Capítulo 55
— É o café da manhã — disse ela, meio rindo, meio frustrada, escapando dos braços dele antes que a tentação a puxasse de volta.
Augusto suspirou, se afastando e indo em direção à mesa para aguardar. Eloise ajeitou o vestido e caminhou até a porta.
O sorriso já estava no rosto quando girou a maçaneta — mas congelou assim que viu quem estava ali e o sorriso morreu no mesmo instante.
— Thamires.
— O que você está fazendo aqui? Cadê o Augusto? — perguntou, a voz carregada de falsa doçura, mas os olhos avaliando cada detalhe.
Antes que Eloise pudesse responder, Thamires entrou sem pedir permissão.
— Augusto… — disse, forçando um sorriso enquanto avançava — fiquei tão preocupada quando vi as notícias.
Ele estava sentado à mesa, mas se levantou devagar, com o olhar frio e calculado.
— Não precisava se preocupar. Como pode ver, estou muito bem.
— Bem? — ela arqueou a sobrancelha, lançando um olhar demorado para Eloise. — Pelo visto… bem acompanhado.
— Exatamente — ele respondeu, a voz firme, sem desviar os olhos. — Muito bem acompanhado.
O sorriso dela se estreitou.
— Ah… entendi. Então continua com essa birra? Augusto, você não é homem de guardar rancor. Nós dois sabemos que o que aconteceu… — ela lançou um rápido olhar a Eloise antes de voltar para ele — não precisa definir o que somos.
O tom dele endureceu.
— O que nós fomos, Thamires.
Ela ignorou.
— Você não merece ficar com… — fez um gesto vago na direção de Eloise — uma secretária. Isso não é você. Olha para mim… para nós. Você sabe que juntos somos perfeitos.
— Isso não vai durar, querida. E, quando acabar, eu estarei aqui.
Antes de sair pela porta, Thamires se aproximou de Eloise até que só um fio de ar separasse seus rostos. O perfume doce e enjoativo dela invadiu o espaço.
— Você vai entender, querida… — sussurrou, o tom ácido. — O que é meu, o que eu quero… ninguém tira de mim.
O olhar dela desceu lentamente pelo corpo de Eloise antes de se virar. O som seco dos saltos ecoou pelo corredor, como um aviso que ainda ficaria martelando depois que ela sumisse da vista.
Eloise fechou a porta devagar, sentindo a tensão quase densa no ar.
Augusto permanecia parado, os ombros rígidos, o maxilar travado. Não disse nada — mas o silêncio dele falava alto.
Havia uma ferida aberta ali, uma história marcada por raiva e orgulho ferido. Eloise não sabia os detalhes, mas tinha certeza de uma coisa: aquilo não tinha acabado.
E, pela forma como ele evitava o olhar dela, talvez Augusto também soubesse.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...