Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 564

O restante da semana passou rápido.

Pelo menos por fora.

Porque internamente?

Alana Duarte estava um completo caos emocional.

Enzo realmente ficou mais ausente.

As respostas demoravam mais.

As conversas diminuíram.

E os encontros simplesmente não aconteceram.

Mas ao mesmo tempo…

ele continuava aparecendo nos pequenos detalhes.

O que era ainda pior.

Porque criava saudade.

E bagunçava completamente os sentimentos dela.

Na quarta-feira de manhã, recebeu uma mensagem logo cedo:

> “Não esquece de se alimentar.”

Na quinta:

> “Toma água direito. Com esse calor é importante.”

Na sexta-feira, depois de responder para Enzo que ainda estava presa no trabalho, Alana não esperava mais nada além de cansaço e dor de cabeça.

Mas cerca de quarenta minutos depois, um funcionário apareceu na recepção carregando uma sacola do restaurante dele.

E a reação da colega ao lado foi imediata:

— Espera… isso é do restaurante do Enzo Rocha?

Alana tentou manter a postura.

Tentou muito.

— Talvez.

— O restaurante dele NÃO faz entrega.

Sofia levantou os olhos dos documentos imediatamente.

— Ah não…

— ELE FEZ ENTREGA PARTICULAR PRA VOCÊ?

Alana sentiu o rosto esquentar instantaneamente enquanto tentava abrir a sacola.

— Não é nada demais.

— Não é nada demais? — Sofia repetiu imediatamente.

— Não, só gentileza — Alana respondeu tentando parecer normal.

E sinceramente?

Aquilo só piorava tudo.

Porque Enzo parecia entrar ainda mais na rotina dela justamente quando estava distante.

Naquela noite, Alana estava sentada na cama cercada por livros, cadernos, anotações e o notebook aberto à sua frente.

Ou pelo menos tentando estudar.

Porque já fazia aproximadamente quinze minutos que lia a mesma linha sem entender absolutamente nada.

Ela soltou o ar devagar antes de largar a caneta na cama.

— Assim eu nunca vou conseguir colocar meu plano em ação…

Murmurou para si mesma enquanto pegava o celular.

Abriu automaticamente o perfil de Enzo.

Nada novo.

Nenhuma foto.

Nenhuma publicação.

Nenhuma pista.

Então, como uma pessoa emocionalmente desequilibrada e claramente sem amor-próprio suficiente…

abriu o perfil de Eduarda.

Erro grave.

Muito grave.

Porque o primeiro vídeo que apareceu foi suficiente para estragar a paz dela imediatamente.

Eduarda corria usando roupas esportivas absurdamente bonitas enquanto filmava discretamente o nascer do sol.

Mas o problema não era ela.

Era quem aparecia ao fundo.

Enzo.

Distraído.

Conversando com alguém enquanto bebia água de coco.

No mesmo lugar onde tinha levado Alana.

O estômago apertou na mesma hora.

— Ela faz isso de propósito.

Alana jogou o celular na cama dramaticamente antes de cruzar os braços.

Porque fazia.

Claro que fazia.

Eduarda era exatamente o tipo de mulher que sabia provocar sem precisar dizer diretamente.

E pior…

funcionava.

A corrida finalmente aconteceria no domingo.

E pelas regras da aposta…

Alana não podia aparecer lá.

Não podia torcer.

Não podia interferir.

Não podia fazer absolutamente nada.

Ela mordeu o canto do lábio antes de pegar o celular outra vez.

O dedo pairou sobre a conversa com Enzo por alguns segundos.

Vontade de mandar mensagem:

“Boa sorte.”

“Vai ganhar.”

“Queria estar aí.”

Qualquer coisa.

Mas não mandou.

Porque alguma coisa dentro dela ainda estava presa naquele detalhe irritante:

Ele nunca tinha convidado ela pra ir.

Alana afundou lentamente no travesseiro enquanto encarava o teto.

— Se bem que… ele nem me convidou.

E o pior?

Aquilo tinha machucado mais do que ela gostaria de admitir.

Já passava das seis.

Alana ainda estava sentada na cama cercada por livros abertos quando o celular vibrou novamente sobre o travesseiro.

Mensagem de Enzo.

O coração dela acelerou automaticamente.

Ridículo.

Ela abriu a conversa.

> “Amanhã aparece na corrida.”

Outra mensagem chegou logo em seguida:

> “Você pode torcer por mim enquanto eu corro.”

O sorriso apareceu involuntariamente.

Porque aquilo era muito a cara dele.

Leve.

Natural.

Como se já esperasse a presença dela ali.

E talvez esperasse mesmo.

Mas o sorriso desapareceu devagar conforme a realidade voltou.

Eduarda estaria lá.

Com ele.

Pelas regras da aposta…

Alana não podia aparecer.

Não podia se meter.

Não podia estragar aquilo.

Mesmo querendo.

Muito.

Ela ficou encarando a conversa por alguns segundos enquanto tentava pensar em uma desculpa que não parecesse absurda.

Porque no fundo…

queria ir.

Queria vê-lo correr.

Queria torcer por ele.

Queria fazer parte daquele momento.

Mas não podia.

Respirou fundo antes de finalmente responder:

-> “Acho que amanhã não vai dar.”

Os três pontinhos apareceram quase imediatamente.

-> “Por quê?”

A pergunta simples apertou o peito dela mais do que deveria.

Alana mordeu o canto do lábio antes de digitar:

-> “Prometi ajudar Sofia com umas coisas cedo.”

Mentira.

Péssima mentira.

E ela sabia.

O silêncio demorou tempo demais dessa vez.

Tempo suficiente para deixar Alana nervosa.

Então a resposta chegou:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário