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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 553

O restaurante continuava lotado.

Clientes entrando sem parar, garçons atravessando o salão rapidamente e pedidos chegando quase no mesmo ritmo em que saíam da cozinha.

Mas, estranhamente, Alana estava se divertindo.

Ela caminhava entre as mesas com elegância natural, organizando reservas, encaminhando clientes e tentando acalmar alguns rostos claramente irritados pela demora.

— Boa noite. Sua mesa já está quase pronta — falou com um sorriso gentil para um casal mais velho. — Enquanto aguardam, posso oferecer alguma bebida da casa?

A mulher pareceu relaxar imediatamente.

— Ah, obrigada querida.

— Temos um coquetel cítrico maravilhoso hoje.

O homem sorriu.

— Vamos aceitar então.

Alana anotou rapidamente antes de chamar um dos garçons.

— Mesa sete. Prioridade.

O funcionário assentiu imediatamente.

Ela continuou andando pelo salão sem perder o sorriso, mesmo quando quase foi atropelada por um garçom carregando três pratos ao mesmo tempo.

— Se cair em mim eu processo o restaurante — brincou arrancando risadas dele.

Poucos minutos depois, subiu até o segundo andar para finalmente acomodar os amigos.

Thiago olhou ao redor impressionado.

— O Enzo realmente tá surtando lá embaixo.

Sofia puxou Alana discretamente pelo braço antes que ela saísse.

— Eu não quero perder minha secretária, tá?

Alana começou a rir imediatamente.

— Pode deixar que você não vai se ver livre de mim tão cedo. É só uma ajudazinha.

Emma cruzou os braços observando-a com um sorriso suspeito.

— “Ajudazinha”. Sei.

— Emma…

— Você tá trabalhando sorrindo igual mulher apaixonada.

— Cala a boca.

Thomas segurou a risada enquanto Ricardo apenas levantou a taça claramente se divertindo com a situação.

Alana saiu antes que piorassem ainda mais.

Quando voltou para o salão principal, retomou imediatamente o atendimento.

E Deus…

ela era boa naquilo.

Recebia os clientes com simpatia, resolvia pequenos problemas rapidamente e mantinha um humor leve mesmo no meio do caos.

Sem perceber, acabou se tornando praticamente o ponto de equilíbrio do salão.

E Enzo viu tudo.

Parado na entrada da cozinha por alguns segundos, observou Alana rir elegantemente enquanto ajudava uma senhora a acomodar a bolsa na cadeira.

Depois viu ela tranquilizando um cliente irritado apenas com um sorriso.

Então percebeu outra coisa.

Todos gostavam dela rápido demais.

Funcionários.

Clientes.

Todo mundo.

Enzo cruzou os braços lentamente enquanto continuava observando-a.

Porque Alana tinha presença.

Luz.

Ela entrava nos lugares e fazia tudo parecer mais leve sem nem perceber.

E aquilo mexeu com ele de um jeito perigosamente diferente.

Não era só desejo.

Já tinha passado disso.

Ela estava começando a se encaixar demais na vida dele.

Como se sempre tivesse pertencido ali.

Naquele restaurante.

No caos da cozinha.

No meio das piadas dos funcionários.

Perto dele.

Alana virou o rosto naquele instante e encontrou Enzo olhando para ela do outro lado do salão.

Os dois sustentaram o olhar por alguns segundos.

E então ela sorriu.

Daquele jeito espontâneo.

Bonito.

Que fazia o peito dele apertar sem aviso.

Enzo soltou um pequeno sorriso de volta antes de balançar a cabeça devagar.

Porque estava começando a perceber uma coisa muito perigosa:

Ele já não queria mais que Alana fosse embora.

O restaurante continuava um caos organizado.

Clientes chamavam pelos atendentes ao mesmo tempo e a cozinha parecia funcionar na velocidade de um pequeno infarto coletivo.

E no meio de tudo aquilo…

Alana sorria.

Ela caminhava pelo salão com naturalidade, resolvendo pequenos problemas como se trabalhasse ali havia anos.

— Boa noite. A reserva para duas pessoas? — perguntou educadamente para um casal recém-chegado.

O homem abriu um sorriso imediatamente.

— Com uma recepção dessas, até esquecemos o tempo de espera.

Alana riu leve.

— Então minha missão da noite está funcionando.

O cliente continuou olhando para ela tempo demais.

Enzo percebeu.

Da cozinha.

Claro que percebeu.

O maxilar dele travou discretamente enquanto secava as mãos no pano do avental.

Um dos cozinheiros acompanhou o olhar dele até o salão antes de soltar uma risada baixa.

— Ih…

Enzo continuou encarando a cena.

O homem ainda sorria para Alana.

E Alana sorria de volta.

Educada.

Gentil.

Conhecia Enzo.

— Boa noite — Eduarda falou olhando para Alana com educação impecável. — Então você é a mulher que finalmente conseguiu distrair o chef.

A frase bateu estranho dentro dela.

Alana sustentou o olhar dela.

— E você a que está seguindo ele?

As duas sorriram.

Mas claramente se analisando.

Enzo passou a mão na nuca lentamente já percebendo o perigo se formando.

— Eduarda…

— Relaxa, chef. Não vim causar caos hoje.

Ela então voltou os olhos para Alana outra vez.

— Apesar de que preciso admitir… agora entendo seu desaparecimento repentino.

Alana sentiu o estômago apertar discretamente.

Porque Eduarda era exatamente o tipo de mulher que gerava insegurança feminina automática.

Linda.

Confiante.

Experiente.

O tipo que provavelmente nunca tinha ficado nervosa beijando alguém na vida.

E aquilo mexeu com ela mais do que gostaria.

Antes que o silêncio ficasse estranho demais, uma funcionária apareceu correndo.

— Chef, a mesa do segundo andar pediu você.

Enzo fechou os olhos rapidamente como se agradecesse mentalmente pela interrupção.

— Já estou indo.

Mas antes de sair, lançou um olhar rápido para Alana.

Como se silenciosamente dissesse: “não entra em pânico.”

Pena que já era tarde demais para isso.

Porque no instante em que Enzo se afastou, Eduarda cruzou os braços elegantemente antes de comentar:

— Faz muito tempo que não vejo ele olhar pra alguém desse jeito.

Alana tentou manter a postura calma.

— Desse jeito como?

Eduarda abriu um pequeno sorriso.

— Como um homem olhando para um brinquedo novo.

A frase entrou suave.

Mas bateu forte.

Porque a insegurança atravessou Alana de verdade.

Eduarda percebeu.

Claro que percebeu.

E apenas sorriu antes de pegar uma taça da bandeja de um garçom que passava.

— Relaxa — falou com falsa leveza. — Isso passa rápido quando ele enjoa.

O sorriso debochado voltou lentamente aos lábios dela.

— Perdi a fome. Boa noite, Alana.

E então saiu andando elegantemente pelo restaurante como se tivesse acabado de jogar gasolina emocional em alguém sem fazer esforço nenhum.

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