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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 54

Capítulo 54

Por alguns segundos, só se ouviu a chuva e o tilintar leve das colheres tocando a cerâmica. Até que ele falou, a voz mais baixa:

— Você ficou com medo hoje.

Não era uma pergunta. Eloise respirou fundo, o olhar preso na bebida.

— Sim… — a confissão saiu baixa, quase um sopro. — Mas passou.

— Passou porque eu estava lá — ele disse, seguro, sem hesitar.— Nunca mais vou colocar sua vida em risco, prometo Eloise.

A afirmação, dita com aquela segurança inabalável, fez o estômago dela revirar. Levantou os olhos devagar, encontrando aquele verde intenso. Por dentro, algo pareceu ceder — uma mistura de gratidão, confusão e um desejo que insistia em não ir embora.

— E se um dia você não estiver? — perguntou, sem saber exatamente por que. Mas carregada de um medo que ela não queria admitir.

Ele não desviou, não piscou, não recuou. Pelo contrário — a intensidade no olhar aumentou.

— Então vou garantir que esse dia nunca chegue.

O silêncio que veio depois não foi desconfortável. Era denso, carregado de tudo que eles ainda não estavam prontos para dizer.

Quando ela terminou o chocolate, ele tirou a caneca de suas mãos e a colocou na mesa de cabeceira. E, sem aviso, puxou-a levemente pela cintura, apenas para encostá-la nele.

— Descansa, Eloise — murmurou perto de seu ouvido. — porque essa noite está só começando.

O arrepio que percorreu a espinha dela não tinha nada a ver com frio.

...

A noite foi longa.

Lá fora, a chuva caía incessante, martelando os vidros como uma trilha sonora constante. Dentro do quarto, no entanto, o calor só aumentava. Entre toques, risos baixos e beijos que queimavam, eles esqueceram completamente o mundo além das paredes.

Quando Eloise abriu os olhos, ainda não eram sete da manhã. O quarto estava mergulhado em uma penumbra suave, iluminado apenas pelo cinza da chuva. Ela se levantou devagar, sentindo cada músculo protestar em lembrança da noite anterior. Vestia apenas a camisa branca de Augusto, larga demais, que caía até a metade das coxas.

Saiu em silêncio, atravessando o corredor até seu próprio quarto. No banheiro, a água morna do chuveiro escorreu por sua pele, e ela não resistiu a olhar-se no espelho antes de entrar debaixo do jato. As marcas na pele — discretas, mas inegáveis — contavam a história da noite quente que haviam vivido.

Ele começou a caminhar na direção dela, os olhos presos nos dela.

— Achei que fosse você… tivesse fugido dessa vez — disse, com um leve sorriso que não chegava suavizar o brilho intenso no olhar.

Ela ergueu o queixo, pronta para responder à altura.

— Se eu quisesse fugir, Monteiro… você não me pegaria.

O sorriso dele se alargou, perigoso.

Em um movimento rápido, reduziu a distância entre eles, segurou sua nuca com firmeza e a puxou para um beijo profundo, quente, que roubou qualquer possibilidade de resposta.

O calor se espalhava rápido, as mãos dele já explorando sua cintura, o toque firme na nuca, o beijo ardente.

Ding-dong.

O som da campainha cortou o clima como uma lâmina afiada.

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