Sofia voltou cerca de vinte minutos depois carregando uma pequena sacola da farmácia.
Assim que entrou na sala, colocou tudo sobre a mesa com um sorriso que Alana já conhecia bem.
O sorriso de quem estava se divertindo mais do que deveria.
— Trouxe pomada, remédio e alguns conselhos gratuitos.
Alana estreitou os olhos.
— Tenho medo de perguntar.
— Quer que eu passe para você?
Sofia não conseguiu terminar a frase sem rir.
Alana levou uma das mãos ao rosto.
— Nossa, como você está engraçada hoje, né?
— Eu estou vivendo um momento histórico.
— Sofia.
— Desculpa. Não consigo evitar.
Alana pegou a sacola e foi até o pequeno banheiro que existia dentro da sala.
Alguns minutos depois voltou parecendo muito mais aliviada.
Sentou novamente no sofá e soltou um suspiro.
— Já estou me sentindo melhor.
— Ótimo. Porque agora vamos falar do problema de verdade.
Alana franziu a testa.
— Problema?
Sofia cruzou os braços.
— Enzo já te pediu em namoro?
A pergunta pegou Alana desprevenida.
— Não.
A resposta saiu rápida.
Imediata.
Sofia ficou alguns segundos em silêncio.
Confusa.
— Espera.
Ela piscou algumas vezes.
— Vocês não tinham uma aposta que proibia exatamente esse tipo de situação? Ou eu estou ficando maluca?
O sorriso de Alana desapareceu devagar.
Porque ali estava o verdadeiro problema.
Ela respirou fundo antes de sentar corretamente.
— Aconteceu...
A voz saiu mais baixa.
— E agora eu não sei.
Sofia continuou observando.
Esperando.
— Não sei o que vai ser de nós. Não sei se conto para a Eduarda. Não sei se espero. Não sei nada.
Pela primeira vez desde que entrou naquela sala, Alana parecia realmente preocupada.
Sofia apoiou os cotovelos sobre a mesa.
— Vocês gostam um do outro.
— Eu sei.
— Não. Vocês gostam muito um do outro.
Alana abaixou os olhos.
Porque aquilo era verdade.
— Talvez esteja na hora de acabar essa aposta.
O silêncio voltou.
Alana passou a mão pelos cabelos.
— Mas ela só acaba se alguém desistir... ou se ele pedir uma de nós em namoro.
Sofia ficou alguns segundos pensando.
Depois apontou para ela.
— Então temos outro problema.
— Qual?
— Nosso escritório pegou o caso da Eduarda.
Alana fechou os olhos imediatamente.
— Meu Deus.
— Exatamente.
Sofia balançou a cabeça.
— Você precisa resolver isso antes que vire uma bomba.
— E se ela decidir contar tudo para ele?
A preocupação era real agora.
Muito real.
Porque Alana já não tinha medo apenas de perder a aposta.
Tinha medo de perder Enzo.
Sofia ficou pensativa por alguns segundos.
Então abriu um sorriso.
Um sorriso perigosamente jurídico.
— Bom...
Alana reconheceu aquela expressão imediatamente.
— Sofia.
— O quê?
— Não.
— Nem falei nada ainda.
— Eu conheço esse olhar.
Sofia abriu as mãos inocentemente.
— Só estou dizendo que ela virou cliente.
— Sofia!
— E clientes assinam contratos.
Alana começou a rir apesar do nervosismo.
— Você é impossível.
— Eu sou advogada.
— É pior.
As duas riram juntas.
Depois de alguns segundos, Sofia aproximou-se e deixou um beijo carinhoso no topo da cabeça da amiga.
— Vai dar tudo certo.
Alana levantou os olhos.
— Você acha?
— Acho.
A resposta saiu firme.
Sem brincadeiras dessa vez.
— E se não der, a gente resolve.
Alana sorriu.
Porque era exatamente por isso que amava Sofia.
Ela sempre parecia encontrar uma solução para qualquer desastre.
Sofia pegou as chaves que tinha ido buscar sobre a mesa e caminhou até a porta.
— Agora eu vou embora.
— Obrigada por tudo.
— Sempre.
Já no corredor, Sofia parou.
Virou-se.
Olhou para a amiga.
Depois para a mesa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...