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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 534

O médico analisou o grupo por alguns segundos, claramente percebendo a tensão estampada em cada rosto diante dele. A preocupação ali não era discreta. Era visível, pesada, quase coletiva.

Ele respirou fundo antes de falar, adotando um tom profissional, mas menos rígido.

— Ela teve uma queda de pressão.

O silêncio que vinha sendo sustentado com esforço se quebrou na mesma hora.

— O corpo dela já está mais sensível por causa da gestação… somado ao frio, ao estresse e ao cansaço, acabou desencadeando o desmaio.

Fez uma pausa breve, olhando diretamente para Heitor.

— Mas o bebê está bem.

Foi o suficiente.

O ar voltou.

Os ombros relaxaram.

Eloise fechou os olhos por um segundo, aliviada. Nathalia levou a mão ao peito, Alana soltou um suspiro audível. Sofia e Emma trocaram um olhar rápido, como se confirmassem que o pior não tinha acontecido.

Laila apenas assentiu, ainda séria, mas claramente menos tensa.

O médico continuou:

— Ela pode ter sentido nervosismo excessivo, preocupação acumulada… esse tipo de situação afeta muito mais durante a gravidez do que parece.

Então voltou o olhar para Heitor.

Mais direto agora.

— Você pode me acompanhar? Quero passar algumas recomendações.

Heitor não hesitou.

— Claro.

Seguiu o médico pelo corredor, em silêncio, a cabeça ainda tentando processar tudo que tinha acontecido desde a manhã. Cada passo parecia mais pesado do que o anterior, não pelo cansaço… mas pelo peso da responsabilidade que começava a se tornar impossível de ignorar.

Quando chegaram ao quarto, o médico abriu a porta.

Laís já estava acordada.

Deitada na maca, o olhar ainda cansado, o corpo visivelmente mais frágil do que ele queria admitir.

E, quando viu Heitor…

Ela travou.

Por um segundo.

Curto.

Mas suficiente.

Ele parou ao lado da cama, sem saber exatamente o que fazer. Não avançou demais. Não recuou. Apenas ficou ali, próximo o bastante para mostrar presença… distante o bastante para respeitar o espaço que ela ainda mantinha entre os dois.

O médico entrou logo atrás, quebrando o silêncio que começava a se formar.

— Então, vamos conversar um pouco?

A voz dele mudou de tom.

Mais firme.

Mais sério.

— O que aconteceu hoje foi um alerta.

Ele olhou diretamente para Laís.

— Seu corpo está pedindo equilíbrio. E você não está respeitando isso.

Laís manteve o olhar nele, quieta.

— Caminhar sob chuva, se expor ao frio, se alimentar de forma irregular, somar isso com estresse emocional… tudo isso aumenta o risco de novos episódios.

Fez uma pausa, deixando a informação assentar.

— A partir de agora, repouso relativo.

Olhou para Heitor.

— Caminhadas leves, em horários adequados. Alimentação equilibrada, com redução de industrializados. E, principalmente… menos carga emocional.

O olhar voltou para os dois.

— Gravidez não combina com desgaste constante.

O silêncio no quarto ficou mais pesado.

Mais consciente.

— Eu não quero ver você aqui de novo por algo que poderia ser evitado — completou, sem suavizar.

Heitor assentiu.

— Vou ficar de olho nela a partir de agora.

Laís o encarou depois virou o rosto para o médico

- Vou me cuida, doutor.

Ele relaxou levemente o tom.

— Fora isso, está tudo bem. O bebê está saudável.

Mais uma pausa.

— E você também… desde que comece a se cuidar de verdade.

Fechou o prontuário.

— Vou deixar vocês um momento.

O médico saiu do quarto sem pressa, fechando a porta atrás de si.

E então…

O silêncio voltou.

Mas não era o mesmo de antes.

Era mais íntimo.

Mais verdadeiro.

Cheio de coisas não ditas… e outras que já não podiam mais ser ignoradas.

Ele permaneceu ao lado da cama, olhando para ela sem esconder nada dessa vez.

Sem máscara.

Sem controle.

Apenas presença.

Laís desviou o olhar primeiro.

Não por fraqueza.

Mas porque olhar para ele… Ainda mexia demais.

Heitor foi o primeiro a quebrar aquilo.

A voz saiu mais baixa do que o normal.

Mais sincera.

— Você me deu um susto.

Laís manteve o olhar nele por um segundo antes de responder.

— Não foi a intenção.

Ele soltou um leve suspiro, passando a mão pelo rosto, ainda assimilando tudo.

— Ir para um cemitério em um dia de chuva não parece uma decisão muito inteligente… você não acha?

Um pequeno sorriso apareceu nos lábios dela.

— Talvez.

Heitor ergueu uma sobrancelha.

— Talvez, Laís Rodrigues?

Ela riu.

De verdade.

A voz saiu mais baixa.

Mais firme.

— E eu não vou errar com você de novo. Nem com você… nem com o nosso filho.

Fez uma pausa, mantendo o olhar preso no dela.

— Eu te amo mais do que qualquer coisa, Laís… e estou pronto para ser o homem que vocês merecem.

O silêncio entre eles durou um instante.

Mas não foi vazio.

Foi escolha.

Foi entrega.

Foi decisão.

Os olhos dele permaneceram nos dela… intensos, seguros, quase hipnotizados.

E foi ali que ela cedeu de vez.

Sem fugir.

Sem recuar.

O beijo aconteceu devagar no início, como se ambos ainda testassem aquele novo acordo silencioso entre eles… mas ganhou força, calor e profundidade em poucos segundos, carregado de tudo que ainda não tinha sido resolvido… e de tudo que agora começava de novo.

Promessas.

Desejo.

Sentimento.

E esperança.

A porta se abriu nesse exato momento.

— AEEEEEE!

As meninas entraram quase em coro, quebrando o clima sem qualquer cerimônia.

— Finalmente! — Alana comemorou, batendo palmas.

— Eu sabia! — Emma riu.

— Demorou, hein! — Sofia completou.

Eloise cruzou os braços, com um sorriso satisfeito.

— Agora sim estamos começando a andar pra frente.

Laís se afastou levemente, rindo, ainda com o coração acelerado.

Heitor passou a mão pela nuca, sem esconder o sorriso.

Naquele momento...

Aquilo não parecia complicado.

Parecia certo.

___

Nota da Autora

Olá, minhas queridas leitoras…

Nosso casal confuso, teimoso, intenso e completamente apaixonado está chegando ao final dessa jornada. E, pelo andar da história… acredito que até o fim da semana encerramos oficialmente essa fase deles.

Confesso que meu coração já está apertadinho só de pensar em me despedir desse caos que é Heitor e Laís.

Mas…

Talvez uma nova confusão esteja chegando.

Tenho uma história curta chamada “O Chef e a Virgem Safada”… e não sei se vocês conseguem adivinhar quem são os protagonistas.

Só posso dizer uma coisa: é uma história leve, divertida, cheia de tensão, provocações e momentos que vão fazer vocês surtarem e rirem ao mesmo tempo.

O chef é completamente sem vergonha. E ela… definitivamente não é inocente.

E aí… vocês querem ler?

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