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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 538

O escritório de Heitor seguia no mesmo ritmo caótico de sempre. Reuniões, contratos, ligações, acionistas entrando e saindo da sala o tempo inteiro. A mesa já estava tomada por papéis novamente, e o café ao lado do notebook tinha esfriado fazia tempo.

Ainda assim…

Ele estava de bom humor.

Perigosamente de bom humor.

Talvez porque agora existia algo esperando por ele fora daquele mundo corporativo.

Laís.

O bebê.

A ideia de uma família.

O celular vibrou sobre a mesa no exato instante em que ele encerrava uma reunião por videoconferência. Heitor pegou o aparelho sem nem olhar direito para a tela.

— Alô. Thiago, fala rápido porque hoje o dia tá uma loucura.

Do outro lado da linha, a risada do amigo veio imediata.

— Calma, amigão. Tenho uma super novidade.

Fez uma pausa dramática.

— E você provavelmente vai querer me dar um beijo. Mas aceito um relógio.

Heitor soltou uma risada baixa, recostando-se na cadeira.

— Pra eu querer te beijar e ainda te dar um relógio… essa novidade precisa ser muito boa.

— E é.

Thiago parecia orgulhoso demais de si mesmo.

— Tenho uma mansão linda, agradável, piscina, hidromassagem, sete quartos, quintal enorme. E a melhor parte...

Heitor já estava interessado.

Muito.

Endireitou-se na cadeira imediatamente.

— Ainda tem parte melhor?

Thiago praticamente sorriu pela voz.

— Mesmo condomínio da Nathalia, da Eloise e da Sofia.

Fez outra pausa dramática.

— E, logicamente, meu também. Vamos virar vizinhos se você fechar negócio.

O silêncio durou exatamente dois segundos.

Então Heitor levantou da cadeira de uma vez.

— Meu amigo… marca a visita imediatamente.

Passou a mão pelo cabelo já sorrindo sozinho.

— E manda levarem o contrato também porque essa belezura já é minha.

Thiago começou a rir do outro lado da linha.

— Sabia.

A ligação foi encerrada.

E, durante alguns segundos…

Heitor simplesmente não conseguiu se controlar.

Começou a andar de um lado para o outro na sala.

Rindo sozinho.

Deu dois socos no ar.

Depois mais um.

Os acionistas que aguardavam na sala ao lado olharam através do vidro completamente confusos quando viram o CEO da empresa comemorando sozinho igual um adolescente surtado.

Foi então que Heitor percebeu.

Parou imediatamente.

Ajustou o paletó.

Alinhou a postura.

E caminhou até a porta da sala de reunião como se absolutamente nada tivesse acontecido.

— Podemos começar.

O tom voltou sério.

Profissional.

Impecável.

Mas o brilho animado nos olhos dele denunciava que a cabeça já estava em outro lugar.

E não demorou muito.

A visita aconteceu na mesma semana.

Desde o instante em que Heitor atravessou os portões da propriedade, ele soube.

Era ali.

A casa era enorme, elegante sem parecer fria, cheia de luz natural e com um jardim absurdamente grande nos fundos. Havia espaço para piscina, brinquedos, churrascos em família, cachorros correndo…

E crianças.

Muitas delas, segundo os planos nada modestos de Heitor.

Thiago observava tudo claramente se divertindo com o surto silencioso do amigo.

— Você tá com a mesma cara de quem viu a Laís pela primeira vez.

Heitor ignorou completamente.

Já caminhava pelo quintal olhando tudo ao redor.

Imaginando.

Construindo cenas dentro da própria cabeça.

Laís sentada no jardim.

Sebastian correndo pela grama.

Outro bebê talvez.

E outro.

— Não exagera também — Emma comentou rindo quando percebeu o olhar distante dele.

Heitor virou o rosto lentamente.

— Eu vou encher essa casa de filhos.

Thiago quase engasgou de rir.

— Meu Deus. A gravidez mexeu mesmo contigo.

