou, rindo.
— Ih, olha lá… ainda falou que a gente tava doido.
Enzo pegou o blazer com calma.
— Só vou ser gentil.
Ricardo gargalhou.
— Sei. Logo logo vai estar aqui pedindo conselho também.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...