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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 530

A luz suave da manhã atravessava as cortinas da cobertura, desenhando sombras delicadas pelo quarto ainda silencioso. O ar carregava aquele calor diferente, íntimo, que ficava depois de uma noite que não deveria ter acontecido… mas aconteceu.

Laís abriu os olhos devagar.

Por um segundo, não se moveu.

Só sentiu.

O silêncio.

A respiração ao lado dela.

O peso leve do braço de Heitor repousando próximo ao corpo dela.

Virou o rosto.

E o viu.

Dormindo.

Tranquilo.

Sem defesas.

Sem aquela postura controlada que ele sempre carregava.

A expressão relaxada, quase inocente, como se o mundo não fosse complicado, como se nada tivesse sido quebrado entre eles.

O peito dela apertou.

Forte.

Confuso.

Perigoso.

— Eu não posso… — murmurou baixo, mais para si mesma do que para qualquer outra coisa.

O movimento foi rápido depois disso.

Laís se levantou com cuidado, ignorando o frio leve do ambiente, e começou a procurar suas roupas pelo quarto, pegando uma peça aqui, outra ali, tentando organizar o caos da noite anterior.

Vestiu-se com pressa.

Como se ficar mais um minuto ali fosse um erro maior do que já tinha sido.

Foi então que ouviu o movimento atrás dela.

— Laís… — a voz de Heitor saiu rouca, ainda carregada de sono. — Vai pra onde?

Ela não se virou de imediato.

— Pra casa.

Ele se levantou rápido demais, passando a mão pelo rosto, tentando acordar completamente.

— Fica mais um pouco…

Agora ela virou.

Os olhos já firmes.

— Não.

O ar entre eles ficou denso demais para ser ignorado.

— Não ache que um quarto pro seu filho fosse me fazer esquecer tudo que você fez — a voz dela saiu controlada, mas carregada de dor. — Nem que uma noite fosse apagar o que você disse… o que você fez comigo.

Heitor travou por um segundo.

O golpe foi direto.

Ele se levantou de vez, aproximando-se.

— Laís… meu amor, calma — disse, tentando alcançar ela. — Eu não estou tentando te convencer com isso… não foi isso. Eu estou tentando mostrar que eu mudei. Por nós. Pelo nosso filho. Pela família que eu quero construir com você.

Ela balançou a cabeça, já recuando.

— Para, Heitor… para de fazer promessas que você não sabe se pode cumprir.

A frase doeu mais do que ela pretendia.

Mas era verdade.

Ele passou a mão pelo cabelo, frustrado.

— Me dá uma oportunidade de mostrar que eu posso…

Ela não respondeu.

Só virou.

E saiu do quarto.

O salto estava jogado no chão da sala, e ela precisou se apoiar no sofá para calçar, a barriga pesando, o corpo ainda sensível, o coração acelerado demais para aquela manhã.

Heitor veio atrás dela.

— Laís, espera… eu te levo.

— Não — ela respondeu sem olhar para ele. — Eu não quero ver você hoje.

A porta foi aberta.

E fechada.

Sem espaço para resposta.

Sem espaço para insistência.

Ele ficou ali.

Parado.

O silêncio da cobertura agora pesado demais para ignorar.

Por alguns segundos, não se moveu.

Depois correu para o quarto, pegando qualquer roupa que encontrasse, tentando alcançá-la… tarde demais.

Quando Laís saiu do elevador, o ar do hall pareceu mais frio do que deveria. Caminhou rápido, tentando manter o controle da respiração, mas o corpo não acompanhava o ritmo que a mente exigia.

A barriga pesava.

Os pensamentos mais ainda.

Ao sair do prédio, o céu nublado parecia refletir exatamente o que ela sentia. O dia estava cinza, carregado, com aquela sensação de chuva prestes a cair… igual às lágrimas que ela tentava segurar.

Ela levantou o braço, tentando chamar um táxi.

Foi quando um carro parou bruscamente à sua frente.

Laís se assustou.

O vidro desceu.

César.

O olhar dele foi direto.

Atento.

Presente.

Ele saiu do carro rapidamente e abriu a porta para ela.

— Entra.

— Não — ela respondeu de imediato. — Eu não preciso de um segurança atrás de mim.

Ele não se alterou.

Nem um pouco.

— Deixa eu te levar pra casa, Laís.

O silêncio entre eles durou alguns segundos.

Ela estava cansada demais para discutir.

Confusa demais para ficar sozinha.

E, no fundo… precisava de alguém ali.

— Tudo bem — disse por fim, entrando no carro. — A gente precisa mesmo conversar.

A porta se fechou.

E, naquela manhã…

Laís percebeu.

Aquela noite não tinha resolvido nada.

Mas uma coisa era certa…

havia conversas que ela não podia mais adiar

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