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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 576

Sofia voltou cerca de vinte minutos depois carregando uma pequena sacola da farmácia.

Assim que entrou na sala, colocou tudo sobre a mesa com um sorriso que Alana já conhecia bem.

O sorriso de quem estava se divertindo mais do que deveria.

— Trouxe pomada, remédio e alguns conselhos gratuitos.

Alana estreitou os olhos.

— Tenho medo de perguntar.

— Quer que eu passe para você?

Sofia não conseguiu terminar a frase sem rir.

Alana levou uma das mãos ao rosto.

— Nossa, como você está engraçada hoje, né?

— Eu estou vivendo um momento histórico.

— Sofia.

— Desculpa. Não consigo evitar.

Alana pegou a sacola e foi até o pequeno banheiro que existia dentro da sala.

Alguns minutos depois voltou parecendo muito mais aliviada.

Sentou novamente no sofá e soltou um suspiro.

— Já estou me sentindo melhor.

— Ótimo. Porque agora vamos falar do problema de verdade.

Alana franziu a testa.

— Problema?

Sofia cruzou os braços.

— Enzo já te pediu em namoro?

A pergunta pegou Alana desprevenida.

— Não.

A resposta saiu rápida.

Imediata.

Sofia ficou alguns segundos em silêncio.

Confusa.

— Espera.

Ela piscou algumas vezes.

— Vocês não tinham uma aposta que proibia exatamente esse tipo de situação? Ou eu estou ficando maluca?

O sorriso de Alana desapareceu devagar.

Porque ali estava o verdadeiro problema.

Ela respirou fundo antes de sentar corretamente.

— Aconteceu...

A voz saiu mais baixa.

— E agora eu não sei.

Sofia continuou observando.

Esperando.

— Não sei o que vai ser de nós. Não sei se conto para a Eduarda. Não sei se espero. Não sei nada.

Pela primeira vez desde que entrou naquela sala, Alana parecia realmente preocupada.

Sofia apoiou os cotovelos sobre a mesa.

— Vocês gostam um do outro.

— Eu sei.

— Não. Vocês gostam muito um do outro.

Alana abaixou os olhos.

Porque aquilo era verdade.

— Talvez esteja na hora de acabar essa aposta.

O silêncio voltou.

Alana passou a mão pelos cabelos.

— Mas ela só acaba se alguém desistir... ou se ele pedir uma de nós em namoro.

Sofia ficou alguns segundos pensando.

Depois apontou para ela.

— Então temos outro problema.

— Qual?

— Nosso escritório pegou o caso da Eduarda.

Alana fechou os olhos imediatamente.

— Meu Deus.

— Exatamente.

Sofia balançou a cabeça.

— Você precisa resolver isso antes que vire uma bomba.

— E se ela decidir contar tudo para ele?

A preocupação era real agora.

Muito real.

Porque Alana já não tinha medo apenas de perder a aposta.

Tinha medo de perder Enzo.

Sofia ficou pensativa por alguns segundos.

Então abriu um sorriso.

Um sorriso perigosamente jurídico.

— Bom...

Alana reconheceu aquela expressão imediatamente.

— Sofia.

— O quê?

— Não.

— Nem falei nada ainda.

— Eu conheço esse olhar.

Sofia abriu as mãos inocentemente.

— Só estou dizendo que ela virou cliente.

— Sofia!

— E clientes assinam contratos.

Alana começou a rir apesar do nervosismo.

— Você é impossível.

— Eu sou advogada.

— É pior.

As duas riram juntas.

Depois de alguns segundos, Sofia aproximou-se e deixou um beijo carinhoso no topo da cabeça da amiga.

— Vai dar tudo certo.

Alana levantou os olhos.

— Você acha?

— Acho.

A resposta saiu firme.

Sem brincadeiras dessa vez.

— E se não der, a gente resolve.

Alana sorriu.

Porque era exatamente por isso que amava Sofia.

Ela sempre parecia encontrar uma solução para qualquer desastre.

Sofia pegou as chaves que tinha ido buscar sobre a mesa e caminhou até a porta.

— Agora eu vou embora.

— Obrigada por tudo.

— Sempre.

Já no corredor, Sofia parou.

Virou-se.

Olhou para a amiga.

Depois para a mesa.

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