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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 525

Os dias passaram depressa, e com eles Heitor foi se tornando cada vez mais presente na rotina de Lais. Aparecia cedo com frutas que a médica recomendara, mandava mensagens perguntando se ela havia descansado, ligava para saber se o bebê tinha mexido muito durante a noite e fazia questão de acompanhá-la em qualquer compromisso relacionado à gravidez. Havia constância nas atitudes dele, e isso mexia com Lais mais do que ela gostava de admitir.

O único problema era que, quase todas as vezes em que chegava ao apartamento, encontrava César já instalado por lá.

Naquela manhã não foi diferente.

Antes mesmo de seguir para a empresa, Heitor decidiu passar no prédio de Lais, como já vinha fazendo nos últimos dias. Quando estacionou e viu o carro de César na vaga de visitantes, apoiou as mãos no volante por um instante e soltou uma risada desacreditada.

— Impressionante… esse homem tem muito tempo livre.

Saiu do carro, ajeitou a camisa social e entrou no elevador com aquele brilho competitivo nos olhos.

— Hoje você vai cair do cavalo, Cesarzinho.

Quando a campainha tocou, a voz de Lais veio do outro lado da porta, leve e preguiçosa:

— Tá aberta.

Heitor entrou sem cerimônia.

— Bom dia, meu bem. Como vocês estão hoje?

Lais estava sentada à mesa da cozinha, usando uma roupa confortável, o cabelo preso de qualquer jeito e a beleza tranquila de quem acabara de acordar havia pouco tempo. Comia pão com manteiga e tomava suco natural. Laila estava à frente dela mexendo no celular, e César ocupava a cadeira ao lado, servindo café para Lais com intimidade demais para o gosto de Heitor.

Ele caminhou até ela ignorando completamente o restante da mesa, abaixou-se e beijou sua testa antes de pousar a mão com carinho sobre a barriga arredondada.

— Lógico que me refiro a vocês dois.

Lais tentou esconder o pequeno sorriso.

— Estamos bem. Só tô me sentindo mais pesada hoje.

Heitor deslizou a mão pelo ventre dela com cuidado.

— Nosso meninão tá crescendo rápido.

Lais percebeu, mais uma vez, como ele sempre dizia nosso filho, nosso bebê, vocês dois. Nunca separava ela da criança. Nunca tratava o filho como algo distante. E isso a atingia em lugares perigosos.

Heitor então se endireitou e fingiu só naquele momento notar a presença de César.

— Minha nossa… nem vi você aí. Bom dia, César.

Laila caiu na risada imediatamente.

— A piada de sempre.

Heitor apontou para ela.

— E continua boa.

Depois mudou de assunto com naturalidade calculada.

— Vai pra faculdade agora? Quer carona?

Laila se levantou.

— Quero sim. Já tô indo. — Disse sumido no corredor.

Heitor puxou a cadeira vazia ao lado de Lais e se sentou como se aquele lugar sempre tivesse sido dele.

— Ótimo. Porque hoje nossa programação é diferente.

Lais ergueu os olhos na mesma hora, desconfiada e constrangida por César estar ali.

— A noite a gente decide isso.

Heitor apoiou o braço na mesa e inclinou-se na direção dela.

— Não, meu bem. Não estou falando do nosso jantar. Para a noite já tenho tudo perfeitamente organizado.

César travou a mandíbula.

Heitor sequer olhou para ele.

— Mas agora vou te levar em outro lugar.

Lais cruzou os braços.

— Onde?

Ele sorriu daquele jeito irritante e seguro.

— Confia em mim. Você vai gostar.

— Sei não.

César entrou na conversa, medindo cada palavra.

— Se quiser, posso acompanhar você, Lais. Caso se sinta mais confortável.

Heitor virou o rosto lentamente.

— Não precisa, César. Obrigado pela preocupação.

O sorriso dele ficou ainda mais provocador.

— Eu e a Lais vamos resolver juntos umas coisas que pais resolvem.

Lais franziu a testa.

— Tipo o quê?

Heitor voltou toda a atenção para ela.

— Segredo.

Aproximou-se um pouco mais, fazendo a voz baixar.

— Mas envolve você, eu… e nosso filho.

Ela tentou manter a postura firme.

— Heitor…

— Vamos a uma loja de móveis.

Lais piscou surpresa.

— Loja de móveis?

— Sim. Nosso menino vai nascer em alguns meses, e eu não admito que ele chegue ao mundo sem quarto digno de príncipe.

Laila gargalhou.

César claramente não achou graça.

Lais balançou a cabeça.

— Você é exagerado.

— Tá virando moda me ameaçar nessa família? — ele respondeu.

— Merecidamente.

Ela beijou Lais no rosto e entrou no campus.

Depois seguiram para o shopping.

No banco do passageiro, Lais observava a cidade passar, ainda sem entender por que estava permitindo aquilo. Talvez pela insistência dele. Talvez pela curiosidade. Talvez porque, no fundo, uma parte dela queria ver Heitor tentando acertar.

Quando chegaram, ele estacionou próximo à entrada principal e desceu rapidamente para abrir a porta dela outra vez.

— Cavalheiro em período integral agora? — ela provocou.

— Só para mulheres bonitas e grávidas de mim.

— Convencido.

— Apaixonado.

Lais balançou a cabeça, lutando contra o sorriso.

Os dois entraram no shopping lado a lado.

Minutos depois, César entrou pela mesma porta.

Manteve distância e os seguiu discretamente até uma loja infantil de móveis e decoração. Do lado de fora, observou os dois caminhando entre berços, poltronas e prateleiras cheias de objetos delicados demais para combinar com Heitor.

Lá dentro, Heitor apontava para um berço enorme.

— Esse aqui parece cama de rei.

— Parece caro demais — respondeu Lais.

— Nosso filho merece.

— Nosso filho nem nasceu e já vai sair mimado.

— Sim. Ele é nosso mini reizinho.

Ela riu de verdade. Sem defesa alguma.

Heitor se aproximou mostrando uma cadeira de amamentação ridiculamente grande e fez uma imitação exagerada de pai sonolento ninando bebê de madrugada. Lais levou a mão à boca, gargalhando baixo para não chamar atenção.

Do lado de fora da vitrine, César permaneceu imóvel.

Observando.

Daquele ângulo, os dois pareciam apenas um casal comum.

Feliz.

À espera do primeiro filho.

Escolhendo móveis, discutindo detalhes bobos, rindo juntos de coisas pequenas.

Tudo parecia normal.

Normal demais.

E foi justamente isso que mais o incomodou.

César odiou perceber o quanto aquilo parecia certo.

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