Capítulo 57
Depois do beijo, Augusto se afastou devagar, os olhos ainda cravados nela, como se dissesse mais do que queria. Sem pressa, seguiu para o quarto, desaparecendo no banheiro para o banho matinal.
Eloise, por sua vez, respirou fundo, tentando reorganizar os próprios pensamentos — e os batimentos — enquanto um leve sorriso ainda insistia em ficar nos lábios. Poucos minutos depois, a campainha tocou. Era o café da manhã.
Ela recebeu o carrinho da cobertura, agradeceu ao funcionário e começou a preparar a mesa. Pôs as xícaras no lugar, ajeitou as frutas e até corrigiu o posicionamento das flores, como se a ordem impecável fosse capaz de acalmar o turbilhão que sentia por dentro.
Quando ele voltou, já vestindo a calça social e a camisa aberta no colarinho, sentou-se sem dizer nada. Comeram juntos, trocando comentários breves sobre o dia anterior, mas sem evitar os olhares demorados que, vez ou outra, atravessavam a mesa.
Quando terminaram, Eloise pegou o celular e discou para um número que conhecia de cor. Levou o aparelho ao ouvido e, assim que ouviu a voz do outro lado, um sorriso mais suave surgiu.
— Alô? — a voz grave e familiar do pai soou, carregada de surpresa. — Eloise?
— Oi, pai… — o sorriso dela apareceu de forma automática, aquecendo o tom da voz. — Como você está?
— Melhor agora. Você some e me deixa aqui sem notícias… achei que tinha me esquecido.
Ela riu baixo. — Esquecer do senhor? Nem se eu quisesse. Só… está sendo muita coisa por aqui.
Do outro lado, o pai suspirou. — Eu vi na TV sobre a empresa… Você está bem? Não se meteu em confusão, né?
Ela desligou devagar, guardando o telefone e tentando recuperar a postura antes que Augusto dissesse algo.
— Problemas? — ele perguntou, com um olhar que misturava curiosidade e interesse genuíno.
— Nenhum que o meu café não resolva. — Ela sorriu, mas ele sabia que havia mais por trás.
Depois do café da manhã, os dois seguiram para a empresa.
O céu cinza e a garoa fina não diminuíam o movimento das ruas, mas Eloise percebeu que dentro do carro o clima estava mais leve — um daqueles silêncios que não incomodam, mas que guardam pequenas tensões não ditas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...