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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 58

Capítulo 58

Assim que entraram no prédio, já sentiram o peso do dia. Pilhas de documentos, mesas com arquivos espalhados, e funcionários andando de um lado para o outro.

— É como voltar depois de um furacão — murmurou Eloise, ajustando a pasta nos braços.

— É exatamente isso — Augusto respondeu, com a expressão séria. — E hoje a gente começa a reconstruir.

Passaram a manhã revisando relatórios, alinhando novas diretrizes com os diretores, e recebendo candidatos para entrevistas. Claudia apareceu cedo, com um café extra na mão para Eloise.

— Pra você aguentar o ritmo dele — disse, apontando para Augusto com um sorriso divertido.

— Muito gentil, Dona Cláudia — Eloise respondeu, aceitando a bebida.

Augusto levantou o olhar do contrato e, com um meio sorriso, comentou:

— Olha só… tentado ajudar minha secretária?

— Apenas um café para uma amiga — retrucou ela, com um brilho malicioso no olhar.

Ele balançou a cabeça, rindo baixo. — Essa eu deixo passar.

Cláudia piscou para Eloise, como se dissesse "aprenda a lidar com ele". Eloise, contendo um sorriso, respondeu com um leve erguer de sobrancelha — e, naquele instante, as duas compartilharam uma espécie de pacto silencioso.

As entrevistas se arrastaram, mas Eloise manteve a postura impecável. Entre anotações e perguntas técnicas, também trocava olhares rápidos com Augusto, que, vez ou outra, deixava um meio sorriso escapar quando ela demonstrava firmeza.

No final da tarde, estavam no escritório dele, revisando a lista final de contratações. Augusto se aproximou por trás da cadeira dela, apoiando uma das mãos no encosto e inclinando-se o bastante para que sua respiração tocasse o pescoço dela.

— Você lidou muito bem hoje… — disse baixo.

O clima no carro ficou denso, elétrico. O simples roçar dos dedos dele parecia incendiar o espaço. Quando o carro parou na garagem, Augusto saiu primeiro e estendeu a mão para ela, mas o olhar deixava claro que aquilo não ia esperar muito.

Subiram para o apartamento praticamente se beijando no elevador, assim que a porta do apartamento se fechou, Augusto a virou contra a parede da sala. O beijo foi urgente, quase faminto,como se o dia inteiro tivesse sido apenas uma espera para aquilo.

As mãos dele exploravam sem pedir permissão, e ela se agarrou à nuca dele, sentindo a respiração falhar.

Eloise se deixou levar, os dedos se enroscando no cabelo dele enquanto sentia as costas deslizando pela parede. Ele a levantou com facilidade, fazendo-a prender as pernas ao redor da cintura.

— Augusto… — ela murmurou, entre um beijo e outro, sentindo o calor se espalhar pelo corpo.

Ele caminhou com ela até o sofá, derrubando as almofadas no chão sem se importar. O Casaco dela caiu no caminho, seguido pelos botões da camisa dele se abrindo um a um, revelando a pele quente e o cheiro que a fazia perder o fôlego.

Ali, com a luz suave e a chuva servindo de trilha sonora, eles se entregaram sem pressa, mas com a intensidade de quem sabe exatamente como incendiar o outro. Cada toque, cada suspiro, cada gemido contido apenas confirmava: resistir já não era mais uma opção.

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