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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 521

A médica retirou as luvas com calma e encarou Lais com a seriedade de quem sabia separar susto de perigo real.

— O bebê está bem. Isso é o mais importante.

Heitor soltou o ar que nem percebia estar prendendo. A tensão nos ombros cedeu por alguns segundos. Lais também respirou melhor, sentindo parte do peso sair do peito.

Mas a médica não encerrou ali.

Guardou alguns materiais sobre a bancada, consultou rapidamente as anotações e voltou o olhar para ela.

— Porém… esse mal-estar não me parece apenas cansaço.

O alívio durou pouco.

Lais franziu a testa. Heitor imediatamente se endireitou na cadeira.

— Sua pressão caiu bastante, houve irritação estomacal, sudorese excessiva e um episódio claro de fraqueza repentina. Quero entender se você ingeriu algo diferente ontem.

Lais pensou por alguns segundos, buscando na memória os acontecimentos da noite anterior.

A música.

As luzes.

O calor.

A tontura.

A confusão.

Balançou a cabeça devagar.

— Não… nada que eu lembre.

A médica insistiu com cuidado:

— Alguma bebida? Comida fora do habitual? Medicamento?

Lais levou a mão à testa, tentando organizar as lembranças embaralhadas.

— Eu… sinceramente não sei. Não lembro de nada estranho.

Heitor observava em silêncio, mas a mandíbula travada denunciava o que sentia.

Preocupação.

Raiva.

Desconfiança.

A médica anotou algo no prontuário e então falou num tom profissional e tranquilo:

— Pedi alguns exames para garantir que está tudo certo. Assim que os resultados saírem, entro em contato com vocês. Por hoje, quero repouso, bastante hidratação e nada de esforço.

Lais assentiu.

Heitor respondeu antes mesmo dela:

— Ela vai descansar.

A médica percebeu o tom protetor e quase sorriu.

Começou a organizar os papéis quando Heitor limpou discretamente a garganta.

Pela primeira vez desde que entrara ali, a voz dele saiu menos firme.

Mais humana.

— Doutora… eu posso… ouvir o coração dele?

O consultório pareceu silenciar por um instante.

A médica olhou para Lais.

— Pode sim. Se você estiver de acordo.

Lais sustentou o olhar de Heitor por alguns segundos.

Havia ansiedade demais ali.

Culpa demais.

E algo novo também.

Ela confirmou com um leve movimento de cabeça.

A médica ajustou o aparelho e indicou o lugar ao lado da maca.

Heitor se aproximou devagar, quase solene.

E então o som veio.

Forte.

Rápido.

Constante.

Tum-tum-tum-tum.

O coração do filho.

Heitor congelou.

Os olhos se fecharam por reflexo. A garganta trabalhou em seco. Uma emoção brutal atravessou tudo o que ele era acostumado a esconder.

A médica falou alguma coisa, mas ele mal ouviu.

Só existia aquele som.

Vida.

Seu filho.

Quando abriu os olhos de novo, estavam úmidos.

Ele levou a mão até a barriga de Lais sem perceber, tocando com reverência.

— Oi, campeão… — murmurou rouco. — Eu tô chegando atrasado… mas tô chegando.

Lais sentiu o peito apertar.

Porque nunca tinha visto Heitor assim.

Sem armadura.

Sem arrogância.

Sem defesa.

Apenas um homem ouvindo o filho pela primeira vez.

E se emocionando como se o mundo inteiro tivesse parado naquele instante.

Assim que saíram da consulta, Heitor fez questão de levar Lais para casa, mesmo contra a vontade declarada dela. A discussão começou ainda no elevador da clínica, seguiu no estacionamento e continuou até o carro. Lais insistia que podia ir sozinha. Heitor insistia ainda mais que não.

No fim, ela cedeu mais por cansaço do que por concordância.

O trajeto foi silencioso. Lais manteve o olhar preso na janela, observando a cidade passar sem realmente enxergar nada. A mente estava longe dali, girando em torno de pensamentos demais para uma única manhã.

César.

Heitor.

A consulta.

O susto da noite anterior.

E, acima de tudo, a expressão dele ao ouvir o coração do bebê.

A emoção foi real.

Crua.

Difícil de ignorar.

Mas também existiam as outras lembranças.

As palavras duras.

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