Mas Heitor nem discutiu.

Porque talvez tivesse mexido mesmo.

Todos os dias seguintes viraram praticamente um inferno para Thiago.

Mensagem atrás de mensagem.

Ligação atrás de ligação.

— O corretor respondeu? — O contrato tá pronto? — Já saiu a documentação? — Quanto tempo demora uma assinatura? — Dá pra acelerar isso? — Thiago responde meu celular.

Até que finalmente aconteceu.

No dia em que o contrato foi assinado, Heitor permaneceu alguns segundos parado no meio da sala principal segurando as chaves nas mãos.

O corretor terminou de explicar os últimos detalhes antes de se despedir educadamente e sair da casa.

O silêncio tomou conta do ambiente.

Thiago observou o amigo em silêncio.

Emma também.

E então Heitor soltou uma respiração lenta, olhando ao redor outra vez.

Dessa vez como dono.

Como alguém que finalmente tinha encontrado o lugar certo.

Virou-se então para os dois.

— Não contem nada pra ninguém.

Os olhos dele brilharam imediatamente.

— Isso vai ser uma surpresa pra Laís.

Emma sorriu na mesma hora.

— Ai meu Deus… ela vai adorar.

— Muito — Thiago confirmou.

Laila sentou ao lado dela rapidamente.

— Irmã, ele só tá trabalhando muito. Você sabe como ele fica quando coloca uma ideia na cabeça.

Tentou sorrir.

— Provavelmente tá organizando tudo pro Sebastian nascer e conseguir passar mais tempo com vocês depois.

Laís respirou fundo.

Queria acreditar.

De verdade.

— Pode ser… — murmurou. — Mas ainda assim tá estranho.

Laila segurou a mão dela.

— Isso é final de gravidez também. Você tá mais sensível, mais ansiosa… mas não tem nada acontecendo.

Tecnicamente ela não estava mentindo.

Só omitindo uma mansão inteira.

Laís ainda parecia desconfiada.

Então Laila decidiu agir rápido antes que aquilo piorasse.

— Vem. Vamos fazer um café da tarde juntas antes que você invente outra teoria maluca.

Laís soltou uma risada baixa.

— Talvez eu esteja ficando paranoica.

— Talvez? Você pegou isso do Heitor todinho.

As duas seguiram para a cozinha entre comentários leves e pequenas provocações, mas enquanto Laís organizava as xícaras distraidamente, Laila pegou o celular e mandou uma mensagem rápida escondida.

→ “Você precisa agilizar. A Laís tá desconfiada. E pelo jeito não é sobre casa… ela acha que é outra mulher.”

A resposta de Heitor veio quase imediatamente.

Uma sequência de emojis de risada.

Porque foi exatamente isso que ele fez quando leu a mensagem.

Riu.

Alto.

Sozinho dentro do escritório.

Era simplesmente impossível ele pensar em outra mulher.

Impossível desejar outra mulher.

Impossível sequer olhar para alguém daquela forma outra vez.

Ele estava absurdamente apaixonado.

Mais feliz do que jamais imaginou conseguir ser.

Com a família que finalmente estava construindo.

Tudo que ele queria estava ali.

Então, sem pensar duas vezes, levantou da cadeira e passou direto pela mesa do assistente.

— Qualquer compromisso que eu tiver hoje, desmarca e encaixa amanhã.

O rapaz piscou confuso.

— Senhor, mas a reunião das—

— Amanhã.

Nem desacelerou.

— E depois pode ir embora também.

Pegou a chave do carro e saiu antes que alguém tentasse impedi-lo.

No caminho, passou em uma floricultura.

Comprou rosas.

Muitas.

Depois parou na padaria onde comprava os pães de queijo que Laís vinha desejando praticamente todos os dias.

E então dirigiu direto para o apartamento dela.

Porque, naquele momento…

Tudo que ele queria era chegar, abraçar a mulher que amava e lembrar ela — mais uma vez — que nunca existiria outra.

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