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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 552

Quando o beijo terminou, os dois demoraram alguns segundos para realmente se afastar.

Como se o corpo ainda não tivesse entendido que precisava parar.

Alana permaneceu perto demais, com as mãos segurando a camisa dele enquanto tentava recuperar o ar.

Enzo encostou a testa na dela por um instante, ainda mantendo a mão firme em sua cintura.

Os dois respiravam rápido.

E em silêncio.

Porque qualquer palavra naquele momento provavelmente estragaria tudo.

Ou pior…

deixaria tudo ainda mais intenso.

Alana abaixou os olhos primeiro, claramente tentando esconder o quanto estava afetada.

Falhando miseravelmente.

Enzo soltou uma risada baixa pelo nariz ao perceber.

— Então era disso que você estava fugindo?

O rosto dela esquentou imediatamente.

— Talvez.

— Entendi.

Mas o sorriso convencido no rosto dele dizia claramente que tinha entendido coisa nenhuma.

Ou talvez tivesse entendido até demais.

A caminhada até o carro aconteceu devagar. Nenhum dos dois parecia com muita pressa de encerrar aquela manhã.

O silêncio entre eles não era desconfortável.

Muito pelo contrário.

Parecia carregado demais.

De olhares.

De lembranças do beijo.

E da vontade perigosa de repetir tudo outra vez.

Durante o caminho, Alana percebeu Enzo olhando para ela várias vezes pelo canto do olho. Como se ainda estivesse tentando acreditar que ela realmente tinha correspondido.

E sinceramente?

Ela também ainda estava tentando acreditar.

Porque aquele beijo tinha sido absurdamente melhor do que imaginou.

Muito melhor.

E isso era um problema enorme.

Quando chegaram em frente ao prédio dela, Enzo desligou o carro, mas nenhum dos dois se moveu imediatamente.

Alana olhou pela janela por alguns segundos antes de respirar fundo.

— Obrigada pelo café da manhã.

Enzo virou o rosto lentamente para ela.

— Eu definitivamente gostei mais do final.

O coração dela tropeçou outra vez.

Ridículo.

Completamente ridículo.

Alana soltou uma risada baixa antes de abrir a porta do carro.

— Convencido.

— Você gostou.

Ela tentou esconder o sorriso.

Falhou.

Já do lado de fora, inclinou-se novamente pela janela aberta para se despedir.

O plano original era simples.

Um beijo educado na bochecha.

Algo normal.

Seguro.

Sem risco de outro mini infarto emocional logo cedo.

Mas no instante em que ela se aproximou, Enzo virou o rosto de propósito.

E roubou outro beijo.

Dessa vez rápido.

Curto.

Mas suficiente para fazer o coração dela disparar de novo.

Quando se afastou, ele ainda estava sorrindo.

Aquele sorriso masculino, bonito e perigosamente satisfeito.

— Agora pode subir.

Alana ficou encarando ele por dois segundos completamente sem reação.

Então respirou fundo antes de apontar um dedo acusador.

— Você fez isso de propósito.

Enzo deu de ombros com a maior tranquilidade do mundo.

— E funcionou.

Ela tentou manter a pose séria enquanto se afastava em direção ao prédio.

Tentou.

Mas já estava sorrindo antes mesmo de entrar no elevador.

Assim que entrou no apartamento, Alana largou a bolsa no sofá e caminhou diretamente até o espelho da sala.

Ficou alguns segundos encarando o próprio reflexo.

O cabelo levemente bagunçado.

Os lábios ainda vermelhos do beijo.

E aquele sorriso idiota que ela claramente não estava conseguindo controlar.

— Preciso contar a verdade — murmurou para si mesma antes de suspirar profundamente. — Puts… mas isso é tão difícil.

Porque no fundo ela já conseguia imaginar exatamente o que aconteceria.

Enzo era experiente.

Seguro.

Bonito.

Confiante.

Homens como ele não queriam mulheres virgens.

Queriam mulheres fáceis.

Leves.

Sem responsabilidade emocional.

Alana caminhou lentamente até a cozinha enquanto tentava ensaiar mentalmente a conversa.

— Então, Enzo… eu sou virgezona.

Fez careta imediatamente.

— Não. Horrível.

Pegou um copo e colocou água enquanto continuava tentando.

— Eu sou virgem e se você tirar minha virgindade vou me apaixonar perdidamente por você.

— Muito — Sofia confirmou segurando a risada.

Enquanto isso, Alana já caminhava em direção à cozinha quando uma funcionária a reconheceu.

— Senhorita Duarte, né?

Alana virou rapidamente.

— Sim.

— O chef Enzo está muito ocupado. Acho que ele não vai conseguir atender agora.

— Onde ele está? Eu quero ajudar.

Assim que entrou na cozinha, encontrou o caos.

Enzo corria de um lado para o outro coordenando pratos, garçons e pedidos ao mesmo tempo. A expressão séria, a voz firme e o foco absoluto deixavam claro o quanto ele levava aquilo a sério.

Mas tudo mudou no instante em que viu Alana parada na porta.

— Alana?

Ele aproximou-se rapidamente.

— Você está com as meninas, né? Já vão encaminhar vocês pro segundo andar. Desculpa, dois funcionários do salão passaram mal hoje.

Alana balançou a cabeça imediatamente.

— Eu vim oferecer ajuda.

Enzo quase riu de nervoso.

— Alana, não. Você veio pra jantar com seus amigos, não pra trabalhar.

— Sim, trabalhar. Eu fico lá na frente. Estou praticamente vestida de uniforme mesmo. Posso encaminhar as pessoas até as mesas e anotar bebidas.

— Nem pensar.

Antes que ela respondesse, uma funcionária apareceu desesperada ao lado deles.

— Chef, precisamos de alguém na porta. A fila está aumentando.

Alana ergueu uma sobrancelha lentamente.

— Tá vendo?

Enzo passou a mão no rosto claramente dividido entre negar e aceitar.

Falhou miseravelmente.

— Tudo bem. Mas eu fico te devendo uma.

O sorriso dela apareceu imediatamente.

— Vou saber cobrar.

E Deus…

aquele sorriso definitivamente não ajudava a concentração dele.

Alana virou-se para a funcionária ao lado.

— Me ensina rapidamente como organizar as mesas e encaminhar os clientes.

A mulher assentiu imediatamente.

— Vem comigo.

___

Nota da Autora

Olá, queridas leitoras nervosas.

Não vou deixar vocês sem nosso adorável casal, prometo.

Mas essa autora aqui precisou de um domingo de descanso antes de continuar surtando junto com vocês pelo Enzo e pela Alana.

Foi só um dia, calma… eu não vou abandonar vocês.

Todos os dias teremos de 2 a 3 capítulos liberados com muita confusão, tensão, beijo e sofrimento emocional coletivo.

Bisous et à bientôt.

B.M 🤍

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