O restante da semana passou rápido.
Pelo menos por fora.
Porque internamente?
Alana Duarte estava um completo caos emocional.
Enzo realmente ficou mais ausente.
As respostas demoravam mais.
As conversas diminuíram.
E os encontros simplesmente não aconteceram.
Mas ao mesmo tempo…
ele continuava aparecendo nos pequenos detalhes.
O que era ainda pior.
Porque criava saudade.
E bagunçava completamente os sentimentos dela.
Na quarta-feira de manhã, recebeu uma mensagem logo cedo:
> “Não esquece de se alimentar.”
Na quinta:
> “Toma água direito. Com esse calor é importante.”
Na sexta-feira, depois de responder para Enzo que ainda estava presa no trabalho, Alana não esperava mais nada além de cansaço e dor de cabeça.
Mas cerca de quarenta minutos depois, um funcionário apareceu na recepção carregando uma sacola do restaurante dele.
E a reação da colega ao lado foi imediata:
— Espera… isso é do restaurante do Enzo Rocha?
Alana tentou manter a postura.
Tentou muito.
— Talvez.
— O restaurante dele NÃO faz entrega.
Sofia levantou os olhos dos documentos imediatamente.
— Ah não…
— ELE FEZ ENTREGA PARTICULAR PRA VOCÊ?
Alana sentiu o rosto esquentar instantaneamente enquanto tentava abrir a sacola.
— Não é nada demais.
— Não é nada demais? — Sofia repetiu imediatamente.
— Não, só gentileza — Alana respondeu tentando parecer normal.
E sinceramente?
Aquilo só piorava tudo.
Porque Enzo parecia entrar ainda mais na rotina dela justamente quando estava distante.
Naquela noite, Alana estava sentada na cama cercada por livros, cadernos, anotações e o notebook aberto à sua frente.
Ou pelo menos tentando estudar.
Porque já fazia aproximadamente quinze minutos que lia a mesma linha sem entender absolutamente nada.
Ela soltou o ar devagar antes de largar a caneta na cama.
— Assim eu nunca vou conseguir colocar meu plano em ação…
Murmurou para si mesma enquanto pegava o celular.
Abriu automaticamente o perfil de Enzo.
Nada novo.
Nenhuma foto.
Nenhuma publicação.
Nenhuma pista.
Então, como uma pessoa emocionalmente desequilibrada e claramente sem amor-próprio suficiente…
abriu o perfil de Eduarda.
Erro grave.
Muito grave.
Porque o primeiro vídeo que apareceu foi suficiente para estragar a paz dela imediatamente.
Eduarda corria usando roupas esportivas absurdamente bonitas enquanto filmava discretamente o nascer do sol.
Mas o problema não era ela.
Era quem aparecia ao fundo.
Enzo.
Distraído.
Conversando com alguém enquanto bebia água de coco.
No mesmo lugar onde tinha levado Alana.
O estômago apertou na mesma hora.
— Ela faz isso de propósito.
Alana jogou o celular na cama dramaticamente antes de cruzar os braços.
Porque fazia.
Claro que fazia.
Eduarda era exatamente o tipo de mulher que sabia provocar sem precisar dizer diretamente.
E pior…
funcionava.
A corrida finalmente aconteceria no domingo.
E pelas regras da aposta…
Alana não podia aparecer lá.
Não podia torcer.
Não podia interferir.
Não podia fazer absolutamente nada.
Ela mordeu o canto do lábio antes de pegar o celular outra vez.
O dedo pairou sobre a conversa com Enzo por alguns segundos.
Vontade de mandar mensagem:
“Boa sorte.”
“Vai ganhar.”
“Queria estar aí.”
Qualquer coisa.
Mas não mandou.
Porque alguma coisa dentro dela ainda estava presa naquele detalhe irritante:
Ele nunca tinha convidado ela pra ir.
Alana afundou lentamente no travesseiro enquanto encarava o teto.
— Se bem que… ele nem me convidou.
E o pior?
Aquilo tinha machucado mais do que ela gostaria de admitir.
Já passava das seis.
Alana ainda estava sentada na cama cercada por livros abertos quando o celular vibrou novamente sobre o travesseiro.
Mensagem de Enzo.
O coração dela acelerou automaticamente.
Ridículo.
Ela abriu a conversa.
> “Amanhã aparece na corrida.”
Outra mensagem chegou logo em seguida:
> “Você pode torcer por mim enquanto eu corro.”
O sorriso apareceu involuntariamente.
Porque aquilo era muito a cara dele.
Leve.
Natural.
Como se já esperasse a presença dela ali.
E talvez esperasse mesmo.
Mas o sorriso desapareceu devagar conforme a realidade voltou.
Eduarda estaria lá.
Com ele.
Pelas regras da aposta…
Alana não podia aparecer.
Não podia se meter.
Não podia estragar aquilo.
Mesmo querendo.
Muito.
Ela ficou encarando a conversa por alguns segundos enquanto tentava pensar em uma desculpa que não parecesse absurda.
Porque no fundo…
queria ir.
Queria vê-lo correr.
Queria torcer por ele.
Queria fazer parte daquele momento.
Mas não podia.
Respirou fundo antes de finalmente responder:
-> “Acho que amanhã não vai dar.”
Os três pontinhos apareceram quase imediatamente.
-> “Por quê?”
A pergunta simples apertou o peito dela mais do que deveria.
Alana mordeu o canto do lábio antes de digitar:
-> “Prometi ajudar Sofia com umas coisas cedo.”
Mentira.
Péssima mentira.
E ela sabia.
O silêncio demorou tempo demais dessa vez.
Tempo suficiente para deixar Alana nervosa.
Então a resposta chegou:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...