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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 563

A terça-feira de Alana tinha sido simplesmente horrível.

Clientes irritantes.

Prazos absurdos.

Sofia ameaçando processos contra metade da humanidade.

E Nathalia surtando porque Ricardo aparentemente tinha comprado uma cafeteira de três mil reais “sem necessidade nenhuma”.

Ou seja…

um dia completamente normal.

Já passava das oito da noite quando Alana finalmente terminou de revisar o último documento da mesa.

Ela soltou o ar devagar enquanto fechava o notebook.

Cansada.

Com fome.

E emocionalmente fragilizada o suficiente para aceitar qualquer convite envolvendo comida e Enzo Rocha.

Foi exatamente nesse momento que o celular vibrou.

E o coração dela reconheceu antes mesmo da tela acender.

Patético.

Absolutamente patético.

Mensagem de Enzo.

> “Tá ocupada?”

O sorriso apareceu automático.

Ela respondeu enquanto terminava de guardar algumas coisas na bolsa:

-> “Depende.”

A resposta veio quase imediatamente:

-> “Vem jantar comigo.”

Alana mordeu o canto do lábio automaticamente.

-> “Isso foi um convite?”

Três pontinhos apareceram na tela.

Depois:

-> “Mais ou menos."

-> “Não vou poder acompanhar você, mas melhor que jantar sozinha.”

O coração dela simplesmente derreteu.

Porque a frase tinha saído tão natural…

tão simples…

que parecia perigosa.

Como se Enzo já tivesse começado a incluir ela na rotina dele sem perceber.

Alana respirou fundo antes de responder:

-> “Estou indo.”

Longe dali, em uma cozinha muito famosa, Enzo abriu um pequeno sorriso sozinho ao ler a mensagem.

E um dos cozinheiros percebeu imediatamente.

— Ih…

Enzo nem levantou os olhos.

— O que foi?

— Nada não. Só achei interessante como o chef ficou de bom humor ultimamente.

Enzo ignorou completamente enquanto voltava atenção para os pratos.

Falhando miseravelmente em esconder o sorriso.

Cerca de quarenta minutos depois, Alana entrou no restaurante.

E imediatamente percebeu.

Aquilo já estava virando hábito.

O segurança abriu a porta para ela com naturalidade.

— Boa noite, senhorita Alana.

Ela sorriu automaticamente.

— Boa noite.

Assim que entrou no salão, uma das funcionárias da recepção abriu um sorriso simpático.

— Sua mesa já está pronta.

Alana piscou lentamente.

Porque ninguém perguntou nome.

Ninguém perguntou reserva.

Eles simplesmente…

já esperavam ela.

O coração vacilou discretamente dentro do peito.

Enquanto atravessava o restaurante, percebeu alguns garçons sorrindo discretamente em cumprimento.

Um deles até brincou:

— Hoje o chef tá menos bravo. Obrigado pela colaboração.

Alana começou a rir imediatamente.

— Então vocês estão colocando essa responsabilidade em mim?

— Com certeza.

Ela ainda ria quando avistou Enzo saindo da cozinha.

E Deus…

aquele homem deveria ser proibido em ambientes públicos.

A camiseta preta dobrada nos braços deixava as tatuagens discretamente aparentes enquanto ele caminhava na direção dela com aquele olhar perigosamente focado.

Como se procurasse ela automaticamente no ambiente.

E talvez procurasse mesmo.

Os olhos dele percorreram o rosto dela lentamente antes do pequeno sorriso aparecer.

Daqueles sinceros.

Que só aconteciam perto dela agora.

— Achei que fosse me dar bolo.

Alana arqueou uma sobrancelha enquanto se aproximava.

— Você literalmente fez um pedido envolvendo solidão e comida.

Enzo segurou a risada.

— Funcionou.

— Infelizmente.

Ele aproximou-se o suficiente para deixar um beijo demorado demais na bochecha dela.

Perto demais da boca.

De novo.

E o pior?

Agora parecia natural.

Como se os dois já tivessem criado pequenas intimidades sem perceber.

— Vem — Enzo falou baixo enquanto segurava a mão dela naturalmente. — Fiz uma coisa pra você.

O coração dela tropeçou imediatamente.

Porque aquele homem precisava urgentemente parar de agir como namorado sem oficialmente ser um.

Quando chegaram à mesa mais reservada próxima da cozinha, Alana percebeu o prato já servido.

E reconheceu na mesma hora.

Petit gâteau.

Com sorvete de chocolate branco.

Ela olhou lentamente para ele.

— Você fez isso de propósito.

Enzo puxou a cadeira para ela antes de responder com tranquilidade:

— Você fica feliz quando come isso.

Alana tentou manter a postura séria.

Tentou muito.

Falhou miseravelmente.

Porque o sorriso já estava ali outra vez.

Grande.

Ridículo.

E perigosamente apaixonado.

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